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Wonder Woman 1984 de Patty Jenkins e Como Chegou o Momento Certo!

(sem spoilers)

Este post tem várias camadas de emoção. A última deixo-a para o final. A primeira é que falar sobre a minha personagem favorita da BD e da ficção é uma tarefa ao mesmo tempo fácil e difícil - e os que sempre me honraram em ser meus leitores sabem-no muito bem. Fácil porque as palavras não têm dificuldade em sair-me dos dedos. Difícil porque a objetividade sai pela janela fora. Tudo o que escrever neste post deve ser lido com os olhos de quem tem gostos maiores que a razão. É por isso que vou já vos poupar e dizer logo à cabeça que adorei o novo filme da Diana, Princesa de Themyscira, a Mulher-Maravilha, realizado e escrito por Patty Jenkins e protagonizado por Gal Gadot. Por isso, isto não é de modo algum uma análise cuidada e cinematográfica do filme, mas uma crónica de amor e de agradecimento.


Os gostos têm tendência em unir pessoas na amizade. Eu e o Filipe Faria - escritor extraordinaire da saga Crónicas de Allaryia e tradutor incansável - temos uma devoção imortal pelos mundos da DC Comics. Ele é fã incontestável do Super-Homem e eu devoto da igreja da Diana de Themyscira. O Filipe tem uma colecção de momentos curiosos dos 80 anos de publicações desta editora. Todas as Sextas ele vai tentar colocar aqui um. Eu apenas publico e nada mais. 

Esta semana, viajamos à Ilha de Themyscira, terra-mãe da Diana, para concluirmos que as Amazonas não são tão inclusivas quanto apregoam. As personagens são Etta Candy e Mala, ambas amigas da Diana. A segunda, de acordo com Grant Morrison, será um pouco mais que amiga. 

Intencionalmente ou não, Mala é a primeira personagem, além da Mulher-Maravilha, a aparecer na primeira aparição da heroína nos idos da década de 40. Será que "melhor amiga", de acordo com Moulton Marston, era uma forma subtil de dizer outra coisa? 

Os gostos têm tendência em unir pessoas na amizade. Eu e o Filipe Faria - escritor extraordinaire da saga Crónicas de Allaryia e tradutor incansável - temos uma devoção imortal pelos mundos da DC Comics. Ele é fã incontestável do Super-Homem e eu devoto da igreja da Diana de Themyscira. O Filipe tem uma colecção de momentos curiosos dos 80 anos de publicações desta editora. Todas as Sextas ele vai tentar colocar aqui um. Eu apenas publico e nada mais. 

Esta semana, aprendemos que o Super-Homem não só nem sempre ajuda a sua Lois (se envolver a Mulher-Maravilha), como ainda acha piada a uma simpática luta entre mulheres.

Os gostos têm tendência em unir pessoas na amizade. Eu e o Filipe Faria - escritor extraordinaire da saga Crónicas de Allaryia e tradutor incansável - temos uma devoção imortal pelos mundos da DC Comics. Ele é fã incontestável do Super-Homem e eu devoto da igreja da Diana de Themyscira. O Filipe tem uma colecção de momentos curiosos dos 80 anos de publicações desta editora. Todas as Sextas ele vai tentar colocar aqui um. Eu apenas publico e nada mais. 

Esta semana, regressamos à minha favorita e aos hábitos (nada subtis) do seu criador. Ao menos não escondia nem tinha vergonha.

Nestes tempos difíceis, não acho descabido recordarmos-nos de momentos felizes. Principalmente os passados com outras pessoas. Mas, no que a mim diz respeito, também não parece mal recordar os de leitura, principalmente aqueles que envolvem a BD. Esta semana, falo de um segundo grande apontamento desta minha história com a nona arte: aquele no qual apaixonei-me pela Diana, Princesa e Embaixadora de Ilha de Themyscira, a Mulher-Maravilha. Tudo começou em setembro de 1987, quando li, na revista de formatinho da Editora Abril Super-Homem n.º 39, o primeiro capítulo do trabalho de George Pérez na personagem (com a ajuda de Len Wein, Greg Potter, Jenette Khan e Karen Berger). Foi a partir daqui que ela passou a ser a minha personagem favorita da BD e da ficção.

Os gostos têm tendência em unir pessoas na amizade. Eu e o Filipe Faria - escritor extraordinaire da saga Crónicas de Allaryia e tradutor incansável - temos uma devoção imortal pelos mundos da DC Comics. Ele é fã incontestável do Super-Homem e eu devoto da igreja da Diana de Themyscira. O Filipe tem uma colecção de momentos curiosos dos 80 anos de publicações desta editora. Todas as Sextas ele vai tentar colocar aqui um. Eu apenas publico e nada mais. 

