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Dylan Dog, O Velho que Lê e Até que a Morte Vos Separe - G.Floy


Dylan Dog é uma personagem da editora italiana de BD, a Bonneli, criado em 1986 pelo escritor Tiziano Sclavi. É um dos grandes fenómenos da 9.ª Arte, principalmente na sua terra natal, mas não só. É amado pelos mais diferentes cantos da sociedade, e até intelectuais da craveira de Umberto Eco defendem-no de forma acirrada. Não é isso que faz a série ser melhor ou pior, mas é uma boa forma de começar um post sobre qualquer obra de BD - apelando ao desejo de aceitação por parte dos fãs da Arte Suprema (estão a ver como também o faço?). 

BD é Cinema e Documentário: Trilhos do Acaso de Paco Roca e Uma Irmã de Bastien Vivès - Levoir


Quero contar-vos um segredo: a BD não é só para crianças. Talvez um dia tenha sido. Talvez isso fosse apenas uma insistência do senso comum. Mas a BD tem de tudo, como a farmácia. Tem histórias para crianças. Tem histórias para pré-adolescentes. Tem histórias para adolescentes. E para adultos. E dentro desta já incrível panóplia, tem histórias de todos os géneros e feitios, cuja variedade é apenas limitada pelo artista, pelo mercado e pelo editor. Prova disso são estes dois extraordinários exemplos de como a BD, como arte, é capaz de atingir níveis de excelência que não a colocam num gueto intelectual, mas antes a atiram para dentro do ringue das grandes obras de Literatura mundial.

Batman: O Príncipe Encantado das Trevas vol. 1 e 2 de Marini (Levoir)


A editora de BD dos EUA, a DC Comics, tem, nos dois últimos anos, mudado a sua visão editorial. Tem procurado diversificar a plataforma de ofertas, apelando a diferentes formatos, a diferentes tipos de púbico e, em última análise, convencendo autores de outras alas a contribuírem com a sua perspectiva para as personagens do catálogo. Para os que a acompanham desde há algum tempo, não é uma posição nova. No rescaldo do terremoto que foi a série Crise nas Terras Infinitas, a DC, no desespero de vendas anémicas, apelou a talento de todo o lado para energizar as suas personagens. Assim, tivemos os Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons, o Batman de Frank Miller, o Animal Man de Grant Morrison, o Super-Homem de John Byrne, a Mulher-Maravilha de George Pérez e, claro, o corolário, o nascimento do selo Vertigo. As décadas de 80 e 90 foram terreno fértil para abordagens diferentes e maduras.

Colecção Harley Quinn da Levoir vol. 2: Miúdas sem Regras de Jimmy Palmiotti e Amanda Conner

Harley Quinn, a namorada do Joker. Foi assim que, em Setembro de 1992, ela foi-nos apresentada no episódio Joker's Favor da série de desenhos animados de TV, Batman, The Animated Series. Voz esganiçada, sotaque sulista, devota ao seu amor. Psicopata, claro - porque quem mais poderia amar um lunático como o Joker? Esta estranha combinação funcionou e ela transformou-se num sucesso. Uma criação original da TV que ganharia tanta fama que passaria para a BD e não o contrário.

Mas esta realidade escondia uma outra, mais negra. Harley era abusada, física e moralmente, pelo Joker. Bem vistas as coisas, não poderia ser outra forma. O Joker é um psicopata obcecado por um sociopata com problemas parentais graves, o Batman. No meio da luta de egos e no meio de uma paixão claramente doentia estava uma rapariga que não era de todo inocente mas era, declaradamente, uma vítima. Muitos foram os anos em que o Príncipe do Crime abusou da sua relação com Harley. Até que algo rebentou. Pode ter sido a amizade que ela cultivou com Hera Venenosa, outra arqui-inimiga do Batman, e que tem uma paixão não correspondida pela nossa heroína. Pode ter sido um bom e velho sentido de amor-próprio, que a fez descolar da personalidade tóxica do Joker e enveredar pelo seu próprio caminho.

O que quer que tenha sido, é nessa circunstância que encontramos Harley nesta colecção da Levoir: livre e dona do seu próprio destino, que é onde ela e todas as mulheres devem estar.

Segue-se uma pequena síntese deste segundo volume e previews.

Harley Quinn: Miúdas sem regras

Russos e ursos, assaltos a bancos, peças de teatro e jogos de Roller Derby. Descoberto o mistério sobre quem lhe tinha colocado a cabeça a prémio, há ainda muito com que Harley Quinn se pode entreter, para variar do seu enfadonho negócio de ser proprietária de um edifício em Coney Island, Nova Iorque!

