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5.º volume da Colecção Mulher-Maravilha Levoir/Público: Deuses de Gotham de Phil Jimenez

Tudo o que é bom acaba. A colecção que marcou o ano para o Acho que Acho chega hoje ao último volume. A nossa Diana deixa-nos, desta vez pela imaginação de um dos seus maiores admiradores e um dos maiores artistas que trabalharam as suas histórias: Phil Jimenez. 

E, mais uma vez (e perdoem-me por estar a ser chato e repetitivo) fui convidado a escrever umas palavras para a introdução.

Novamente, quero agradecer à Levoir e José Hartvig de Freitas pela honra e previlégio que me deram por participar e escrever para esta colecção. Um bem hajam!



Chegou ao fim de mais uma colecção DC COMICS da Levoir e do jornal Público. Neste último volume, o quinto da colecção, Mulher-Maravilha: Deuses de Gotham, escrita por Phil Jimenez e J. M. DeMatteis, e ilustrada pelo próprio Jimenez e Andy Lanning pode ser apreciada uma das melhores histórias deste grupo criativo.

Este volume inclui as 3 ilustrações vencedoras do Concurso Mulher-Maravilha, cujos autores são:
- Filipe Dias

-Joel Sousa

-Nuno Rodrigues


Os mais terríveis deuses gregos regressam ao mundo, os deuses da discórdia, medo e terror, e combinam a sua essência com a dos piores supervilões de Gotham City, Joker, Espantalho e Hera Venenosa. Batman irá nesta história necessitar de toda a ajuda da Mulher-Maravilha para os derrotar, mas quando os deuses também conseguem possuir Batman, a Princesa Amazona descobre que mesmo a ajuda de outros protectores de Gotham, como o Asa Nocturna e o Robin, bem como da sua própria protegida, Donna Troy, a Wonder Girl, podem não ser suficientes para acabar com o reinado maligno dos deuses do submundo. 

Sabias que:
O conhecido logotipo da Mulher-Maravilha, com o duplo WW, foi criado em 1982 pelo famoso designer Milton Glaser, criador do icónico I ❤ NY. Não foi essa a única colaboração de Glaser com a DC, pois o designer foi também responsável pelo mais duradouro logotipo da DC Comics, conhecido.





Colecção Mulher-Maravilha Levoir/Público - 4.º volume: Homens e Deuses de George Pérez, Len Wein e Greg Potter



Existem momentos que valem a pena recordar e permanecer para sempre na memória. Um desses momentos foi aquele em que li, pela primeira vez, a Mulher-Maravilha de George Pérez - numa das saudosas revistinhas da Editora Abril. Foi a partir daí que o meu amor pela personagem começou, já lá vão 30 anos. Por isso, Diana continua a ser a minha favorita da BD.

Foi, portanto, com orgulho, honra e um outro indefinível e grande sentimento, que fui convidado para participar na colecção da Levoir/Público da Diana e a data de hoje é muito especial. 

Houve alguma falta de juízo a quem disse para eu escrever a introdução do volume que sai hoje, o dedicado a essas histórias e a esse autor que tanto marcaram o meu percurso na BD - e na vida, não o vou diminuir. Desculpam a falta de modéstia, mas este é um momento particularmente especial.

Contudo, o que interessa mesmo é vocês também se apaixonarem pela Diana de George Pérez. Espero que o consigam mas, se não conseguirem, não se apoquentem: tudo a seu tempo.

E agora o press-release da Levoir.

O volume de Mulher-Maravilha: Homens e Deuses é o terceiro da colecção e sai em banca a 15 de Junho, por mais 11,90€ com o jornal Público e na FNAC.


