Álbuns para Sempre, 20

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais que prazeres. São memórias.  São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São resultado de existirmos e, por isso, nossos - mas também de outros. Como nenhuma outra arte, a música é comunhão. Quer por estarmos juntos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa.

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe a Ornatos Violeta e ao LP O Monstro Precisa de Amigos.


Colecção Salvat Graphic Novels da Marvel, volume 43 - Ultimate Homem-Aranha

ULTIMATE HOMEM-ARANHA: A MORTE DO HOMEM-ARANHA
Argumento de BRIAN MICHAEL BENDIS, arte de David LaFuente & Mark Bagley

Seis dos mais perigosos inimigos do Homem-Aranha - Norman Osborn, o Dr. Otto Octavius, Electro, Kraven o Caçador, o Homem-Areia e o Abutre – escaparam à custódia da S.H.I.E.L.D. Unidos pelo seu ódio ao Aranha, este grupo sinistro está determinado a fazer Peter Parker pagar por todas as derrotas que ele lhes infligiu. E com as pessoas que ele mais adora na mira dos vilões, o Homem-Aranha poderá ter de fazer o derradeiro sacrifício para deter os criminosos de uma vez por todas.” 

Ultimate Homem-Aranha foi uma das mais ousadas experiências da Marvel, concebida por Bill Jemas e Joe Quesada, à qual o argumentista Brian Michael Bendis e o artista Mark Bagley deram forma ao longo de muito tempo: planeada para ser uma série limitada que atualizasse as origens do Aranha para a idade moderna, acabou por tornar-se em muito mais que isso. Ao longo dos seus 10 primeiros anos, Ultimate Homem-Aranha reinterpretou grande parte do elenco da série original – tanto vilões como aliados – e introduziu uma série de novos conceitos. No entanto, depois de mais de 150 números, tinha chegado a hora do Ultimate Peter Parker pendurar os seus lança-teias. E a história com que os autores decidiram tornar isso em realidade, foi uma história da morte do Aranha...

Diz o escritor, Bendis: “...Um dia, olhámos para a linha Ultimate e pensámos: ‘OK, de que histórias estamos mais orgulhosos?' ...E eram todas histórias que não eram adaptações Ultimate de histórias clássicas da Marvel... Eram momentos que não tinham sido criados no Amazing Spider-Man [o título original do escalador de paredes]... No seguimento daquela conversa, questionámo-
nos: ‘Que outras histórias nunca puderam ser contadas em Amazing Spider-Man?’ E a maioria delas envolviam a morte do Peter e deixar outra pessoa tornar-se o Homem-Aranha.... Outro elemento era que o Peter não tinha sido capaz de salvar o tio Ben, mas ao morrer a tentar salvar a tia May, então esse círculo ficaria completo... Tínhamos uma personagem que, apesar da morte trágica, não tinha uma vida trágica.

Mas embora o destino de Peter estivesse determinado, isso não significava necessariamente o cancelamento do título Ultimate Homem-Aranha. Longe do olhar dos fãs, um novo herói estava à espera nos bastidores, pronto para assumir as responsabilidades do Aranha (alguém que o leitor irá descobrir num próximo livro, no volume 52 desta coleção). Mas por agora, é hora de nos despedirmos de Peter Parker, que vai aprender uma lição final e desoladora sobre poder e responsabilidade.

Inclui dossier sobre o escritor e o desenvolvimento da história, e uma extensa galeria de capas.

Volume 43: A MORTE DO HOMEM-ARANHA
Argumento de BRIAN MICHAEL BENDIS, arte de DAVID LAFUENTE & MARK BAGLEY
Este volume reúne os números 153 a 160 da revista Ultimate Spider-Man (vol. 1).
208 páginas.



 

Música à Quarta!


Todas as semanas, todos os dias e, quem sabe, todas as horas, são lançados inúmeros LP'sEP'sSingles. Não sou melómano, apenas um ouvinte. Selecciono o que oiço pelo estilo, pelos nomes de artistas que conheço, pelo que oiço na rádio, pelos algoritmos do Spotify e pelos gostos e sugestões dos amigos. Sei que apenas oiço uma pequena parte do que existe.

Neste Blogtodas as quartas-feiras, compilo uma lista de álbuns que ouvi durante a semana e faço um post com ligação ao Spotify  onde podem ouvir o que ouvi. Em baixo podem encontrar a lista. Destaco a bold os álbuns que mais gostei.

À esquerda e em cima no Blog podem ouvir os álbuns da semana.