Sobretudo se conseguir juntar um grupo de amigas e não se deixar limitar por nenhumas regras. Regras que não existem no clube de combate clandestino que Harley descobriu, onde mais ganhas consoante os adversários que derrubares. Com um agente como Sy Borgman, o velho espião cheio de partes biónicas, a representá-la, Harley tem tudo para arrasar… em todos os sentidos.

Neste segundo volume, há ainda espaço para recontar, numa perspectiva diferente, a origem secreta de Harley Quinn, numa história ilustrada por Stéphane Roux.




Colecção Harley Quinn da Levoir vol. 1: À solta na cidade de Jimmy Palmiotti e Amanda Conner

Muitas foram as personagens da BD dos EUA que não começaram nas páginas da 9.ª Arte. Desde os remotos dias das emissões de rádio do Super-Homem na década de 40 que mitologias eram inventadas em outros meios que não o papel e só anos depois passavam para as tiras coloridas dos livros aos quadradinhos. Harley Quinn foi uma delas. A conhecida como "a namorada do Joker" começou na lendária série de TV Batman The Animated Series e no episódio Joker's Favor (setembro de 1992). O que a princípio era para ser apenas uma aparição fugaz, muito graças à força do conceito criado por Paul Dini e Bruce Timm e à voz maravilhosa e única que Arlee Sorkin criou para a Harley, transformaram-na num dos conceitos eternos associados à mitologia do Homem-Morcego. Tão eterno e tão poderoso que existe quem diga que a Santíssima Trindade da DC é agora um quarteto. Quem diria que a vilã apaixonada pelo psicopata obcecado pelo Batman estaria ao lado deste, da Mulher-Maravilha e do Super-Homem?

A primeira vez que a Dra. Harley Quinzel aparece nas páginas da BD é em 1994 e escrita pelo seu criador, Paul Dini, que escolhe contar a trágica transformação de uma pacata psicóloga na psicopata apaixonada pelo Joker. Chamou-lhe (apropriadamente) Mad Love e ganhou um Eisner com esse livro (já publicado pela Levoir). Serão necessários mais uns anos para que Harley migre definitivamente para o universo "normal" de super-heróis da DC. Isto acontece no especial Batman: Harley Quinn, parte de um mega-evento de 1999 chamado No Man's Land - a premissa sendo que Gotham City é isolada do mundo pelo governo dos EUA e passa a ser uma terra sem lei. Finalmente, entre 2001 e 2003, consegue a primeira revista a solo, onde usa o uniforme criado pelos criadores originais do desenho animado e começa a lenta caminhada para transformar-se na princesa da DC (claro que a rainha é a princesa Diana de Themyscira, a Mulher-Maravilha... esperem! A rainha é uma princesa e a criminosa é a princesa? Esta analogia não é lá muito feliz).

Em 2011 a DC decide reiniciar o seu universo de super-heróis do zero e aposta numa nova revista a solo para Harley. A esse "reboot" a editora chama Novos 52 que é onde se passa a fase da anti-heroína que têm em mãos hoje junto com o jornal Público. Com um uniforme mais risqué e escrita por Jimmy Palmiotti e Amanda Conner, a namorada do Joker será catapultada para fora da sombra do companheiro e para o estrelato que merece.

Em baixo segue um pequeno resumo do primeiro volume desta colecção de três e alguns previews.

Harley Quinn: À solta na cidade 

Como é que uma rapariga se pode descobrir a si mesma no meio da confusão do Universo DC? Nada mais fácil que falar com os artistas que a desenham e escrevem, e impor algumas regras! Esta aventura surreal ilustrada por alguns dos maiores nomes dos comics, dá o ponto de partida para a nova vida de Harley Quinn, escrita por Jimmy Palmiotti e Amanda Conner. No início desta nova série, Harley herda de um dos seus pacientes no Asilo Arkham um prédio de habitação e comércio em Coney Island, Nova Iorque, o que lhe dá a oportunidade perfeita de recomeçar a vida longe de Gotham e do Joker.

Mas os impostos e os custos de manutenção do edifício são elevados e as rendas pagas pelos peculiares inquilinos não cobrem estes custos, o que obriga Harley a voltar a trabalhar como psiquiatra num lar de idosos de dia, e integrar uma equipa de Roller Derby à noite, para poder pagar as contas. Se a isto juntarmos os inúmeros assassinos que aparecem, atraídos por uma recompensa de dois milhões de dólares pela sua cabeça e uma rede de antigos espiões do KGB, que vai ajudar Sy Borgman, um agente reformado da CIA, a desmantelar, vemos que a nova vida de Harley está bastante preenchida.





Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 5: A Guerra de Darkseid II de Geoff Johns e Jason Fabok


Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir está a publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.

