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Rapidinhas de BD - KM/H e Legado de Júpiter 2 de Mark Millar, Duncan Fegredo e Frank Quitely - G Floy


A editora portuguesa G Floy, desde que adquiriu os direitos para publicação do catálogo de BD Millarworld, o selo do escritor escocês Mark Millar, tem lançado, de forma regular, trabalhos do autor. Escolha atempada, já que esse mesmo selo foi adquirido pela gigante Netflix, para que, em simbiose, ambos produzam conteúdos e conceitos que possam existir, simultaneamente, em papel e em ecrã de TV. KM/H e o segundo volume de Legado de Júpiter são dois bons exemplos dessa troca.

Dans Mes Yeux de Bastien Vivès - Casterman

Depois do surpreendente Uma Irmã, publicado em português de Portugal pela Levoir, a vontade de investigar outras leituras de Bastien Vivès era muita. Já conhecíamos Last Man, um registo pop/manga do autor francês,  mas foi necessária a insistência de um amigo para folhear este Dans Mes Yeux, inédito nas nossas terras. Trata-se de uma experiência narrativa em formato BD, colocando o leitor nos olhos do protagonista, enquanto se apaixona por uma jovem mulher.

The Flintstones e Exit Stage Left: The Snaglepuss Chronicles de Mark Russel - DC Comics/Hanna Barbera


Quem dissesse que os Flintstones e um leão-de-montanha cor de rosa seriam duas das melhores BDs lidas este ano teria uma resposta: vai te f***r. Mas os rumores e as sugestões começaram, paulatinamente, a aparecer aqui e acolá, e a curiosidade por produtos pop reinventados através de um prisma adulto foi mais forte. Lá teve de se ler e (vejam bem) quem descrevia estas duas obras como "algo do melhor que já leram em 2018", ou outros hiperbolismos, não estava a exagerar. Tudo por causa do enorme talento do escritor Mark Russel e da coragem da DC Comics em reinventar produtos que pertencem ao catálogo da Hanna Barbera (HB), ambas detidas pela Warner Bros. Aliás, para os mais distraídos, a editora DC tem publicado histórias a solo de muitas das personagens da HB, bem como usado e abusado de crossovers com supers como Super-Homem, Mulher-Maravilha, Batman, Joker, Lex Luthor, etc.

Uma BD aqui, outra BD ali, 26 - Doomsday Clock 8 e Shazam 1

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei.  Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Doomsday Clock número 8 de Geoff Johns e Gary Frank (DC Comics)


Já passámos a marca do meio e Doomsday Clock continua a ser uma viagem que tem tudo para agradar a fãs - e não só. O número oito avança de forma significativa a narrativa, ao finalmente introduzir, de forma mais clara, um dos mais importantes intervenientes da mesma (não, não vos vou estragar revelando quem é). Depois do anúncio de que o dia 11 de Junho de 2019 será relevante para esta história e para o universo DC como um todo (provavelmente será publicado o número 11 de DClock), teríamos de, obrigatoriamente, ter avanços no enredo. Geoff Johns afasta-se um pouco do mundo dos Watchmen e entra decididamente no da DC, com o aparecimento de várias das suas mais emblemáticas personagens, despoletando um momento importante de consequências inesperadas. O escritor não só usa essas mesmas personagens como as faz interagir com indivíduos do nosso mundo muito real e importantes no panorama político internacional. Desta forma, atira a narrativa para a esfera do relevante e sério, sem perder um átomo do valor de entretenimento. 

Monster de Naoki Urasawa vols. 1 a 9 - Viz

Existe preconceito em relação ao Mangá, a Banda Desenhada japonesa. Advém, por exemplo, dos desenhos animados (Anime, na verdade) que víamos quando éramos crianças. "São aqueles dos bonecos que são todos iguais, os dos olhos grandes, não é?!" é uma pergunta repetida mais vezes do que seria desejável. Quem lê este tipo de BD sabe que, ao longo de mais de meio século de existência, criaram-se livros extraordinários. Um deles é este que aqui vos venho falar: Monster de Naoki Urasawa, publicado em nove volumes de capa mole, edição de luxo, pela editora dos EUA Viz.

5000 km por segundo de Manuele Fior - Devir

Um dos nossos livros de BD do ano já tem uns anos. Publicado em 2010, venceu vários prémios, inclusive o de Melhor Álbum Fauve d’Or no Festival de BD de Angoulême de 2011. Demorou a chegar a terras lusas com as palavras de Camões e de Pessoa, mas, como diz o ditado, mais vale tarde do que nunca. Esta aclamada obra veio ajudar a preencher um ano editorial que já tem dado algumas pérolas a todos os que são fãs da nona arte, mas, principalmente, aos que não são.

The Fade Out de Ed Brubaker e Sean Philips - G Floy

(repescamos esta nossa opinião de 2016, com muitas modificações)

Diz-se que somos a mistura do que pensamos de nós, do que os outros pensam de nós e do que nós pensamos que os outros pensam de nós. Eu prefiro antes dizer que a verdade sobre quem somos está escondida em histórias:  das que contamos sobre nós mesmos; das que os outros contam de nós; e das que construímos para ir de encontro às que contam sobre nós. 