Hoje, a Diana esclarece que, por mais independentes que sejamos, há trejeitos que nunca desaparecem.

Diana 2020, ou o ano em que a Mulher-Maravilha tem a atenção da DC?


Não é segredo para quem lê este Blogue que a Diana, Princesa de Themyscira, a Mulher-Maravilha, é a minha personagem favorita da BD. Mas a minha devoção à personagem nem sempre é recompensada pela editora que a publica, a DC Comics. Aliás, se tenho de ser totalmente honesto, a maioria das histórias ficam aquém daquele que eu acho ser o seu potencial. Acredito que este não tem sido, por uma maioria confortável dos que nela trabalharam,  bem aproveitado (culpa do talento ou da editora?). 

Diana é uma mistura explosiva entre os valores clássicos dos super-heróis e a erudição literária. O seu código genético mistura feminismo avant la lettre, antes desse termo adquirir o peso que possui hoje em dia,  com a infraestrutura grega clássica, o alicerce da cultura ocidental, em valores e disciplinas como a Democracia, a Filosofia, a História. E, claro, é uma guerreira poderosa (a mais eficaz do universo DC), bela, e ligada à mitologia grega. Como é possível não saber o que fazer com tantas coisas boas?

(daqui em frente há spoilers leves )

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Hoje visitamos a minha favorita, a personagem das personagens da DC, Diana, Princesa e Embaixadora de Themyscira, a Mulher-Maravilha.

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Hoje voltamos a praia segura, a da nossa Diana, que também tem os seus momentos de vaidade.


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Hoje voltamos a visitar uma das nossas preferidas, Diana, princesa de Themyscira, a Mulher-Maravilha, com reacções muito atípicas à sua personalidade.

Os gostos têm tendência em unir pessoas na amizade. Eu e o Filipe Faria - escritor extraordinaire da saga Crónicas de Allaryia e tradutor incansável - temos uma devoção imortal pelos mundos da DC Comics. Ele é fã incontestável do Super-Homem e eu devoto da igreja da Diana de Themyscira. O Filipe tem uma colecção de momentos curiosos dos 80 anos de publicações desta editora. Todas as Sextas ele vai tentar colocar aqui um. Eu apenas publico e nada mais. 

Hoje apresentamos-vos a nossa amiga Diana e a Supergirl em amena cavaqueira sobre temas intemporais...

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No inDCências de hoje, visitamos a ilha de Themyscira (quando era conhecia por Paraíso), e entramos nos seus curiosos métodos de defesa pessoal,  desenhados de forma, digamos, apontada para um específico público-alvo.

Os gostos têm tendência em unir pessoas na amizade. Eu e o Filipe Faria - escritor extraordinaire da saga Crónicas de Allaryia e tradutor incansável - temos uma devoção imortal pelos mundos da DC Comics. Ele é fã incontestável do Super-Homem e eu devoto da igreja da Diana de Themyscira. O Filipe tem uma colecção de momentos curiosos dos 80 anos de publicações desta editora. Todas as Sextas ele vai tentar colocar aqui um. Eu apenas publico e nada mais. 

Hoje voltamos a uma amiga de longa data, Diana, Princesa de Themyscira, conhecida no mundo como a Mulher-Maravilha.

Os gostos têm tendência em unir pessoas na amizade. Eu e o Filipe Faria - escritor extraordinaire da saga Crónicas de Allaryia e tradutor incansável - temos uma devoção imortal pelos mundos da DC Comics. Ele é fã incontestável do Super-Homem e eu devoto da igreja da Diana de Themyscira. O Filipe tem uma colecção de momentos curiosos dos 80 anos de publicações desta editora. Todas as Sextas ele vai tentar colocar aqui um. Eu apenas publico e nada mais. 

Hoje regressamos à Mulher-Maravilha, ao seu criador, William Moulton Marston, e às suas...digamos... curiosas idiossincrasias.

Os gostos têm tendência em unir pessoas na amizade. Eu e o Filipe Faria - escritor extraordinaire da saga Crónicas de Allaryia e tradutor incansável - temos uma devoção imortal pelos mundos da DC Comics. Ele é fã incontestável do Super-Homem e eu devoto da igreja da Diana de Themyscira. O Filipe tem uma colecção de momentos curiosos dos 80 anos de publicações desta editora. Todas as Sextas ele vai tentar colocar aqui um. Eu apenas publico e nada mais. 