Para este volume e para o próximo vão precisar de paciência. Muita... mas da boa. Geoff Johns decidiu acabar a sua sequência de histórias na Liga da Justiça, versão Novos 52, com uma saga que deveria definir a própria palavra "épico" e que está completamente imersa na mitologiacosmologia cosmogonia da DC Comics. É possível apreciar este conto sem os olhos treinados de um leitor de décadas mas tê-los ajuda - e muito. Por outras palavras, este livro e o próximo são pura pornografia DC.

Ora bem... é impossível escapar a alguma(s) explicação(-ções). Podem partir para a ignorância e ler à bruta mas arriscam-se a andar a nadar na maionese. É só o que vos tenho a dizer. Ou então são como eu e, paradoxalmente, gostam de mistérios e de descortinar "O que raio foi isto que aconteceu? Pareço estar num sonho pop do Lynch. Não entendo mas sei que gosto." Se são destes, força, partam para ignorância e leiam à bruta. Se são dos outros, pode ser que o que escrevo em baixo vos ajude.

Multiverso DC: Tudo começou quando os fãs da década de 60 do Flash conheceram o Flash da década de 40 (Flash é aquele herói da DC que corre à velocidade da luz e, graças a isso, pode viajar no tempo e atravessar barreiras dimensionais). Nesse encontro de gerações, os fãs da editora souberam existirem várias Terras, a ocupar o seu lugar em universos paralelos e diferentes. Num universo os heróis tinham iniciado a sua carreira na 2.ª Guerra e noutro apenas na década de 60. O sucesso levou a que a DC se multiplicasse em universos paralelos e Terras Infinitas, o Multiverso. Até que em meados da década de 80 a confusão era muita;

As Crises: Para corrigir o rumo, a DC decide simplificar o seu multiverso e fundi-lo num só universo. Cria o evento Crise nas Terras Infinitas (publicado pela Levoir) que marca uma viragem na editora, conceptual e criativa. Seguir-se-iam outras Crises que corrigiriam alguns erros da primeira e que procuraram repetir o sucesso. Essas crises aparecem nos primeiros capítulos da Guerra de Darkseid relatadas por Metron (já explico quem é): a Hora Zero; a Crise Infinita; a Crise Final; o Flashpoint. O que importa reter é que foi recentemente estabelecido que, apesar das sucessivas Crises reinventarem o multiverso DC e aparentarem recomeçá-lo do zero, elas aconteceram de facto e contam;

O Anti-Monitor: o vilão que causa a Crise nas Terras Infinitas. Nessa história o seu intuito era destruir todos os universos "positivos" para que o seu, "negativo", fosse o único e ele o seu Deus. Terá ainda a mesma motivação na Guerra de Darkseid?

Novos 52: Em 2011, depois de Flashpoint, a DC voltou a reiniciar o seu multiverso do zero e chamou a esse evento Novos 52. A história de todas as suas personagens foi, uma vez mais, reinventada. A Guerra de Darkseid passa-se nesta realidade;

As Amazonas: lendárias guerreiras da Antiguidade Grega, exiladas pelos Deuses do Olimpo na ilha paradisíaca de ThemysciraHipólita, a rainha, é mãe da maior heroína do Universo DC, Diana, a Mulher-Maravilha, membro fundador da Liga da Justiça. No Novos 52, Diana nasceu do romance entre a Rainha das Amazonas e Zeus, o maior dos deuses gregos. Nas versões anteriores e na original nasceu de barro moldado pela mãe e dado vida pelos deuses;

Novos Deuses, Apokolips, Nova Génesis, Darkseid e Highfather: Em tempos já esquecidos pela memória do universo, os deuses antigos pereceram numa batalha apocalíptica. Dessa morte houve um renascimento. Surgiram os Novos Deuses, divididos entre os do Mal, habitantes do Planeta Apokolips, e os do Bem, residentes de Nova Génesis. Os líderes desses dois mundos são Darkseid Highfather, respectivamente. O intuito de Darkseid é encontrar a Equação Anti-Vida, que eliminará a vontade de todos os seres vivos do Multiverso, que passarão a adorar apenas uma palavra e uma vontade, a sua. Ele é o déspota supremo, o maior de todos os males do universo DC. É a razão porque, neste Novos 52, a Liga originalmente se juntou. Nessa altura, Darkseid veio à Terra na busca de alguém e, finalmente, vamos saber quem esse alguém é;

Metron: Nem de Apokolips, nem de Nova Génesis, sempre um observador frio e distante de eventos. Por vezes intervém, sempre segundo uma agenda misteriosa e escondida. A Cadeira Mobius é a fonte do seu poder e da sua quase omnisciente sabedoria;