BD é Cinema e Documentário: Trilhos do Acaso de Paco Roca e Uma Irmã de Bastien Vivès - Levoir


Quero contar-vos um segredo: a BD não é só para crianças. Talvez um dia tenha sido. Talvez isso fosse apenas uma insistência do senso comum. Mas a BD tem de tudo, como a farmácia. Tem histórias para crianças. Tem histórias para pré-adolescentes. Tem histórias para adolescentes. E para adultos. E dentro desta já incrível panóplia, tem histórias de todos os géneros e feitios, cuja variedade é apenas limitada pelo artista, pelo mercado e pelo editor. Prova disso são estes dois extraordinários exemplos de como a BD, como arte, é capaz de atingir níveis de excelência que não a colocam num gueto intelectual, mas antes a atiram para dentro do ringue das grandes obras de Literatura mundial.

Wonder Woman Earth One vol. 2 de Grant Morrison e Yanick Paquette

Passaram-se dois anos desde a primeira parte da prometida trilogia escrita por Grant Morrison e desenhada por Yanick Paquette protagonizada por Diana, Princesa de Themyscira, a Mulher-Maravilha. Trata-se de uma nova interpretação da conhecida personagem da DC Comics, passada numa realidade paralela à linha normal da editora, com o objectivo de ser acessível ao público em geral, sem descurar uma visão autoral para leitores tendencialmente mais sofisticados. 

David Rubín - Beowulf, Hero e Sherlock Frankenstein


Nos últimos tempos, o nosso vizinho da Galiza, David Rubín, tem demonstrado uma certa e determinada ubiquidade  - ou então foram os nossos olhos que abriram-se para ele. Os seus desenhos têm estado presentes em obras em nome próprio publicadas deste e do outro lado do Atlântico, em colaborações com colegas de Espanha e em parceria com autores a trabalhar para os EUA. O seu estilo cartoonesco, dinâmico e cheio de velocidade narrativa é atraente, divertido e capaz de contar a história de forma fluída. É impossível não admirar a síntese da sua composição narrativa, misturada com cor e explosão de movimento. É uma forma comum a muitos artistas que fizeram a transição da animação para a Banda Desenhada e que prova que esta última é, antes de mais nada, não uma sequência de desenhos bonitos mas antes uma arte onde deve ser privilegiada o contar da história. A habilidade do artista em "partir a história" em quadradinhos pode ensinar-se - como tudo -,  mas existem aqueles que o fazem melhor que outros. David Rubín é um deles.

Os Malditos vol. 1: Antes do Dilúvio e Moonshine vol. 1: Sangue e Whiskey (G Floy)



A editora Image tem conseguido uma revolução silenciosa ao longo dos últimos anos. Captou alguns dos maiores nomes da BD das Terras do Tio Sam e produzido obras incontornáveis. Não só isso, mas dentro das suas fileiras consta um dos maiores cultos da cultura pop dos últimos anos: The Walking Dead. Graças à reputação criada, nomes geralmente associados à Marvel ou à DC têm gravitado para a Image.  É o caso de Jason Aaron e R. M. Guéra com Os Malditos vol. 1: Antes do Dilúvio e Brian Azzarello e Eduardo Risso em Moonshine vol. 1: Sangue e Whiskey, ambos publicados pela editora portuguesa G FloyEstas duplas são conhecidas de outros vôos, nomeadamente da publicação, pelo selo da emblemática e lendária Vertigo, de Scalped e 100 Bullets, respectivamente. 

Batman: O Príncipe Encantado das Trevas vol. 1 e 2 de Marini (Levoir)


A editora de BD dos EUA, a DC Comics, tem, nos dois últimos anos, mudado a sua visão editorial. Tem procurado diversificar a plataforma de ofertas, apelando a diferentes formatos, a diferentes tipos de púbico e, em última análise, convencendo autores de outras alas a contribuírem com a sua perspectiva para as personagens do catálogo. Para os que a acompanham desde há algum tempo, não é uma posição nova. No rescaldo do terremoto que foi a série Crise nas Terras Infinitas, a DC, no desespero de vendas anémicas, apelou a talento de todo o lado para energizar as suas personagens. Assim, tivemos os Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons, o Batman de Frank Miller, o Animal Man de Grant Morrison, o Super-Homem de John Byrne, a Mulher-Maravilha de George Pérez e, claro, o corolário, o nascimento do selo Vertigo. As décadas de 80 e 90 foram terreno fértil para abordagens diferentes e maduras.