Hoje o Filipe começa com aquela que merece começar tudo. Meus amigos, a Mulher-Maravilha.

Injustice Gods Among Us: Year Three Complete Collection de Tom Taylor, Brian Buccelatto, Bruno Redondo e Mike S. Miller

Depois de mais de um ano sem visitar esta narrativa distópica do universo dos super-heróis da DC Comics, regressamos para ler os novos pesadelos de alto valor de entretenimento que os autores conseguiram sonhar. Para quem não sabe do que esta série trata, podem sempre ler as análises que fizemos aos anos um (aqui) e dois (aqui).

Filmes favoritos baseados em BDs (parte 2 de 2)

Vejam a primeira parte desta lista aqui.

Esta é uma lista pessoal, como não poderia deixar de ser. Misturam-se inclinações, preferências, uma pitada de coração, algum cérebro e, acima de tudo, a vontade de os querer rever sempre. Seguem em baixo, por ordem alfabética.

Podem consultar aqui uma lista de todos os filmes, passados e futuros, baseados em BD. Escusado será dizer que vi apenas uma pequena parcela deles.

Man of Steel de Zack Snyder (2013)

Tinham passados apenas sete anos desde o mal-fadado Superman Returns de Bryan Singer, quando o também odiado Zack Snyder decide revisitar a mitologia do Homem de Aço.

Uma BD aqui, outra BD ali, 13


Há quem diga que os floppies americanos estão a morrer (panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem). Eu cá espero que não porque adoro agarrá-los e devorá-los! É prazer que rezo para nunca acabar. Assim sendo, de vez em quando, vou escrever umas breves palavras sobre alguns que gostei de ler. Só isso. Gostado! Não são melhores nem piores que outras coisas.

Dark Nights: Metal número 6 de Scott Snyder e Greg Cappullo (DC Comics)

Nos últimos tempos a DC ou ficou descarada ou desesperada. Abraçaram todas as idiossincrasias e contradições da sua linha editorial, desde o universo de super-heróis até à Vertigo (onde publicaram o Sandman), e  enveredaram pela junção de ambas num todo narrativo. Dark Nights: Metal de Snyder e Cappullo é isso, com uma carrada de divertimento metido pelo meio. É grande, é barulhento, é garrido, é, como dizem os autores, um concerto rock à antiga com o som puxado à séria para cima.

DN:M é descaradamente e sem remorsos uma história de pura pornografia super-heroística DC. A narrativa pode ser desfrutada por todos mas integralmente percebida apenas por alguns "iluminados", geeks como eu, que conhecem cada minúcia da História, histórias, cosmologia e cosmogonia da editora. É uma salada russa com multiversos, versões alternativas de super-heróis, um Mal Maior Que Qq Coisa Já Vista, heroísmo  à antiga, sem concessões ou ambivalências, em suma, uma história de super-heróis como elas merecem ser.

DN:M chegou ao final com este número seis e agora posso dizer, sem reservas, que é um daqueles raros eventos de super-heróis que merecem o hype. Prometeu ser um terramoto para o multiverso da DC e assim o foi. Saímos da última página com os olhos abertos para uma imensidão de oportunidades e terreno por desbravar. Como escreve Snyder: o actual multiverso DC é um aquário despejado num Oceano. E agora vamos explorar essa imensidão. Mas desenganem-se se pensam que DN:M é apenas um monte de enredos sem coração. Esse fica a cargo, primeiro, da minha Diana, a Mulher-Maravilha, que tem um dos grandes momentos do seu historial, e depois, claro, do Batman, o catalisador narrativo de Metal. Ambos têm momentos inesquecíveis e clássicos instantâneos. 

Nas últimas páginas somos presenteados com uma promessa e um elogio. A promessa é a do oceano à espera dos nossos heróis. O elogio é à antiga DC, aquela dos super-amigos, dos sorrisos e do companheirismo entre heróis. DN:M começou com as notas da música celestial e acaba com os acordes de uma canção clássica rock 'n' roll. Vamos ouvir e dançar todos juntos.

Uma BD aqui, outra BD ali, 10

Há quem diga que os floppies americanos estão a morrer (panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem). Eu cá espero que não porque adoro agarrá-los e devorá-los! É prazer que rezo para nunca acabar. Assim sendo, de vez em quando, vou escrever umas breves palavras sobre alguns que gostei de ler. Só isso. Gostado! Não são melhores nem piores que outras coisas.