Mr. Miracle: para evitar a guerra, Darkseid e Highfather fizeram um tratado de paz. Trocariam de filhos. Scott Free, filho de Highfather, sofreria nas mãos de Darkseid. Orion, filho do Deus do Mal, prosperaria em Nova Génesis. Após escapar de Apokolips, Scott Free transformar-se-ia em Mr. Miracleo super-artista da fuga, o Houdini dos Novos Deuses;

Caixas-Mãe: computadores ultra-sofisticados dos Novos Deuses, quase vivos, usados quer por Apokolips, quer por Nova Génesis;

Steppenwolf: o general supremo dos exércitos de Darkseid (reconhecem-no como o antagonista do filme da Liga da Justiça);

Kalibak: outro dos filhos de Darkseid, eternamente na senda da aprovação do pai;

Kanto: o principal assassino do grupo mais próximo de soldados e generais de Darkseid;

Lashina: uma das cinco Fúrias, grupo de guerreiras e assassinas ao serviço de Darkseid;

Desaad: o torturador sádico de Darkseid;

Black Racer: uma das personificações e antropomortfizações da Morte no Multiverso DC. É ele o assassino de deuses;

Big Barda: ex-Fúria de Darkseid, apaixonou-se por Scott Free, o Mr. Miracle, e fugiu com ele para a Terra, onde habitam. Uma das maiores guerreiras do Universo DC, a par de Diana;

Sindicato do Crime: versão maléfica da Liga oriunda da Terra-3. Fugiram para a nossa Terra após a sua ter sido destruída, por razões ainda desconhecidas, pelo Anti-Monitor. Foram o móbil da série Mal Eterno, publicado este ano pela Levoir;

Super-Mulher: versão maléfica da Mulher-Maravilha oriunda da Terra-3. Sabe-se que se encontra grávida da versão de Lex Luthor da Terra-3. Esse Luthor, do lado do Bem esteve imbuído do poder de Shazam, um herói tão poderoso quanto o Super-Homem na nossa Terra e maléfico na 3;

Ultra-Homemversão maléfica do Super-Homem oriundo da Terra-3, líder do Sindicato do Crime:

Owlmanversão maléfica do Batman oriundo da Terra-3;

Source Wall: o limite físico do Multiverso DC. Manifesta-se como uma gigantesca muralha, inultrapassável, ornada das estátuas gigantes daqueles que ousaram tentar passar. Esses são conhecidos como os Gigantes de Prometeus. Do outro lado, julga-se existir O Criador;

Rocha da Eternidade: o centro físico e metafórico do Multiverso DC. Fonte de magia, nele habita o feiticeiro Shazam, que conferiu poderes ao adolescente Billy Batson, conhecido como o super-herói do mesmo nome (antes o Capitão Marvel, mas a editora Marvel ficou com os direitos de uso desse epíteto);

Complicado, não é? Mas eu acho (que acho) que vale mesmo a pena. Divirtam-se! É o que importa...

(seguem-se previews mas antes podem ler aqui o que escrevi sobre o último capítulo desta Guerra de Darkseid (COM SPOILERS), à altura do seu lançamento)




Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 4: A Guerra de Darkseid de Geoff Johns e Jason Fabok





Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir está a publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.

Para este volume e para o próximo vão precisar de paciência. Muita... mas da boa. Geoff Johns decidiu acabar a sua sequência de histórias na Liga da Justiça, versão Novos 52, com uma saga que deveria definir a própria palavra "épico" e que está completamente imersa na mitologia, cosmologia e cosmogonia da DC Comics. É possível apreciar este conto sem os olhos treinados de um leitor de décadas mas tê-los ajuda - e muito. Por outras palavras, este livro e o próximo são pura pornografia DC.

Ora bem... é impossível escapar a alguma(s) explicação(-ções). Podem partir para a ignorância e ler à bruta mas arriscam-se a andar a nadar na maionese. É só o que vos tenho a dizer. Ou então são como eu e, paradoxalmente, gostam de mistérios e de descortinar "O que raio foi isto que aconteceu? Pareço estar num sonho pop do Lynch. Não entendo mas sei que gosto." Se são destes, força, partam para ignorância e leiam à bruta. Se são dos outros, pode ser que o que escrevo em baixo vos ajude.