Na mítica ilha de Temiscira, uma orgulhosa e feroz raça guerreira de amazonas criou uma filha de beleza, graça e força inauditas – a princesa Diana, também conhecida como Mulher-Maravilha. Quando um piloto de caça do Exército, Steve Trevor, pára na ilha, a rebelde e obstinada Diana desafia a lei das amazonas ao acompanhar Trevor de volta à civilização. Enquanto isso, Ares (o deus da guerra) escapou de sua prisão nas mãos das Amazonas e decidiu exigir a sua vingança: uma guerra mundial que não só durará séculos como acabará com todos os seres vivos do planeta! Cabe à Princesa Diana salvar seu povo e o mundo, usando os seus poderes para provar que merece o nome de Mulher-Maravilha. O início da épica e incontornável remodelação da Mulher-Maravilha, levada a cabo por George Pérez na sequência das alterações no Universo DC provocadas pela saga Crise nas Terras Infinitas.





Mulher-Maravilha de Lauren Montgomery: Edição Comemorativa

Pode encontrar-se nas lojas em Portugal este DVD, uma re-edição comemorativa da animação produzida em 2009 pela DC e protagonizada por Diana, Princesa de Themyscira, a Mulher-Maravilha. Obviamente que o propósito é capitalizar no filme live-action que passa nas salas do cinema, e constitui uma diferente interpretação do mito que, em termos filosóficos, permanece fiel aos princípios inerentes do mundo de Diana.

O filme segue o enredo criado por William Moulton Marston, o criador da Mulher-Maravilha, mas com algumas modificações para melhor alicerçá-lo na narrativa de um filme animado de uma hora e um quarto e também no mundo moderno. As Amazonas são vistas como guerreiras eficientes que lutaram, na Antiguidade Clássica, para libertarem-se do jugo e escravidão a que estiveram impostas pelo Deus da Guerra, Ares. É ele o antagonista desta narrativa, servindo como motor e propósito das Amazonas e de Diana. Surge ainda Steve Trevor, o homem que despenha-se na Ilha de Themyscira (o lar das Amazonas) e é ele que enceta o desejo, junto com Ares, de Diana abandonar o seu lar. 

Este filme não é para crianças, ainda que esteja marcado para Maiores de 6 Anos e vendido na secção infantil de DVD's (da FNAC, por exemplo). Os temas, a violência e modo de contar a história, são menos infantis do que se poderia esperar e, assumidamente, não é aconselhável a crianças impressionáveis (estamos muito longe de Frozen e de produtos do género). Ainda assim, é um filme que pode (e deve) ser apreciado pela maior parte da família, com momentos que oscilam entre a acção e o humor e com uma mensagem feminista sublinhada (tão importante ao mito da Diana). A história apresenta algumas falhas e a interpretação de Diana não é a minha favorita, mas esta possui peso o suficiente para suportar a narrativa. Esta versão da Mulher-Maravilha não tem a ver com os olhos inocentes com que Patty Jenkins e Gal Gadot a desenharam no filme live-action (e inspirado em George Pérez, o escritor/desenhador que reformulou a personagem em 1987).

Uma das forças deste DVD são os extras. Poderemos ver uma elucidativa biografia do seu criador (que, ainda assim, escapa-se a abordar temas mais lascivos), vários criadores a falar (alguns, de forma muito emotiva) sobre o que faz esta personagem respirar e ser o ícone que é, entre outros momentos que ilustram de forma clara o significado de Diana no contexto da Banda Desenhada, da História e da sua relevância enquanto símbolo.

Um DVD para perceber quem é a Mulher-Maravilha enquanto mito e enquanto personagem de ficção.

Colecção Mulher-Maravilha Levoir/Público - 3.º volume: Hiketeia de Greg Rucka e J. G. Jones


Sai hoje, dia 8 de Junho, o terceiro volume da colecção da Levoir/Público dedicada ao maior personagem da BD: Diana, Princesa de Themyscira, filha de Hipólita, a Mulher-Maravilha. Este reproduz a primeira história que Greg Rucka, confesso apaixonado pela personagem, fez para Diana, auxiliado pelos desenhos de J. G. Jones.

Este volume, tem, para o Acho que Acho, outro motivo de orgulho. Ajudamos a fazer a cronologia da personagem que foi incluída num caderno inédito nestas colecções. Houve quem achasse que a Diana merecia e ficamos felizes por contribuir.