Uma BD aqui, outra BD ali, 25 - Liga da Justiça

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Só isso: gostado. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Justice League (2018) número 7 de Scott Snyder e Jim Cheung (DC Comics)

Chega ao fim o primeiro grande arco de história do escritor Scott Snyder na Liga da Justiça. Nos desenhos teve a colaboração de Jim Cheung e Jorge Jiménez e, num interlúdio, o argumento de James Tynion IV com Doug Mahnke na arte. E como é que se safou nestes primeiros números? 

Uma BD aqui, outra BD ali, 24 - Batman

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! É um prazer que rezo para nunca acabar. De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Só isso: gostado. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Batman (2016) números 51 a 53 de Tom King e Lee Weeks (DC Comics)


O Batman é das personagens da BD americana com um dos mais gloriosos historiais da 9.ª Arte e, quem sabe, de qualquer Literatura. Nela trabalharam alguns dos maiores desenhadores e escritores da Arte. Não deixa, portanto, de ser impressionante, que Tom King esteja a construir uma das melhores sequências da já longa carreira do Homem-Morcego. Começada em 2016 na alvorada do DC Rebirth (uma tentativa da editora de energizar a sua linha de publicações), King não tem parado de explorar o universo gótico da personagem, com uma aproximação que não se cola tanto aos eventos surpreendentes ou catastróficos (uma muleta tantas vezes utilizada por outros escritores), mas mais pela exploração do lado psicológico.

Injustice Gods Among Us: Year Three Complete Collection de Tom Taylor, Brian Buccelatto, Bruno Redondo e Mike S. Miller

Depois de mais de um ano sem visitar esta narrativa distópica do universo dos super-heróis da DC Comics, regressamos para ler os novos pesadelos de alto valor de entretenimento que os autores conseguiram sonhar. Para quem não sabe do que esta série trata, podem sempre ler as análises que fizemos aos anos um (aqui) e dois (aqui).

Uma BD aqui, outra BD ali, 23 - Homem-Aranha



Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! É um prazer que rezo para nunca acabar. De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Só isso: gostado. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Amazing Spider-Man (2018) número 1 de Nick Spencer, Ryan Ottley e Humberto Ramos (Marvel)


Dez anos é muito tempo. E é um sinal da idade quando parecem ter passado apenas metade deles. O escritor Dan Slott guiou os destinos da trupe do Trepador de Paredes durante uma década, marcando a personagem e, mais importante, uma geração de leitores, que se habituou à sua versão e apenas à sua versão. Alguns de nós que andam nestas andanças das leituras de BD há mais tempo têm outras visões - não somos nem melhores nem piores, somos apenas mais velhos. 

Uma BD aqui, outra BD ali, 22 - Batman

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! É um prazer que rezo para nunca acabar. De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Só isso: gostado. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Batman (2016) números 48 a 50 de Tom King, Mikel Janin e outros (DC Comics)



Uma das críticas que mais se faz à literatura de super-heróis é a permanência do status quo. Quanto mais as coisas mudam, mais permanecem iguais - sim, eu citei O Leopardo. Essa critica talvez seja verdade no longo prazo, mas no curto e médio existem várias mudanças que acontecem e que permanecem. Por exemplo, o Super-Homem casou-se há mais de duas décadas com Lois Lane e o matrimónio mantem-se. Têm um filho em comum desde há dois anos e, até agora, essa realidade permanece. Isto apenas para falar de um dos maiores ícones da BD dos EUA. O outro é aquele que vos traz este post: o Batman, que, desde há um ano, pediu em casamento uma das suas maiores adversárias/amigas, a Mulher-Gato.

Uma BD aqui, outra BD ali, 21 - Liga da Justiça

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! É um prazer que rezo para nunca acabar. De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Só isso: gostado. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Justice League (2018) número 1 de Scott Snyder e Jim Cheung (DC Comics)

Os super-heróis são uma novela interminável. Uma história que nunca acaba verdadeiramente. É algo que faz parte da mitologia e que funciona a seu favor e contra. Os artistas que trabalham neles têm que lidar com esta realidade - que se tem agravado nos últimos tempos. Quer a DC, quer a Marvel, para estimular as vendas, perpetuam essa novela, aliciando a próxima história no final de outra. É um ciclo autofágico que, por vezes, tem bons resultados e, por outras, não. Tudo depende da qualidade  da história e do talento dos artistas.

Rapidinhas de BD - Dragomante: Fogo do Dragão e Jardim dos Espectros


A BD de autoria portuguesa está a atravessar um bom momento. Ou melhor, está nos primeiros quilómetros de um ressurgimento, apostando em temas e abordagens mais variadas.

Uma BD aqui, outra BD ali, 20

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! É um prazer que rezo para nunca acabar. De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Só isso: gostado. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Justice League: No Justice números 1 a 4 de vários (DC Comics) e Amazing Spider-Man número 800 de vários (Marvel)


Os leitores de BD debatem-se com a questão do que é mais importante: a escrita ou o desenho. É uma variação do que é melhor para a pizza: a massa ou o que vai para cima dela. Este debate leva a situações interessantes, como o facto de na França o nome do desenhador aparecer primeiro que o do escritor e nos EUA ser o contrário.