Multiverso DC: Tudo começou quando os fãs da década de 60 do Flash conheceram o Flash da década de 40 (Flash é aquele herói da DC que corre à velocidade da luz e, graças a isso, pode viajar no tempo e atravessar barreiras dimensionais). Nesse encontro de gerações, os fãs da editora souberam existirem várias Terras, a ocupar o seu lugar em universos paralelos e diferentes. Num universo os heróis tinham iniciado a sua carreira na 2.ª Guerra e noutro apenas na década de 60. O sucesso levou a que a DC se multiplicasse em universos paralelos e Terras Infinitas, o Multiverso. Até que em meados da década de 80 a confusão era muita;

As Crises: Para corrigir o rumo, a DC decide simplificar o seu multiverso e fundi-lo num só universo. Cria o evento Crise nas Terras Infinitas (publicado pela Levoir) que marca uma viragem na editora, conceptual e criativa. Seguir-se-iam outras Crises que corrigiriam alguns erros da primeira e que procuraram repetir o sucesso. Essas crises aparecem nos primeiros capítulos da Guerra de Darkseid relatadas por Metron (já explico quem é): a Hora Zero; a Crise Infinita; a Crise Final; o Flashpoint. O que importa reter é que foi recentemente estabelecido que, apesar das sucessivas Crises reinventarem o multiverso DC e aparentarem recomeçá-lo do zero, elas aconteceram de facto e contam;

O Anti-Monitor: o vilão que causa a Crise nas Terras Infinitas. Nessa história o seu intuito era destruir todos os universos "positivos" para que o seu, "negativo", fosse o único e ele o seu Deus. Terá ainda a mesma motivação na Guerra de Darkseid?

Novos 52: Em 2011, depois de Flashpoint, a DC voltou a reiniciar o seu multiverso do zero e chamou a esse evento Novos 52. A história de todas as suas personagens foi, uma vez mais, reinventada. A Guerra de Darkseid passa-se nesta realidade;

As Amazonas: lendárias guerreiras da Antiguidade Grega, exiladas pelos Deuses do Olimpo na ilha paradisíaca de Themyscira. Hipólita, a rainha, é mãe da maior heroína do Universo DC, Diana, a Mulher-Maravilha, membro fundador da Liga da Justiça. No Novos 52, Diana nasceu do romance entre a Rainha das Amazonas e Zeus, o maior dos deuses gregos. Nas versões anteriores e na original nasceu de barro moldado pela mãe e dado vida pelos deuses;

Novos Deuses, Apokolips, Nova Génesis, Darkseid e Highfather: Em tempos já esquecidos pela memória do universo, os deuses antigos pereceram numa batalha apocalíptica. Dessa morte houve um renascimento. Surgiram os Novos Deuses, divididos entre os do Mal, habitantes do Planeta Apokolips, e os do Bem, residentes de Nova Génesis. Os líderes desses dois mundos são Darkseid e Highfather, respectivamente. O intuito de Darkseid é encontrar a Equação Anti-Vida, que eliminará a vontade de todos os seres vivos do Multiverso, que passarão a adorar apenas uma palavra e uma vontade, a sua. Ele é o déspota supremo, o maior de todos os males do universo DC. É a razão porque, neste Novos 52, a Liga originalmente se juntou. Nessa altura, Darkseid veio à Terra na busca de alguém e, finalmente, vamos saber quem esse alguém é;

Metron: Nem de Apokolips, nem de Nova Génesis, sempre um observador frio e distante de eventos. Por vezes intervém, sempre segundo uma agenda misteriosa e escondida. A Cadeira Mobius é a fonte do seu poder e da sua quase omnisciente sabedoria;

Mr. Miracle: para evitar a guerra, Darkseid e Highfather fizeram um tratado de paz. Trocariam de filhos. Scott Free, filho de Highfather, sofreria nas mãos de Darkseid. Orion, filho do Deus do Mal, prosperaria em Nova Génesis. Após escapar de Apokolips, Scott Free transformar-se-ia em Mr. Miracleo super-artista da fuga, o Houdini dos Novos Deuses;

Caixas-Mãe: computadores ultra-sofisticados dos Novos Deuses, quase vivos, usados quer por Apokolips, quer por Nova Génesis;

Steppenwolf: o general supremo dos exércitos de Darkseid (reconhecem-no como o antagonista do filme da Liga da Justiça);

Kalibak: outro dos filhos de Darkseid, eternamente na senda da aprovação do pai;

Kanto: o principal assassino do grupo mais próximo de soldados e generais de Darkseid;

Lashina: uma das cinco Fúrias, grupo de guerreiras e assassinas ao serviço de Darkseid;

Desaad: o torturador sádico de Darkseid;

Black Racer: uma das personificações e antropomortfizações da Morte no Multiverso DC. É ele o assassino de deuses;

Big Barda: ex-Fúria de Darkseid, apaixonou-se por Scott Free, o Mr. Miracle, e fugiu com ele para a Terra, onde habitam. Uma das maiores guerreiras do Universo DC, a par de Diana;