Para além disso (e muito mais importante), João Miguel Lameiras do Blog Por Um Punhado de Imagens, faz uma deliciosa introdução ao livro

Sinopse
A Mulher-Maravilha aceita tomar sob sua protecção uma jovem humana, Danielle Wellys, de acordo com a Hiketeia, um antigo ritual consagrado pelos deuses, e terá de a proteger contra todos os que a perseguem, mesmo contra o Batman, que a quer prender por assassinato e, como sempre, não está disposto a deixar escapar a sua presa, mesmo que isso implique defrontar a sua amiga e companheira da Liga da Justiça.

Toca a comprar!

Wonder Woman de Patty Jenkins (Mulher-Maravilha)


(não contém spoilers)

Já o disse várias vezes neste blog mas, porque acredito que muitos não querem saber da opinião de alguém perdido nas teias da net, volto a dizê-lo: Diana, princesa de Themyscira, a Mulher-Maravilha, é a minha personagem favorita de Banda Desenhada e (lá está o exagero) da Literatura. Se, por um lado, conheço-a relativamente bem, por outro sou bastante tendencioso. Se isto não vos faz confusão, por favor continuem.

Dizer que esperava por este filme há algum tempo é um eufemismo. Será desde há 30 anos, desde que li, pela primeira vez, o trabalho do escritor/desenhista George Pérez (que em breve poderão ler em português na colecção da Mulher-Maravilha da Levoir, que sai junto com o jornal Público às quintas)? Será desde que soube da escolha de Gal Gadot para o papel de Diana? Será desde por volta de 1980, quando li Super-Homem vs Mulher-Maravilha de Gerry Conway e José Luis Garcia-Lopez? Não interessa. Esperava com ansiedade.

Gadot já se tinha estreado na pele de Diana, mas é a primeira vez que protagoniza um filme, aliás também o primeiro exclusivamente dedicado à Mulher-Maravilha (76 anos depois da personagem ter sido criada). Antes tinha-mo-la visto no excelente (mas muito criticado) Batman v Superman e fora um dos seus maiores atractivos. O tempo de ecrã era pouco, as falas ainda menos mas o entusiasmo gerado (para fãs e, acredito, não só) tinha sido grande. Um ano depois, aparece este que, cronologicamente, ocorre muito antes de BvS. Aliás, uma das maiores "mudanças" (já explico as aspas) em relação às histórias da BD é que, no Cinema, Diana chega ao Mundo Patriarcal (nome pelo qual o seu povo, as Amazonas, nos conhece)  durante a Primeira Guerra Mundial (na BD varia mas, originalmente, era na 2.ª Grande Guerra). A razão, contudo, é maravilhosa (perdoem-me o trocadilho).

Qual o veredicto? Será que está perto da perfeição? Sim, está quase (a vontade que tenho é de escrever que é perfeito mas vocês não vão acreditar em mim).

Diana, neste filme e tal como contado pelo seu criador, William Moulton Marston, nasceu numa ilha chamada Themyscira (só depois do trabalho de Pérez adquiriu este nome), habitada pelas Amazonas da mitologia grega. Esta ilha encontra-se isolada do mundo e a Princesa vive uma vida de treino guerreiro intensivo mas protegida. Um dia, um avião despenha-se nas costas da sua ilha natal e nele viaja um homem, Steve Trevor. Steve é soldado e o mundo encontra-se em guerra. Numa sequência de eventos (que não importa relatar para não estragar a surpresa) Diana acaba por viajar junto com Trevor para Londres e para a frente da batalha da Primeira Grande Guerra.

