Mostrar mensagens com a etiqueta Dark Horse. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dark Horse. Mostrar todas as mensagens

Black Hammer de Jeff lemire - Dark Horse


A editora portuguesa Levoir iniciou, recentemente, a publicação da série de BD Black Hammer, do autor Jeff Lemire, cuja premissa é a exploração de conceitos e arquétipos dos super-heróis, sempre com uma visão que mistura modernismo com muita da abordagem clássica destas mitologias. A série, cujas raízes são alicerçadas na pura BD, constitui um sucesso de crítica e de vendas. Já aqui focamos o primeiro volume, Black Hammer: Secret Origins, um dos dois publicados pela Levoir. Entretanto, para além da continuação (já editada também em Portugal), saiu, em inglês e em TPB, o igualmente bom Sherlock Frankenstein and the Legion of Evil, que explora, dentro do universo criado por Lemire, alguns dos adversários dos heróis da série. Aguardem que saia igualmente em terras lusas. 

Hellboy Omnibus vol. 1 a 4 de Mike Mignola, Duncan Fegredo e outros - Dark Horse


Agora que o novo filme da personagem criada por Mike Mignola está mesmo a chegar (11 de Abril), esta é uma altura mais que apropriada para ler ou reler a epopeia completa de Hellboy, que a editora Dark Horse re-editou nestes maravilhosos Omnibuses - mais dois com as short stories completas e que, a seu tempo, leremos. Tinha lido alguns dos primeiros volumes, mas ainda não tinha mergulhado na leitura completa da saga. De fio a pavio. Do princípio ao fim. Só assim, como num romance de Tolstoy ou numa peça de teatro de Ésquilo, poderemos concluir da virtude, ou falta dela, da intenção artística do autor - esta frase, depois de lida uma segunda vez, é mesmo pedante, minhanossasenhora. Mas avante... traduzindo para miúdos: gostei ou não de ler o Hellboy?

David Rubín - Beowulf, Hero e Sherlock Frankenstein


Nos últimos tempos, o nosso vizinho da Galiza, David Rubín, tem demonstrado uma certa e determinada ubiquidade  - ou então foram os nossos olhos que abriram-se para ele. Os seus desenhos têm estado presentes em obras em nome próprio publicadas deste e do outro lado do Atlântico, em colaborações com colegas de Espanha e em parceria com autores a trabalhar para os EUA. O seu estilo cartoonesco, dinâmico e cheio de velocidade narrativa é atraente, divertido e capaz de contar a história de forma fluída. É impossível não admirar a síntese da sua composição narrativa, misturada com cor e explosão de movimento. É uma forma comum a muitos artistas que fizeram a transição da animação para a Banda Desenhada e que prova que esta última é, antes de mais nada, não uma sequência de desenhos bonitos mas antes uma arte onde deve ser privilegiada o contar da história. A habilidade do artista em "partir a história" em quadradinhos pode ensinar-se - como tudo -,  mas existem aqueles que o fazem melhor que outros. David Rubín é um deles.

Rapidinhas de BD - Black Hammer vol. 1; Empowered vol. 10; A Última Nota

Black Hammer vol. 1: Secret Origins de Jeff Lemire e Dave Stewart (Dark Horse)

Jeff Lemire é conhecido pelo ecletismo das suas escolhas para histórias na BD. Pode fazer incursões em super-heróis, como o seu maravilhoso, menosprezado e esquecido Superboy, ou entrar por territórios mais pessoais e independentes, como nos deliciosos Sweet Tooth ou The Nobody. Black Hammer situa-se a meio destes dois, uma viagem às recordações doces deste autor enquanto lia as aventuras dos homens de collants, mas também uma perspectiva idiossincrática que evoca visões mais sérias. Tudo se passa anos após uma batalha apocalíptica de super-heróis arquetípicos contra uma Deus do Mal. Depois dessa batalha o grupo é misteriosamente exilado para um mundo paralelo, e afastados das lides de defesa da justiça. Os vários membros da equipa adaptam-se o melhor que podem, uns bem e outros menos bem. É nesse equilíbrio da adaptação que Lemire explora as várias vidas das personagens. Não só elas são adaptações assumidas de arquétipos conhecidos (Super-Homem; Shazam; Monstro do Pântano; etc.), como as suas histórias funcionam como reflexões de enredos dessas mesmas personagens. O escritor consegue um perfeito equilíbrio entre o elogio/pastiche/cópia, a homenagem e a inovação, conseguindo dar algo de novo e algo de velho ao mesmo tempo. Esperemos que o segundo volume permaneça neste nível de qualidade.