Sindicato do Crime: versão maléfica da Liga oriunda da Terra-3. Fugiram para a nossa Terra após a sua ter sido destruída, por razões ainda desconhecidas, pelo Anti-Monitor. Foram o móbil da série Mal Eterno, publicado este ano pela Levoir;

Super-Mulher: versão maléfica da Mulher-Maravilha oriunda da Terra-3. Sabe-se que se encontra grávida da versão de Lex Luthor da Terra-3. Esse Luthor, do lado do Bem esteve imbuído do poder de Shazam, um herói tão poderoso quanto o Super-Homem na nossa Terra e maléfico na 3;

Ultra-Homemversão maléfica do Super-Homem oriundo da Terra-3, líder do Sindicato do Crime:

Owlmanversão maléfica do Batman oriundo da Terra-3;

Source Wall: o limite físico do Multiverso DC. Manifesta-se como uma gigantesca muralha, inultrapassável, ornada das estátuas gigantes daqueles que ousaram tentar passar. Esses são conhecidos como os Gigantes de Prometeus. Do outro lado, julga-se existir O Criador;

Rocha da Eternidade: o centro físico e metafórico do Multiverso DC. Fonte de magia, nele habita o feiticeiro Shazam, que conferiu poderes ao adolescente Billy Batson, conhecido como o super-herói do mesmo nome (antes o Capitão Marvel, mas a editora Marvel ficou com os direitos de uso desse epíteto);

Complicado, não é? Mas eu acho (que acho) que vale mesmo a pena. Divirtam-se! É o que importa...

(seguem-se previews mas antes podem ler aqui o que escrevi sobre o primeiro capítulo desta Guerra de Darkseid, à altura do seu lançamento)




Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 3: O Prego - Teoria do Caos de Alan Davis

Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir está a publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.


A editora DC Comics é conhecida pelo uso descontraído da galeria de personagens ao seu dispor. O Super-Homem, a Mulher-Maravilha e o Batman, para mencionar os mais importantes e conhecidos, são algumas das personagens de BD mais conhecidas dentro e fora do mundo da 9.ª Arte. Não só existem há oito décadas, como já ultrapassaram as fronteiras desta indústria e transformaram-se em arquétipos. Os super-heróis são julgados pelo modelo que criaram. Graças a esta transversalidade e ao aspecto icónico dos mesmos, muitos são os autores que agarram no molde e adaptam-no a circunstâncias diferentes do cânone, analisando o próprio arquétipo e o mundo real. Estes "desvios" começaram a aparecer desde cedo e, nos finais da década de 80 e com mais força a partir da de 90, a editora passou a catalogá-los com o nome de Elseworlds - mundos que, por acaso do destino, têm minúsculas ou significativas diferenças em relação ao "nosso". Não deixavam de ser reconhecíveis mas, ao mesmo tempo, diferentes. Foi assim que apareceu o Super-Homem criado na Rússia Comunista, o Batman da Época Vitoriana (ambas já publicadas pela Levoir), etc.

Este terceiro volume da colecção da Liga volta a visitar um mundo alternativo, desta vez inteiramente criado pelo veterano Alan Davis, muito apreciado pelos fãs de BD de super-heróis, por causa do seu traço dinâmico e adaptado a estas mitologias. Nele, o escritor/desenhador parte de um poema de George Herbert, publicado na colectânea Jacula Prudentum (1651), para imaginar um mundo onde o Super-Homem não é criado pelo casal Kent e o universo ficcional da DC cresce sem a presença do maior dos seus super-heróis. 

"Por falta de um prego perdeu-se a ferradura; por falta da ferradura perdeu-se o cavalo; por falta do cavalo perdeu-se o cavaleiro, por falta do cavaleiro, perdeu-se a guerra." É este o poema que Davis usou como inspiração. Este é um mundo onde o Batman, a Mulher-Maravilha, Lois Lane (a eterna paixão do Homem de Aço), Jimmy Olsen (o melhor amigo), Lex Luthor (o arqui-inimigo), a Liga da Justiça, estão longe dos caminhos "normais". 

Esta reflexão de Davis não entra tanto pela filosofia ou política mas mais pelo lado pop das histórias da DC, pontuada por um elogio à Idade de Prata da editora (década de 60 e início da de 70), procurando mais um "o que aconteceria se?..." leve, descomprometido e, acima de tudo, entretido. Os menos conhecedores da galeria das personagens desta Idade não se sintam desmotivados com o aparecimento de tantos uniformes de cores garridas. Pensem antes no prazer da descoberta. No prazer de irem vasculhar a net e tentarem saber quem é a Patrulha Destino (Doom Patrol), os Novos Titãs (Teen Titans), a Batwoman, etc. 