Gal Gadot é Diana. Zack Snyder deve ser felicitado (e quem o ajudou), já que uma escolha que poderia ser considerada estranha, porque falamos de uma relativa desconhecida, acaba por ser perfeita. A actriz israelita encarna todos os momentos emotivos e físicos necessários para fazer-nos crer na Diana, na sua missão, na sua inocência, na sua força e na sua filosofia. Esta Mulher-Maravilha (que nunca assume o epíteto no filme) é um fenómeno da natureza, um bastião de esperança num campo de desespero. Em palavras mais claras, ela é uma boa pessoa num mundo onde faltam boas pessoas. Pessoas sem maldade, sem ironias, sem cinismos, pessoas opostas aos derrubados pelas próprias derrotas e por injustiças. É esta a Diana que entra no mundo patriarcal e que irá conhecer o caminho da guerra.

Uma das outras forças do filme é a maturidade da relação entre Diana e Steve Trevor, uma raridade em filmes de super-heróis (principalmente os da Marvel/Disney). Não só a dinâmica e sintonia emocional entre os dois actores é forte, como a troca de diálogos entre ambos é cativante. Chris Pine encarna um perfeito contraponto ao idealismo contagiante de Diana, sublinhado-o e fornecendo um necessário apego à realidade.

Themyscira é um paraíso onde queremos viver e as Amazonas guerreiras que queremos que estejam ao nosso lado. A Grande Guerra é vista em alguma da sua tenebrosa magnitude mas Diana funciona como um analgésico à mesma, sem desmerecer os sacrifícios e as atrocidades. Os vilões são, como já é apanágio na DC, uma das forças do filme ao invés de um detrimento. Gostaria de tecer mais considerações em relação a eles (e mesmo um reparo ou outro) mas terei de me conter para não vos estragar o prazer de os ver. Poderia ainda falar das várias modificações à mitologia da personagem, mas não vale a pena. Poderei, contudo, dizer que escolher a Primeira Grande Guerra como o momento em que Diana aparece no nosso mundo é perfeito e uma jogada que, em termos de História e história, faz todo o sentido. Esta mudança ao cânone não é descabida. É aplaudida.

Poderia continuar mas já vou longo no discurso. Foram anos à espera deste filme. Anos à espera de ver a Diana no grande ecrã. Valeu a espera mas, ao mesmo tempo, partilho da opinião de Hipólita, mãe da Mulher-Maravilha: vivemos num mundo que não a merece. Obrigado Patty Jenkins, Gal Gadot, Chris Pine e DC Comics. Obrigado William Moulton Marston, George Pérez, Phil Jimenez, Greg Rucka, Brian Azzarello. Obrigado por nos darem uma personagem luminosa. Vamos fazer por merecê-la.

Colecção Mulher-Maravilha Levoir/Público - 2.º volume: Um por Todos de Christopher Moeller


O volume de Mulher-Maravilha: Um Por todos é o segundo da colecção e vai para a banca a 1 de Junho no mesmo dia que o filme é estreado, por mais 11,90€ com o jornal Público e na FNAC.

Esta é uma história sensacional onde Diana de Temiscira mostra a importância que os amigos têm na sua vida e também o seu forte carácter.

Através do oráculo das amazonas, Diana fica a saber de uma profecia a respeito do despertar de um antigo e maléfico dragão, que atingirá os seus amigos da Liga da Justiça e que quem o derrotar morrerá no processo. Decidida a não perder nenhum dos seus amigos a Mulher-Maravilha tem de os impedir de confrontar esse inimigo tendo para isso de os colocar fora de acção um por um, pois só assim poderá enfrentar o dragão sozinha.

O argumento e os desenhos são de Christopher Moeller, que começou a sua carreira na Innovation Comics e ganhou nome na Dark Horse ilustrando capas da série Star Wars.

Sabia que: Embora só agora, em 2017, chegue ao grande ecrã, pelas mãos de Patty Jenkins, a Mulher-Maravilha esteve muito perto de ser adaptada ao cinema 10 anos antes, num filme escrito e dirigido por Joss Whedon, o criador da série televisiva Buffy de Vampire Killer que, frustrado este projecto, acabou por realizar o primeiro filme dos Vingadores, da Marvel.





Colecção Mulher-Maravilha Levoir/Público - 1.º volume: Terra Um de Grant Morrison e Yannick Paquette

Antes de passar ao press-release da Levoir, queríamos aqui no Acho que Acho dizer umas coisinhas.