Empowered vol. 10 de Adam Warren (Dark Horse)

Para quem lê este blog não será segredo que a BD Empowered de Adam Warren tem em mim um assumido fã. Já escrevi algo sobre ela (leiam aqui) e um dos artigos mais lidos da história do Acho que Acho foi (curiosamente) O Sexo na BD. Este volume 10 é mais do mesmo mas o mesmo é mesmo bom. A nossa heroína continua com problemas de auto-confiança, ainda que um dos enredos desta nova história tenha a ver com (spoiler) o ingresso numa equipa análoga à Liga da Justiça/Vingadores deste universo. Continua a tendência softcore, bondage e "all around titilating" que são as aventuras da voluptuosa e sensual personagem, toda ela um comentário à hipersexualização das mulheres na BD, mas assumindo (ironicamente ou não) esse comentário, devolvendo-nos uma exploração excitante que agarra o leitor. Outra das marcas de Warren são os diálogos entretidos, naturais e que oscilam entre uma oralidade assumida e uma verborreia intelectual e aliterativa cativante (até eu já me entrei pela hiper-adjectivação das frases). Empowered é uma mistura deliciosa entre guilty-pleasure e uma análise intelectual da BD. Não sei o que é na realidade, mas sei que adoro. 

A Última Nota de André Mateus e Filipe Duarte (Escorpião Azul)

A editora Escorpião Azul tem explorado a edição de autores portugueses desconhecidos. O ano passado deram-nos uma aventura deliciosa no Caderno da Tangerina de Rita Alfaiate, com um equilíbrio bastante interessante entre história e desenho. Recentemente, fui nova e agradavelmente surpreendido com este A Última Nota, uma exploração curiosa do mundo da música e de como nascem as lendas neste meio. A história acompanha dois amigos de infância, a aventura que têm com uma amada em comum e, anos depois, as consequências desse amor. Um deles transformou-se num ícone pop internacional, mas que procura a legitimação artística sonhada pelos músicos. Nesse demanda, irá reencontrar o amigo e reacender velhas memórias. A obra apresenta um enredo bastante interessante e entretido, com algumas reviravoltas que cativam o leitor. O desenho, apesar de conseguir algum breakdown da história fluído, apresenta falhas de técnica, sendo o elo fraco desta BD. Ainda assim, porque faço parte da escola história primeiro/imagem depois, A Última Nota revelou-se uma surpresa e uma delícia. 

O que vou lendo! - Two Brothers de Gabriel Bá e Fábio Moon

A capa da versão americana desta BD aponta para uma dicotomia, para a oposição entre o preto e o branco, pedra de toque de tantas narrativas na História.  A atração que nós leitores temos por esta oposição é primal e simplista. Chega a ser reconfortante. De que um dos lados é verdadeiramente branco e outro é verdadeiramente negro. Como se se quisesse reduzir o Real a esse confronto fácil de entender. Ainda que título e capa tentem aludir a esta simplicidade nada poderia estar mais longe da verdade no que respeita ao conteúdo da obra destes dois autores, irmãos e brasileiros (a ironia, intencional ou não, não passa despercebida).