O sucesso seria de tal forma significativo que aconteceria uma sequela com o sugestivo nome de Another Nail.

Uma BD leve e divertida para ler nestas noites frias. A capacidade de adaptação da mitologia DC é uma das razões porque muitos (como eu!) são fãs da editora. Recentemente, e depois de alguns anos sem Elseworlds, a DC regressou a este conceito com Nightwing - The New Order e Batman - White Knight (e ainda bem!).

(seguem previews)




Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 2: O Virus Amazo de Geoff Johns e Jason Fabok



Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir irá publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.

Em 2011 a DC Comics estava em apuros. As vendas não andavam entusiasmantes. Sendo que os super-heróis são o pão que alimenta a casa, fez-se necessária uma injecção de adrenalina para espevitar os leitores a quererem ler as histórias das suas personagens. Surge o Novos 52. De uma forma nunca vista, a DC Comics reinicia do zero todo o seu universo dos homens de collants. Surgem uma batelada de números um (52, para ser exacto), mesmo para as duas mais antigas revistas da editora: Action Comics, onde, em 1938, nasceu o Super-Homem; Detective Comics onde, em 1939, apareceu o Batman.

A revista que deu o pontapé de saída a esta tão drástica "evolução" foi a da Liga da Justiça, escrita por Geoff Johns e desenhada por Jim Lee - e que a Levoir já publicou numa anterior colecção. Numa história de seis números (escrever para o Trade, como agora se gosta de fazer), as mais poderosas e relevantes personagens da editora encontraram uma razão para se juntarem. O vilão chamava-se Darkseid, o Deus do Mal, criação do eterno Jack Kirby. Os heróis eram o Super-Homem, o Batman, a Mulher-Maravilha, o Aquaman, Lanterna Verde, o Flash e o Cyborg. Os que ligam a estas coisas notam, desde logo, uma diferença: a ausência do Caçador de Marte, substituído pelo último da lista. 

Cyborg foi criado nos princípios da década de 80 por Marv Wolfman e por George Pérez como parte da equipa Novos Titãs. À altura era um adolescente transformado num ciborgue pela ciência do seu pai após ter sido vítima de um terrível acidente. Atormentado pela transformação que o desfigurou, sempre viveu consumido pelas cicatrizes que carregava - uma nova versão do Coisa da Marvel. A sequência de histórias de Wolfman e Pérez marcaria,  pela sua qualidade, uma época e uma geração. Geoff Johns terá sido um deles e decidiu, nesta reinvenção da Liga, mudar a sua já longa História e a formação original. Continuariam a ser os Big 7 mas com uma "pequena" modificação. Esta é a equipa que veremos no segundo volume desta colecção e também no filme que estreia hoje.

O adversário de O Virus Amazo também ele é uma evolução de um clássico inimigo da Liga. Amazo era um robô criado por outro antagonista, o Professor Ivo, que possuía a peculiar qualidade de duplicar qualquer super-poder. No fundo, era uma forma dos escritores contornarem o poder quase divino da Liga da Justiça: virar as suas próprias capacidades contra ela. Geoff Johns procura transformar um conceito considerado datado e adaptá-lo à paranóia do mundo moderno, para tal fazendo uso de Lex Luthor, o eterno némesis do Super-Homem, que assume um papel particularmente importante nesta história. Note-se que este volume segue-se imediatamente após a saga Mal Eterno, publicada na colecção da Levoir dedicada aos vilões da DC No Coração das Trevas. No final dessa, Lex passou a ser membro da Liga. Escusado será dizer que as tensões são mais que muitas.

(seguem previews)




Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 1: Nova Ordem Mundial de Grant Morrison e Howard Porter

(podem também ler este post onde já faziamos uma pequena resenha sobre esta versão da Liga da Justiça)

Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir irá publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.


A Liga Justiça da América é a união dos maiores personagens da BD dos EUA. Quando foi criada em 1960 no número 28 da revista Brave and The Bold da DC Comics, reunia sete dos mais relevantes nomes dessa editora: Super-Homem; Batman; Mulher-Maravilha; Aquaman; Flash, Lanterna Verde e Caçador de Marte. Os dois primeiros, os mais relevantes e conhecidos, nem sempre fariam parte das aventuras da Liga nos seus primeiros anos mas, ao longo do tempo,  foram estando mais e mais presentes. Também à medida que os anos passaram, o número de membros foi aumentando até transformar-se num verdadeiro exército, o maior e mais poderoso do universo da 9.ª Arte. 