Lovely Creatures - Best of de Nick Cave & The Bad Seeds - 2017 (Alt Rock)
How Will You Know If You Never Try de Coin - 2017 (Indie Pop)
Halo de Juana Molina - 2017 (Electronica)
Nocturnal Activity de Rae & Christian - 2017 (Electronica)
Visuals de Mew - 2017 (Indie Pop)
Read Between the Lines de Klute - 2017 (Electronica)
Agenda de Kate Nash - 2017 (Indie Pop)
What Now de Sylvan Esso - 2017 (Indie Pop)
Bounce Back de Chantal Acda - 2017 (Indie Folk)

Rapidinhas de BD - Undertaker, Saga e Drifting Classroom!



 

O prazer pop de diversão pode ter as mais diferentes formas. Não vem todo da mesma fonte, quer seja ela autoral, quer seja geográfica. As três Bandas Desenhadas que aqui vos proponho são disso prova. Cada qual do seu canto do globo, cada qual reflexo de uma filosofia bem diferente de "fazer BD". Cada uma capaz de entreter de forma diferente mas, vou ser sincero, não tanto pelo local de onde vem mas mais pela qualidade dos autores envolvidos.

Undertaker tomo 3, L'Ogre de Sutter Camp, continua esta BD de estilo western produzida em França (nunca consegui perceber o fascínio dos franceses por esta mitologia dos EUA), pelas mãos de autores conceituados da sua praça, Xavier Dorison e Ralph Meyer (agora também com o merecido crédito para a colorista, Caroline Delable).  Perseguimos as aventuras de Jonas Crow, agente funerário das planícies do Faroeste, que, junto com as suas duas companheiras de origem inglesa e chinesa, tem, nesta missão, a incumbência de perseguir um sofisticado serial killer avant la lettre - com as mais que necessárias ligações ao passado do protagonista. É um entretenimento descontraído (se a caça a um assassino o pode ser, claro), bem desenhado, com personagens interessantes ainda que, aqui e ali, um pouco maniqueístas. O trabalho de Meyer e Delable (desenhista e colorista) destaca-se claramente, sendo, cada um, um degrau acima em qualidade.

Atravessamos o oceano e o vazio do universo e passamos para as palavras e desenhos de Brian K. Vaughan e Fiona Staples, respectivamente, no já incontornável Saga, volume 7. Dizer que esta BD é um vício é ser demasiado brando. A sagacidade, inteligência e imaginação com que os dois autores presenteiam cada novo tomo é desconcertante. Desta vez, Hazel, a narradora desde o primeiro capítulo, filha primogénita, fica ilhada num cometa errante junto com a sua muito disfuncional família. Cheio de sexualidade adulta e, por vezes, desconcertante, de eventos catastróficos, de personagens destrutivos e complexos, tudo marcas e estilos de Saga, a história deste sétimo volume não se afasta (e ainda bem) da "fórmula". Existe espaço para tudo isto e, mais uma vez, para avanços trágicos nas vidas dos muitos protagonistas.

Por último, viajamos no tempo e quase para os antípodas: Japão da década de 70 e para o trabalho do mestre do terror do mangá, Kazuo Umezo. Depois da leitura dos maravilhosos La Maison Aux Insectes ou La Femme Serpent, era urgente passar para uma das  suas mais conhecidas obras, este opus de nome Drifting Classroom. O conceito é deliciosamente terror-pop: uma escola é transportada para um mundo desolado e inóspito, onde trevas escondem um horizonte de planícies sem vida - pergunto-me se alguns autores de terror da década de 80 nos EUA não terão lido Umezo. O toque do mangáka serpenteia por um horror sem desculpas, com vítimas e monstros a aparecerem do lado quer das crianças, quer dos adultos. Ninguém é jovem ou simpático demais para fugir à implacável foice do terror de Umezo, e aí reside o fascínio (se é isso que o poderemos chamar) de quem lê as suas histórias. Regredimos ao estado de terror larval, umbilical, de impotência infantil. Sem duvida, um dos grandes.

Álbuns para Sempre, 19

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais que prazeres. São memórias.  São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São resultado de existirmos e, por isso, nossos - mas também de outros. Como nenhuma outra arte, a música é comunhão. Quer por estarmos juntos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa.

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe a The Field e ao LP From Here We Go Sublime.


Colecção No Coração das Trevas DC - volume 10: Mal Eterno parte 2

O último volume da Colecção No Coração das Trevas DC, a segunda parte da saga iniciada no anterior, é também dedicado a Lex Luthor. Quem é ele? O vilão? Um herói? Ou algo inteiramente diferente? Ele é o mais improvável dos defensores a erguer-se para salvar a humanidade de uma invasão extra-dimensional e é também a sua única esperança.