Brave And The Bold Batman And Wonder Woman número 1 de Liam Sharp (DC Comics)

Liam Sharp foi o desenhista responsável por metade das histórias mais recentes que Greg Rucka escreveu para a Mulher-Maravilha. Veterano do lápis e tinta da china (perdoem a minha ignorância no mundo do desenho), decide tentar a sua sorte (não sei se pela primeira vez) na arte da escrita. A DC Comics tem recentemente arriscado mini-séries com Diana como co-protagonista. Uma primeira junto com o conhecido Conan, O Bárbaro (comprem, porque vale a pena) e agora com o ainda mais conhecido Batman, o seu companheiro de armas na Liga da Justiça

No que respeita à escrita, Liam vai soberbo, conseguindo equilíbrio entre a exposição necessária para trazer o leitor para dentro do mundo fantástico do Folclore Irlandês (peça central da história), e momentos mais intimistas, principalmente com a super-heroína. Para quem leu a sua colaboração com Rucka, este primeiro número representa uma pequena recompensa. A primeira cena com Diana é poderosa a reveladora do amor do desenhista à personagem mas também da imagem que ela representa dentro do mundo fictício da DC. O Batman aparece parcimoniosamente, mas o suficiente para revelar o controlo que Sharp tem sobre a sua personalidade. 

Finalmente, no que respeita à arte, o autor excede-se, entregando uma BD francamente bela e bem estruturada. O seu traço é particularmente apropriado ao mundo de Fadas da mitologia irlandesa e cada página merece ser um poster - mas sem perder um átomo do storytelling. A continuar assim teremos em mãos uma das minhas BDs favoritas do ano (e não só porque tem a Diana como co-protagonista). Já agora, Sharp continua a desenhar uma das mais expressivas e bonitas interpretações de Diana, ao ponto de eu, como fã, ter dificuldade em não a considerar como uma favorita (ao lado da de George Pèrez). 

Defenders (2017) número 10 de Brian Michael Bendis e David Marquez (Marvel)


Chega ao fim a Era Bendis da Marvel. Depois de 17 anos de uma produção polémica mas profícua, um dos mais importantes escritores a trabalhar na auto-professa Casa das Ideias muda-se para a Distinta Concorrência (DC, para os que não estão dentro destes acrónimos). Ficou conhecido pelo trabalho em várias personagens, mas em nenhuma mais do que nos conhecidos como street-level heroes. O Demolidor. Luke Cage. Jessica Jones (que co-criou). Homem-Aranha. É, portanto, apropriado, que termine com este Defenders, que reúne na mesma equipa os três primeiros mais o Punho de Ferro (que escreveu nos Vingadores). E, mais ainda, junto com o desenhista David Marquez, com quem tinha previamente trabalhado em Miles Morales e em Civil War II.

Como já referi em posts anteriores, Bendis não poderia acabar a sua prestação na Marvel de melhor forma. Defenders é das obras mais conseguidas do autor, ombreando com trabalhos como o Demolidor (talvez o seu ponto alto), Ultimate Spider-Man e New Avengers (os meus três favoritos). Parece que Bendis tirou da cartola mais um conjunto de ferramentas de storytelling para impressionar os detractores e os fãs. "Eu ainda sou capaz de vos surpreender pela qualidade, estão a ver?!". Quem gosta do seu trabalho, apesar de saber que ele ainda tinha muito para dar, não esperava que a qualidade da sua escrita ainda pudesse brilhar tanto, mesmo empregando muitos dos seus cartões de visita: a verborreia; os plot-twists; a reinterpretação de velhos vilões e de antigos heróis; o baralhar de geografias e conceitos do universo da Marvel. Bendis brilha em cada página e em cada frase destes 10 números dos  Defenders 2017, defendendo o seu legado sem egoísmos, dizendo um sentido adeus e deixando a página aberta aos que se seguem. 

Mas nenhum elogio aos Defenders pode estar completo sem falar de David Marquez, um dos seus recentes colaboradores e que nestes 10 números brilhou como nunca. Cada rosto é único, cada cena de acção coreografada de forma belíssima, cada enquadramento apropriado.

Bendis diz adeus e eu sigo-o para o Super-Homem. Até mais logo, Marvel.