Muitas foram as iterações desta equipa, com algumas das mais conhecidas e apreciadas a serem desvios da formação inicial dos Big 7. Uma acontece depois da famosa saga Crise nas Terras Infinitas (quando a DC decidiu recomeçar o seu universo de super-heróis do zero), em que os autores Keith Giffen, J.M.DeMatteis e Kevin Maguire, ao não conseguir "brincar" com os principais personagens da Liga, invertem para uma abordagem ao estilo sitcom que parecia arriscada mas que transformou-se numa das mais memoráveis sequências de histórias desta equipa de super-heróis. Qualquer coisa como cinco anos depois a DC decide voltar ao ritmo habitual mas sem o sucesso quer da versão humorística quer da saudosa que reunia os Big 7 e outros.

Em 1997, quando a Liga estava num ciclo descendente de qualidade e vendas, surge o escritor escocês Grant Morrison, que a DC já tinha publicado na imprint adulta Vertigo. A sua abordagem era um misto de regresso às origens e do injectar de sensibilidades modernas. Do lado das origens, Morrison mina a sua adorada Idade da Prata (o período da BD dos EUA que vai da década de 60 até início da de 70), onde as histórias eram deliciosamente escabrosas. Da modernidade, buscaria a sua própria sensibilidade carnavalesca, maior que a vida, operática, na tangente do teatral, para orquestrar sagas que ficariam para a História da Liga. As ameaças que a equipa tinha de enfrentar eram ridiculamente macro-cósmicas e multiuniversais. Deuses eram apontamentos nas vidas destes super-heróis. Convenhamos: quando Morrison consegue, pela primeira vez em muitos anos, voltar a reunir os Big 7, que mais poderia-se-ia esperar? Só podíamos ter adversários que apenas o Super-Homem, o Batman, a Mulher-Maravilha, o Aquaman, o Flash, o Lanterna Verde e o Caçador de Marte tinham capacidade de derrotar.

Os menos versados na História da DC poderão entrar nestas aventuras e não conhecer certas caras. Claro que sabem quem é o Super-Homem, o Batman e a Mulher-Maravilha. Eles são o Clark Kent/Kal-El, o Bruce Wayne e a Diana que todos conhecem. O Aquaman continua a ser Arthur Curry, filho de mãe atlanteana e pai humano, rei da Atlântida e do maior país do mundo, o dos sete mares. À altura desta BD, era escrito por Peter David, que decidiu cortar-lhe a mão e substituí-la por um arpão e que, acima de tudo, transformou-o num rei decidido e duro.  Mas o Flash não é Barry Allen mas antes Wally West, o parceiro que, após a morte do mentor na Crise nas Terras Infinitas, deixa cair a sua identidade de Kid Flash para se transformar no maior velocista do universo da DC. O Lanterna também não é Hal Jordan mas Kyle Rayner. Hal havia invertido para o lado do mal e Kyle era agora o único ser no universo a usar o famoso anel verde - ou, como Morrison o chamaria nesta Liga, a mais poderosa máquinas de desejos do mundo. O Caçador de Marte continua a ser o mesmo mas poucos, fora dos fãs da DC, o conhecem. É o ultimo sobrevivente do planeta Marte, possuidor da maior variedade de poderes de qualquer personagem da DC; voo; invulnerabilidade; intangibilidade; telepatia; metamorfose; super-força; visão marciana. Tudo isto e apenas uma franqueza: o fogo. O Super-Homem considera-o um dos poucos capaz de o derrotar no corpo a corpo e o Batman respeita-o pela sua inteligência, capacidade estratega e por corporizar "o verdadeiro espírito da Liga" (foi membro de todas as suas iterações).

Este volume colecciona alguns dos primeiros números da Liga de Grant Morrison e Howard Porter. Numa das histórias enfrentam o Hiperclã, uma misteriosa equipa de super-heróis disposta a corrigir os problemas do mundo e a tornar a Liga obsoleta. Na outra, a escala de ameaça sobe e confrontam nada mais nada menos que os anjos da mitologia cristã. Nesta última, os leitores vão ser confrontados com uma versão bem diferente do Super-Homem: um Homem de Aço eléctrico. Mérito seja feito a Morrison que consegue fazer limonada com o mais azedo dos limões, ao aproveitar esta estranha evolução e extrair não um mas dois dos momentos mais antológicos da vida do último sobrevivente de Krypton.

O trabalho de Morrison e de Porter continuaria por mais anos com sagas como Rock of Ages, DC One Million ou World War III e, na opinião deste vosso bloguista, ambos entregariam as maiores e mais relevantes aventuras da História da Liga da Justiça. É rezar para que o resto seja editado cá por terras Lusas. Tudo depende de vocês.

Seguem em baixo previews.