Dois irmãos gémeos, Imar e Yaqub, são de uma família originária do Líbano, Síria. Apesar das parecenças físicas, não poderiam ser mais diferentes. Essas diferenças são intensificadas quando um deles é obrigado, durante 10 anos, a viver na terra natal dos pais. O regresso do filho ausente irá despoletar um conjunto de eventos que influenciarão a vida de um pai apaixonado pela vida, de uma mãe controladora, e de um sem número de outros membros familiares que gravitam à volta do muro de ódio que se ergueu entre os dois irmãos. Apesar da dicotomia permanecer como linha condutora da narrativa, esta não é tecida de forma simplista. Antes estamos montamos no pêndulo das emoções que oscilam entre apoiarmos um ou outro irmão. Uma busca de porto seguro que, contudo, nunca chega. Isto porque Bá e Moon afastam-se do óbvio e nunca se esforçam por tomar o partido de um dos dois protagonistas. Os autores funcionam como contadores de história, narradores sem pretensões de juízos de valor e de moralidade. As acções das personagens falam por si mesmas.

A narrativa constrói-se, devagar, no decorrer dos anos, valendo-se de analepses e prolepses para solidificar a interpretação que o leitor pode retirar da vida e história destes dois irmãos. Em termos de desenho,  socorrem-se de mistura de traço cartoonesco com o chiaroscuro ao estilo cinema noir, intensificando a luz dura e forte da Amazónia, onde a acção se passa, mas, acima de tudo, construindo um ambiente trágico. 

Ultimamente, por coincidência, tenho tido algum contacto com exemplos da BD brasileira contemporânea. Os irmãos Bá e Moon não são novidade para mim (Daytripper, Casanova) mas mais um exemplo da saúde apreciável na 9.ª Arte neste país. Sem dúvida, uma das melhores obras que tive o prazer de ler neste ano que ainda agora começou.

O que vou lendo! - Empowered vol. 9 de Adam Warren

Não é com vergonha que admito que um dos artigos mais lidos deste Blog é um que, de forma desenvergonhada e mercantilista, intitulei de Sexo na BD (vá lá, leiam-no para engrossar ainda mais as estatísticas). Como podem atestar pela sua leitura, escolhi os trabalhos do eterno Manara e de Adam Warren para embelezar o conteúdo do dito post (inicialmente feito para o site da revista Maxim). Já lá vão uns anos desde que o escritor/desenhista começou o trabalho em Empowered e, passados nove volumes, esta continua a ser uma das obras mais sexy e divertidas do mercado estado-unidense de BD. O estilo do desenho é assumidamente Mangá mas a estrutura de página e de vinheta é ocidental, com uma escrita fortemente alicerçada na inventividade da verborreia (e ela é deliciosamente metralhada e regurgitada a 1000 km/h), na excentricidade da personalidade, no design dos muitos personagens e, uma vez mais, no ambiente assumidamente erótico e soft porn. Graças a deus!

Desde já faço um aviso à navegação: não tentem entrar em Empowered  por qualquer outro volume que não seja o primeiro, porque esta é uma história que desenvolve-se desde o início, de forma rocambolesca e intrincada. É verdade que o que mais me atrai para a leitura não é o enredo (que também é empolgante) mas antes o que descrevi no final do parágrafo anterior. Contudo, é justo avisar-vos desde já: tem de existir um forte investimento (monetário e de tempo) para ler Empowered.  É inacreditável que Warren continue, após nove volumes e alguns anos, sem revelar importantes mistérios que rodeiam a personagem principal, a perpetuadamente insegura Emp. Inacreditável porque eu não poderia importar-me menos com isso. Aliás, quero mais que continue ad infinitum e (não) ad nauseum a "fazer render o peixe", a "encanar a perna à rã", porque o que interessa são os hilariantes personagens e o paleio nonstop (sim, sei que já o disse). Este volume foca-se especialmente na heroína e no enredo mais recorrente de Empowered: a perpétua "habilidade" em ser capturada e amarrada por vilões; a pretensa inépcia em ser uma super-heroína capaz. Warren inventa um "super-poder" verdadeiramente impressionante para Emp, continuando a lenta caminhada da jovem rapariga que a levará, certamente, ao cume da vitória. Nesta história é a caminhada que interessa e não o fim (previsível?). Nesta história, Empowered poderá ter mais do que um significado: o nome da heroína, certo, mas, acima de tudo, a busca de força para dar mais importância ao que se sabe de si mesmo e menos ao que os outros pensam de nós. Uma espécie de "empoderamento". Ser, ao mesmo tempo, uma BD sexy é apenas um bónus. 