Desde que a Editora Abril, em 1987 (sim, há 30 anos atrás), publicou a Mulher-Maravilha de George Pérez, que sou um fã incondicional da personagem - é a minha favorita da BD e, quem sabe, da Literatura (perdoem os excessos de paixão). O primeiro contacto, contudo, tinha acontecido algures no início da década de 80, no Super-Homem vs Mulher-Maravilha da EBAL, comprado e lido na Ericeira, publicado num formato grande, com escrita de Gerry Conway e desenho de José Luís Garcia-Lopez.

É, portanto, fabuloso, ver editadas, finalmente, em português do nosso Portugal, algumas das histórias mais relevantes da Princesa Diana de Temiscira (como é conhecida pelos fãs e, em breve, por vocês).

Mas esta colecção tem outro ponto que é, para este blog, motivo de honra. Houve quem achasse que achasse que teria alguma coisa de interessante a dizer sobre a personagem e, vai daí, convidou-me para escrever a intro desde volume (e não só). Escusado será dizer que (depois de saltar de alegria e essas coisas menos dignas) aceitei. 

Espero ter feito jus à personagem porque ela merece.

(já agora, podem clicar neste link para ler o que escrevi sobre este volume quando ele saiu no original).



A Levoir junto com o Público celebra os 75 Anos da Mulher-Maravilha com o lançamento de uma colecção, um concurso de ilustração e um passatempo para os seguidores de Facebook para assistir à antestreia do filme dedicado a esta heroína em colaboração com a Warner Bros. Portugal-NOS Audiovisuais.

"Mulher-Maravilha" é a nova colecção da Levoir em conjunto com o jornal Público que sai em banca a 25 de Maio. É uma edição de coleccionador composta por 5 volumes (livros em capa dura ) que incluirá prefácios e materiais extra, uma introdução à história da personagem e cronologia detalhada.

Por 11,90€, os leitores podem conhecer a história da Princesa Diana de Temiscira, a Mulher-Maravilha. Diana vive na Ilha Paraíso, com a sua mãe a rainha Hipólita. Durante milénios as amazonas habitantes da ilha contruíram uma próspera sociedade longe da maligna influência dos homens.  Mas a jovem Diana não está satisfeita com sua vida reclusa, sabe que há mais mundo para além da ilha e resolve explorá-lo mesmo que tenha de ir contra os desejos de sua mãe e esta não concorde com os seus planos.

Escrita por Grant Morrison e ilustrada por Yanick Paquette chega a mais provocativa das origens da Mulher-Maravilha – uma leitura sem igual que honra a rica história da personagem!

Os livros da colecção são:

Volume 1 - Mulher-Maravilha: Terra Um – Argumento Grant Morrison, desenhos Yanick Paquette
Volume 2 – Mulher-Maravilha: Um por Todos – Argumento e desenhos Christopher Moeler
Volume 3 - Mulher-Maravilha:  A Hiketeia – Argumento Greg Rucka, desenhos J. G. Jones
Volume 4 - Mulher-Maravilha: Homens e Deuses - Argumento Len Wein, desenhos George Pérez
Volume 5 – Deuses de Gotham - Argumento Phil Jiménez e J. M. De Matteis,  desenhos Phil Jiménez

O primeiro volume da colecção incluirá a oferta dum postal com a imagem oficial do filme da Mulher-Maravilha com a colaboração da "Warner Bros. Portugal e NOS Audiovisuais"

Sabias que: Durante dois meses a Mulher-Maravilha foi Embaixatriz das Nações Unidas?  E que o português Miguel Mendonça desenhou a Mulher-Maravilha durante a fase final da linha Novos 52 escrita por Meredith Finch?





Plano Editorial da Levoir 2017

No passado dia 10 de Março a Levoir apresentou no Festival de BD de Coimbra parte do seu plano editorial para 2017, vimos agora acrescentar algumas novidades ao mesmo que ainda não foram comunicadas.

