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Black Hammer de Jeff lemire - Dark Horse


A editora portuguesa Levoir iniciou, recentemente, a publicação da série de BD Black Hammer, do autor Jeff Lemire, cuja premissa é a exploração de conceitos e arquétipos dos super-heróis, sempre com uma visão que mistura modernismo com muita da abordagem clássica destas mitologias. A série, cujas raízes são alicerçadas na pura BD, constitui um sucesso de crítica e de vendas. Já aqui focamos o primeiro volume, Black Hammer: Secret Origins, um dos dois publicados pela Levoir. Entretanto, para além da continuação (já editada também em Portugal), saiu, em inglês e em TPB, o igualmente bom Sherlock Frankenstein and the Legion of Evil, que explora, dentro do universo criado por Lemire, alguns dos adversários dos heróis da série. Aguardem que saia igualmente em terras lusas. 

Sabrina de Nick Dranso - Porto Editora

Num mundo de quase 7,5 mil milhões de pessoas não seria de esperar que estivéssemos a afastar-nos cada mais uns dos outros. Num mundo da Internet, do Facebook, do Instagram, do Whatsapp, de uma cada vez mais rápida comunicação, não seria de esperar que passássemos cada vez mais tempo sozinhos. Podemos contactar à velocidade da luz com um amigo que está do outro lado do oceano e temos tanta dificuldade em encontrar aquele que está a 15 minutos a pé. Nunca um ser humano teve tanto acesso a tanta informação e, ainda assim, há cada vez mais espaço para a desinformação. Alan Moore, o renomado autor de BD, disse que vivemos numa "cultura de vapor", onde  a velocidade de produção de conhecimento e de informação afasta-nos, cada vez mais, do sólido, e torna efémeras, vaporosas, a atenção e a dedicação. A brilhante e relevante BD de Nick Dranso, Sabrina, é uma reflexão pesada e compassada deste século, deste ano e, provavelmente, de todos os próximos.

Dylan Dog, O Velho que Lê e Até que a Morte Vos Separe - G.Floy


Dylan Dog é uma personagem da editora italiana de BD, a Bonneli, criado em 1986 pelo escritor Tiziano Sclavi. É um dos grandes fenómenos da 9.ª Arte, principalmente na sua terra natal, mas não só. É amado pelos mais diferentes cantos da sociedade, e até intelectuais da craveira de Umberto Eco defendem-no de forma acirrada. Não é isso que faz a série ser melhor ou pior, mas é uma boa forma de começar um post sobre qualquer obra de BD - apelando ao desejo de aceitação por parte dos fãs da Arte Suprema (estão a ver como também o faço?). 

Uma BD aqui, outra BD ali, 31 - Liga da Justiça

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei.  Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Este post foi possível graças ao trabalho da Lost World Comics
(cliquem no nome para irem à página de FB deles e façam as vossas encomendas)

JLA Incarnations números 1 a 7 (2001) de John Ostrander e Val Semeiks (DC Comics)

O Uma BD Aqui, Outra BD ali de hoje é um pouco diferente. Hoje decidi não fazer incursões por BDs recentes, mas antes viajar ao passado (2001-02) e falar-vos de uma mini-série que há anos andava a querer ler. Este JLA Incarnations fez parte de um período áureo do historial da Liga, quando era escrita, no título principal, pelo escocês Grant Morrison. De modo a capitalizar desse sucesso, iam saindo vários títulos paralelos, mini-séries, maxi-séries, one-shots, etc, tudo o que desse para esmifrar a carteira de fãs incautos (sim, eu sou um deles).  No meio dessa barragem de títulos, vários tinham uma qualidade bastante aceitável - recordo-me do DC 2000, por exemplo, um crossover entre a Liga e a Sociedade da Justiça. Este que aqui vos trago tinha-se-me escapado (ou a carteira esmifrado), mas graças aos fabulosos préstimos da loja Lost World Comics, e à sua capacidade de encontrar números antigos dos EUA, pude finalmente o ler. E que delícia de leitura foi esta.

Uma BD aqui, outra BD ali, 30 - Doomsday Clock

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei.  Não são nem melhor nem pior que outras coisas.


Doomsday Clock número 9 de Geoff Johns e Gary Frank (DC Comics)

A série que é a continuação dos Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons vai entrar no seu último quarto. Faltam agora três números para o final, e Geoff Johns e Gary Frank começam a resolver os mistérios que têm assolado não só esta série como também o universo de super-heróis da DC desde 2016 (ou 2011, se quisermos ser verdadeiros). É uma tarefa difícil, já que os autores construíram uma gigantesca expectativa e uma malha narrativa complexa. É uma tarefa difícil também para mim, porque fazer uma análise sem spoilers é particularmente complicado. Como não o posso assegurar, aqui fica o aviso: haverá spoilers. Eu não quero lucrar cliques no meu blog à conta do trabalho de outrem. Por isso, façam um favor a vocês mesmos e vão ler o Doomsday Clock nove. Eu espero.

Hellboy Omnibus vol. 1 a 4 de Mike Mignola, Duncan Fegredo e outros - Dark Horse


Agora que o novo filme da personagem criada por Mike Mignola está mesmo a chegar (11 de Abril), esta é uma altura mais que apropriada para ler ou reler a epopeia completa de Hellboy, que a editora Dark Horse re-editou nestes maravilhosos Omnibuses - mais dois com as short stories completas e que, a seu tempo, leremos. Tinha lido alguns dos primeiros volumes, mas ainda não tinha mergulhado na leitura completa da saga. De fio a pavio. Do princípio ao fim. Só assim, como num romance de Tolstoy ou numa peça de teatro de Ésquilo, poderemos concluir da virtude, ou falta dela, da intenção artística do autor - esta frase, depois de lida uma segunda vez, é mesmo pedante, minhanossasenhora. Mas avante... traduzindo para miúdos: gostei ou não de ler o Hellboy?

La Mort Vivante de Olivier Vatine e Alberto Varanda - Comix Buro

Steve Jobs disse que a Morte era a maior invenção da Vida. A incapacidade dos seres vivos de serem imortais possibilita a renovação e a evolução. A permanência é inimiga da melhoria. Por mais que custe, esta é uma realidade. Contudo, ela choca com o obcecado ego humano, que insiste em encontrar soluções para durar a sua existência deste lado do véu. Um dos mais antigos sonhos da Humanidade é a imortalidade, alicerçado na ideia de que seremos melhores. Essa imortalidade implica a conquista da Morte, do ficar mais um dia, mais um mês, mais uma eternidade. É uma luta contra a nossa percebida brevidade. Esta obsessão leva-nos a prodígios tecnológicos, científicos e médicos que prolongam a média de idade, evitam doenças e multiplicam o nosso número pela face da Terra. A BD, inédita em Portugal, La Mort Vivante de Olivier Vatine e Alberto Varanda  é, também, sobre isto tudo.

Uzumaki de Junji Ito - Viz

O terror é um dos géneros que, ao contrário do senso comum, mais variações assume. Nem todo ele é gore. Nem todo ele é psicológico. Pode surgir de um elemento do dia-a-dia ou da grandiosidade solitária e silenciosa do espaço sideral.