Rapidinhas de BD – Empowered vol. 8; Powers Bureau vol. 1

Empowered vol. 8 de Adam Warren


Já aqui falei desta BD em mais do que uma ocasião. Inclusive, foi também tema de um muito popular artigo sobre o sexo na BD (mas porque raios é este o artigo mais lido do meu Blog?). Todos os elogios que dedico ao trabalho do escritor/desenhista Adam Warren com a sua Emp (a protagonista) são pequenos. Não se trata de uma BD que estimula (ui… a escolha das palavras) a mente, mas entretém para lá do necessário. Cada volume é forte no enredo e nos impressionantes desenhos, estes uma mistura de mangá e comics.

Já que dedico tantas palavras a Empowered achei que desta vez deveria tecer dedicados elogios aos diálogos, um dos fortes desta obra. Cada personagem é obviamente apetrechado com a sua própria voz, mas é na cadência dos termos, na sua escolha, no fraseamento, que reside a genialidade do trabalho de Warren, um pleno planeador de pungentes partilhas de personalidade pela palavra - sim, a aliteração é bastante usada, de forma bastante humorística (veja-se o delicioso e verboso deus cósmico aprisionado num cinto pousado na mesa de café da nossa heroína). Todos os personagens falam muito e de forma musical, sublinhada, viva, ainda que uma forma mais dramática da vida. Eles gritam, eles excitam-se (em muitos sentidos da palavra), eles discutem. Adam Warren perde muitas páginas a deliciar-se com a construção da sua peça de teatro pós-moderna e em forma de narrativa gráfica. Tudo servido junto com corpos e situações muito sexy.

A história deste volume encerra uma viagem ao inferno em nome do amor o que, bem vistas as coisas, parece não ter muito a ver com o quadro humorístico e sexual que pintei.

Powers Bureau vol. 1 de Brian Michael Bendis e Michael Oeming



Hoje decidi dedicar-me aos mestres do diálogo na BD e Brian Michael Bendis é, sem dúvida, um dos grandes. Desde que ficou “mundialmente” conhecido pelo trabalho que fez nos Vingadores dos meados da primeira década do século XXI, fase que durou sete anos, que este escritor tem sido chamado pela Marvel para uma variedade de projetos. Além dos Vingadores já colocou os dedos no Demolidor (numa run apenas inferior à do lendário Frank Miller, o criador de 300 e Sin City), na Mulher-Aranha, nos X-Men, nos Guardiões da Galáxia, no Ultimate Homem-Aranha, etc. Possui uma peculiar forma de tratar a estrutura da história, focando-se mais na personalidade e diálogos dos personagens e muito menos no enredo. Foi, desde cedo, considerado um dos mestres da descompressão narrativa (Bendis demora várias páginas para contar o que outros, por vezes, contavam em apenas um quadradinho). Ler uma história de Bendis é como assistir a um filme de Tarantino.

Contudo, este autor distinguiu-se primeiro no trabalho autoral independente, com obras como Torso e este Powers, originalmente da editora Image. Powers mistura super-heróis com literatura noir, centrando-se nas desventuras de dois polícias que tem como especial incumbência a investigação de crimes relacionados com a comunidade super-heroística. Sempre com o desenhista Oeming, Bendis constrói um mundo negro, onde os heróis estão longe de ser luzes de bondade e salvação.


Este primeiro volume de Bureau transfere o cenário da pequena escala de uma única cidade para o palco nacional e internacional. Os dois protagonistas são agora agentes federais do FBI incumbidos de monitorar as atividades dos super-seres a uma escala mais condizente com o que associamos a estas criaturas mega-poderosas. A parelha de autores continua em cima de forma e fica apenas o dissabor de, devido aos muitos projetos que o escritor tem, esta série não sair com mais regularidade.