O mundo caiu sob o domínio do misterioso e mortal Sindicato do Crime, uma réplica distorcida e maléfica da Liga da Justiça vinda de uma Terra paralela, e os seus maiores heróis estão desaparecidos e não podem lutar contra os invasores... será Luthor a procurar salvar o mundo.

Uma saga de redenção que representa uma etapa inédita na história do mais famoso arqui-inimigo do Super-Homem.






Música à Quarta!


Todas as semanas, todos os dias e, quem sabe, todas as horas, são lançados inúmeros LP'sEP'sSingles. Não sou melómano, apenas um ouvinte. Selecciono o que oiço pelo estilo, pelos nomes de artistas que conheço, pelo que oiço na rádio, pelos algoritmos do Spotify e pelos gostos e sugestões dos amigos. Sei que apenas oiço uma pequena parte do que existe.

Neste Blogtodas as quartas-feiras, compilo uma lista de álbuns que ouvi durante a semana e faço um post com ligação ao Spotify  onde podem ouvir o que ouvi. Em baixo podem encontrar a lista. Destaco a bold os álbuns que mais gostei.

À esquerda e em cima no Blog podem ouvir os álbuns da semana.



Bishop Briggs de Bishop Briggs - 2017 (Indie Pop)
Tides de CLAIRE - 2017 (Synthpop)
The Far Fields de Future Islands - 2017 (Indie Pop)
Silver Eye de Goldfrapp - 2017 (Indie Pop)
In a Life and Place Like This de Good Harvest - 2017 (Indie Folk)
Season High de Little Dragon - 2017 (Art Pop)
My Eye On You (To Reinvision) de Toydrum - 2017 (Electronica)
Phantoms de Phantoms - 2017 (Electronica)
Vault Playlist vol. 1 de Alicia Keys - 2017 (Soul)
Galvany Street de Booka Shade - 2017 (Electronica)
Pure Comedy de Father John Misty - 2017 (Indie Folk)
Favorite Storm de From Kid - 2017 (Indie Pop)
Forever or Never de Lake - 2017 (Indie Pop)
call the police/american dream de LCD Soundsystem - 2017 (Electronica)
The Garden de Llorca - 2017 (Soul)
The Dream de Tashaki Miyaki - 2017 (Indie Pop)
Fracture de SLUMBERJACK - 2017 (Electronica) 
Broke Royalty de Flint Eastwood - 2017 (Indie Pop)

Levantem as mãos aos céus. A temporada das séries de TV finalmente começou.




Estava com medo que a Era de Ouro podia estar a acabar. Desde o início do século XXI que uma das narrativas mais estimulantes da modernidade, a da série de TV, tem oferecido pérolas atrás de obras-primas. Os que lêem este blog mais atentamente já devem ter percebido as minhas favoritas: The Wire; The Sopranos; Breaking Bad; Guerra dos Tronos - listadas por assumida ordem de preferência (apenas uma nota para sublinhar que, antes destas, também houve Seinfeld e Twin Peaks).

O ano de 2017 andava pobre. Séries mais leves como as do Universo DC Comics da CW (Arrow, Legends of Tomorrow, Supergirl, Flash) andam pouco estimulantes, mesmo repetitivas, ao ponto de, excepto pela última, já as ter largado. Existiram outras mais interessantes como The Night Manager ou o prazer pop que é a portuguesa Sim, Chef, mas não enchiam-me as medidas. Faltava um enlevo. O não aguentar mais não ver o próximo episódio.

Eis que, num espaço de poucas semanas, o panorama muda por completo. Começa a terceira temporada de Fargo, a segunda de Sense8 e a novidade American Gods - também foi lançada a sexta temporada de Veep, mas já falei tanto desta que parece-me desnecessário chover no molhado.


Começo pela última, a única com apenas dois episódios lançados para um total de oito desta temporada: American Gods. Baseada no livro homónimo de um dos meus autores favoritos, Neil Gaiman (o mesmo do essencial  Sandman), à altura tinha entusiasmado com as mesmas temáticas (e manias) da lendária obra de BD, de deuses e humanos a co-habitarem um mundo onde os segundos pouco uso já fazem dos primeiros. Era a história de Shadow e Wednesday, dois companheiros de viagem pouco amistosos um para com o outro (não faço nenhum spoiler para não estragar quem não leu o livro, mas aconselho-o). A série é produzida e escrita por um conhecido "monstro" da TV, Bryan Fuller, o mesmo da tenebrosa Hannibal. A conjugação deste dois homens de singular visão artística promete (depois de ver apenas o primeiro episódio) algo muito especial e único. Adulta, sangrenta, quente e cheia de deuses esquecidos pela fé.