Uma BD aqui, outra BD ali, 9

Há quem diga que os floppies americanos estão a morrer (panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem). Eu cá espero que não porque adoro agarrá-los e devorá-los! É prazer que rezo para nunca acabar. Assim sendo, de vez em quando, vou escrever umas breves palavras sobre alguns que gostei de ler. Só isso. Gostado! Não são melhores nem piores que outras coisas.

Dark Nights Metal número 5 de Scott Snyder e Greg Cappulo (DC Comics)


Ainda falta um capítulo (e um especial) para Dark Nights Metal chegar ao fim. A promessa é que será em Março. No que a mim diz respeito, esta é provavelmente uma mini-série/evento/saga que será uma marca no historial da DC... mas não só. Será o critério pelo qual muitas outras mini-séries/eventos/sagas serão julgadas. Ainda falta um capítulo (e um especial) e estou convencido disso. Será que a DC aprendeu com todos os erros do passado e daqui para a frente adoptarão esta metodologia? (Doomsday Clock parece ser outro excelente passo no bom caminho). Apenas o futuro o dirá mas espero que tenham aprendido a lição. Para que os leitores se sintam motivados, na carteira e na vontade, é urgente as editoras de super-heróis perceberam que os seus fãs não precisam de fazer assaltos a bancos para seguir as histórias das suas personagens favoritas. Também existiram pequenos crossovers e alguns especiais em Dark Nights Metal mas não só não eram imprescindíveis como, se os lessem (e eu li todos), eram recompensados com (imaginem só esta revolução) qualidade.

Como já disse em análises anteriores, Dark Night Metal NÃO é para o leitor ocasional da DC. Poderão divertir-se mas nunca será a mesma coisa. Lamento, mas a DC, Scott Snyder e Greg Cappulo parece que não se importam com isso. Aqui não existe a versão Politicamente Correcta da BD dos EUA: que todo o leitor tem de ser apaparicado e perceber o que se passa. Impossível! Este é apenas mais um episódio de uma longa novela. Ainda bem. E que episódio! Tudo o que interessa a quem gosta da DC está aqui: os super-heróis bastiões da luz e de virtudes; apoteoses da moralidade Humana; lutarem contra tudo, mesmo quando não há esperança aparente; enfrentarem vilões sem uma réstia de cinzento, eles próprios a apoteose do Mal; o Super-Homem, o Batman e a Mulher-Maravilha como os representantes máximos de heroísmo, perseverança e Bondade. Este é um filme blockbuster como nunca será feito. É entretenimento puro e duro, sem remorsos ou concessões. É aquilo que BD (também) deve ser!

The Flash Annual (2018) número 1 de Joshua Williamson e vários (DC Comics)

Continuando no leit motif "histórias-apenas-para-ser-consumidas-por-quem-adora-a-DC-e-é-doutorado-na-editora": The Flash. Sou fã da versão pós-Crise, a de Wally West (já comecei a ser hermético). Sou fã do trabalho que Mike Baron, Bill Messner-Loebs, Mark Waid, Grant Morrison e Geoff Johns fizeram no velocista. Li apenas parcialmente o que seguiu-se ao último escritor que mencionei.  Fiquei curioso com a saga que começa neste Anual e que se intitula Flash War. Achei que poderia ter tudo aquilo que gosto da mitologia da personagem: a noção de legado; os melhores vilões depois do Batman e do Homem-Aranha; viagens temporais; paradoxos temporais; Flash Reverso; Wally West; a arte de Howard Porter; e ligação forte ao DC Rebirth. Tem, de facto, tudo isto. E é bom?

É entretido, lá isso é. Mas Joshua Williamson não é nenhum dos escritores que mencionei e isso nota-se. Não existe, pelo menos neste seu trabalho, a inventividade que caracterizava cada um dos seus antecessores. Existe, isso sim, uma certa deferência a esse maravilhoso passado mas (e eu sei que pareço estar a contradizer-me) isso não é suficiente. Podemos regressar a casa mas devemos ir com roupas diferentes, nem que seja para termos o elemento de surpresa do nosso lado. Não me interpretem mal. Eu gostei muito de ler este Anual e adorei rever alguns antigos conhecidos. Foi delicioso voltar a ver Wally West como protagonista de uma revista do Flash. Foi excitante folhear e ser surpreso por alguns regressos. Mas, na realidade, já vimos isto tudo. Falta o golpe de asa para que esta saga não seja mais que um retorno ao status quo. Geoff Johns está a fazê-lo no Doomsday Clock. A ver se Williamson consegue sentir-se inspirado por ele. Continuarei a ler mas preciso de mais. O Flash de Wally West merece.