O que vou lendo!


American Vampire de Scott Snyder e Stephen King (argumento e co-criação)– 4.º Volume

Esta série da Vertigo, imprint pertencente à DC Comics, foi co-criada por um dos grandes da literatura de Terror, Stephen King, juntamente com um dos mais prolíficos argumentistas do actual cenário da BD americana, Scott Snyder. O quadro da produção fica completo com os desenhos de Rafael Albuquerque ainda que, neste 4.º volume, receba ajuda do lendário desenhista catalão, Jordi Bernet, e de Roger Cruz.
O nome da série não foi escolhido por acaso. Relata a história de um novo tipo de vampiro (não, não brilham como diamantes à luz do Sol, nem são bonzinhos e fofinhos), personificada em Skinner Sweets e na sua descendência, Pearl Jones. Estas duas criaturas fazem parte de uma nova espécie dos famosos sugadores de sangue, capazes de sobreviver à luz do Sol e apenas vulneráveis a ouro. A metáfora parece óbvia, já que se tratam de vampiros nascidos e criados em solo americano, mas Scott Snyder, que assumiu o lugar de exclusivo argumentista na série, vai nos trazendo episódio atrás de episódio com estes dois personagens em momentos chave da variada história norte-americana, não sendo este 4.º volume, obviamente, excepção.
Desta feita, na primeira história desenhada por Jordi Benet, somos transportados para a infância e adolescência de Skinner Sweets na América do século XIX, num momento de guerra entre os invasores descendentes de europeus (vulgo actuais americanos) e os nativos do continente. Na segunda história, com Rafael Albuquerque, Snyder transporta-nos para as vidas rápidas dos jovens da década de 50 que, contudo, são aqui muito mais que uma simples tarde passada num Diner a beber batidos de morango e a ouvir música Yeah-Yeah. A última história é, provavelmente, a melhor das três, relatando um episódio na vida de um terceiro membro desta nova espécie de Vampiros, este afro-americano, enquanto lida com alguns dos clichés associados aos estados do Sul e reflecte sobre a capacidade de mudança, sua e de todos à volta.

Berserk de Kentaro Miura (argumento e desenho) – volumes 19, 20 e 21

É mera coincidência que as duas séries que hoje vos trago são ambas de terror. Ainda que sejam bichos muito diferentes.
Berserk é um Mangá (BD japonesa) e inclui-se ainda no estilo Espada e Magia/Medieval/Alta Fantasia actualmente tão em voga com o sucesso de O Senhor do Anéis e Guerra dos Tronos. Quando comparado com estes, contudo, podem ter a certeza tratar-se de um bicho mesmo muito diferente.
Não há nada de meigo e idílico no universo de Berserk, antes está repleto de terrores primordiais, sexo com monstros mucosos saídos dos mais profundos dos infernos e anti-heróis ultraviolentos. O personagem principal desta série é Guts, um guerreiro solitário que brande uma espada descomunal, impulsionado por uma intensa fúria dirigida aos seres demoníacos que lhe arruinaram a vida e a de seus companheiros de batalha.
A série, até o momento em que a li, dividiu-se em três grandes arcos narrativos: um relatando a luta de Guts contra vários servos dos tenebrosos demónios que ameaçam regressar o Inferno á terra; uma segunda que narra o seu passado e de como acabou neste caminho da vingança; uma terceira, na qual me encontro, em que tenta resgatar a amada das mãos de um destino infinitamente pior que a morte.
Berserk não é, de maneira nenhuma, para crianças, adolescentes e mesmo para alguns adultos, já que a sua imagética é fortíssima no grafismo da violência, da sexualização e do terror infligido nos vários personagens. Mas o enredo é viciante, tratando da luta de um solitário herói contra as forças negras dos infernos, à semelhança de um Frodo e de um Sauron.