Sense8 estreou todos os 10 episódios na Netflix no passado dia 5 de Maio e é, oficialmente, o vício do mês. A história dos sensates, um grupo de oito pessoas espalhadas pelo mundo que partilham de uma poderosa e complexa ligação extra-sensorial e emocional é das minhas maiores drogas narrativas dos últimos tempos. A complexidade e profundidade dos muitos personagens, a robustez das relações e uma realização de ritmo viciante torna-a, no que a mim diz respeito, impossível de largar. As Irmãs Wachowski e J. Michael Straczynski conseguiram criar um universo palpável mas, acima de tudo, com personagens construídos no limite do real, capazes de emocionar velhos empedernidos.


Em último mas, decididamente, não a menos importante, Fargo. No terceiro parágrafo citei as minhas séries de TV favoritas de sempre. Faltou esta que, tendo em consideração as duas temporadas e um terço que já saíram, está lá em cima com o nirvana que são The Wire e The Sopranos. Noah Hawley, o escritor, consegue extrapolar da atmosfera construída pelos Irmãos Coen no filme em que é baseada a série e edificar algo digno da mais alta literatura. Tem conseguido captar actores conhecidos da 7.ª Arte como Martin Freeman, Kirsten Dunst e, nesta, Ewan McGregor (a fazer o papel de dois irmãos gémeos) mas esta obra é muito mais que isso. É uma cinematografia impecável que ombreia com os melhores filmes. É um argumento complexo e cheio do humor gelado do estado do Minnesota, onde a acção ocorre. É, acima de tudo, a prova de que as séries de TV não são, decididamente, o que eram no tempo dos nossos pais e e avós.

Colecção Salvat Graphic Novels da Marvel, volume 42 - Venom

VENOM
Argumento de RICK REMENDER e arte de TONY MOORE

“O antigo fuzileiro ‘Flash’ Thompson sacrificou tudo pelo seu país. Agora, Flash foi escolhido pelas Forças Armadas norte-americanas para um projeto secreto, a Operação Venom - um simbionte alienígena capturado, que já foi um dos mais mortíferos inimigos do Homem-Aranha. Terá ele a força mental para usar o parasita para o Bem, ou estará destinado a ser mais uma vítima dos sombrios desígnios do fato?” 

O Venom é a antítese de tudo o que o Homem-Aranha representa, e possivelmente o oponente mais emblemático do cabeça de teia. Mas este monstro perverso é mais do que um mero psicopata viscoso com mais dentes do que uma moto-serra. O facto de Venom ser uma criatura simbiótica, que precisa de um hospedeiro para sobreviver, deu a legiões de escritores imensas oportunidades para expandir a personagem e fazê-la evoluir para novas formas. E para a última encarnação de Venom, o escritor Rick Remender arranjou uma abordagem claramente diferente sobre o que o simbionte pode ser, apesar de essa abordagem manter a luta entre homem ou monstro/herói ou vilão no centro da história. Ex-alcoólico, e agora paraplégico veterano de guerra, Flash Thompson é uma escolha brilhante como hospedeiro para o monstro, com a sua luta interna contra o vício, a depressão e as responsabilidades familiares a refletirem-se na sua outra luta, em “missão” contra a monstruosa influência do simbionte. 

Rick Remender é um dos argumentistas da nova vaga de escritores de comics que tanto renovaram o universo da Marvel, e não só. Depois de uma carreira a escrever para animação, e para projetos independentes, Remender viria a lançar alguns títulos pessoais na Image que obtiveram bastante sucesso crítico. A partir do final da primeira década dos anos 2000, o seu trabalho na Marvel começaria a tornar-se muito visível, com séries importantes como Punisher War Journal (com Matt Fraction), Uncanny X-Force ou Capitão América: Perdido na Dimensão Z. Remender obteve também grande sucesso com algumas das suas séries independentes na Image, como Deadly Class, Black Science ou a mais recente Seven to Eternity.

Quanto à arte deste volume, Tony Moore faz um trabalho espantoso ao transpor o argumento de Remender para a página. O seu estilo humorístico sombrio é perfeito para o mundo retorcido e horrível em que Venom habita, e não é por acaso que ele é um dos mestres da BD de terror atual, como primeiro desenhador de The Walking Dead e autor de muitas outras séries independentes, de entre as quais salientaríamos Fear Agent (também com argumento de Remender).


Volume 42:  VENOM
Argumento de RICK REMENDER e arte de TONY MOORE
Este volume reúne os números 1 a 5 da revista Venom.
120 páginas.




Álbuns para Sempre, 18

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais que prazeres. São memórias.  São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São resultado de existirmos e, por isso, nossos - mas também de outros. Como nenhuma outra arte, a música é comunhão. Quer por estarmos juntos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa.

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe a DJ Shadow e ao LP The Private Press.