MULHER-MARAVILHA

Teremos o lançamento de uma colecção de 5 volumes da Mulher-Maravilha, personagem que acaba de celebrar o seu 75.º aniversário. São cinco títulos inéditos em português de Portugal, edição de capa dura com a qualidade que nos é habitual, e que estará disponível no final de Maio.

Títulos:
Mulher-Maravilha: Homens e Deuses (George Pérez)
Mulher-Maravilha: Deuses de Gotham (Phil Jimenez)
Mulher-Maravilha: A Hiketeia (Greg Rucka e J.G.Jones)
Mulher-Maravilha: Terra Um (Grant Morrison e Yanick Paquette )
Mulher-Maravilha: Um por todos (Christopher Moeller)




A Levoir já editou dois títulos desta personagem: Quem é a Mulher-Maravilha na colecção de 2013 (George Pérez, Phil Jimenez, Allan Heinberg, Terry Dodson ) e Super-Homem & Mulher Maravilha, Par Perfeito (Charles Soule, Tony S. Daniel) mais recentemente em 2016.

NOVELAS GRÁFICAS

Ainda no primeiro semestre de 2017, teremos o lançamento de uma nova colecção de Novela gráfica, sendo que podemos anunciar 3 títulos do selo Vertigo:

- RONIN de Frank Miller
- Dark night true story de Paul Dini e ilustrações de Eduardo Risso, presente também nas nossas edições no Batman Noir e no Parque Chas.
- The books of Magic de Neil Gaiman, autor da nossa colecção SANDMAN.




A BD franco-belga marcará também presença na nova série, de entre os quais destacamos:

- Os Ignorantes de Étienne Davodeau; autor com extensa obra e galardoado com vários prémios entre os quais destacamos o Prémio do melhor argumento e o Prémio do Público do Festival de BD de Angoûleme em 2012.

- Polina do jovem autor francês Bastien Vivès que se tem vindo a afirmar em  França e conta já com vários títulos editados. Polina recebeu o Prémio dos livreiros de BD em 2011 e o Grand Prix de l´ACBD (Associations des critiques et des journalistes de BD) em 2012, sendo que a obra foi adaptada ao cinema e tem estreia prevista em Portugal ainda este ano.




E como em todas as nossas colecções de Novela Gráfica, teremos um título do que de melhor se faz nos  fumetti (nome dado à Banda Desenhada em Itália) Dylan Dog, o investigador do oculto vegetariano, abstémio e com vertigens, criado por Tiziano Sclavi para a editora Bonelli. Iremos publicar Mater Morbi, escrita por Roberto Recchionni, o actual responsável pela coordenação da série Dylan Dog é uma reflexão sombria sobre a doença e das melhores histórias do detective do pesadelo das últimas décadas, muito bem ilustrada por Massimo Carnevale. Esta obra ganhou em 2016, ano do seu 30º aniversário,  o Prémio de melhor novela gráfica de terror pelos prestigiados The Ghastly Award.

O que vou lendo! Legend of Wonder Woman de Renae de Liz e Ray Dillon

É uma pena. É uma pena que a excelente série Legend of Wonder Woman de Renae de Liz e Ray Dillon tenha sido cancelada. Não vou entrar nas coscuvilhices do desaguisado entre a DC e os autores mas não posso deixar de expressar o meu descontentamento. Este volume, que colecciona todos os números online, não é apenas uma das melhores histórias feitas com o meu personagem de BD favorito, Diana de Themyscira, a Mulher-Maravilha, mas um bom livro de mérito próprio. 

Renae de Liz, escritora, escolhe (ou a DC escolheu por ela), uma vez mais, contar a história da origem de Diana, transportando o personagem de regresso ao seu período original, a Segunda Guerra Mundial. No entanto, existem diferenças notáveis ​​entre esta interpretação e anteriores, tanto na forma como na intenção. 

Ranae muda o enredo apenas o suficiente para não parecer derivado e o suficiente para ser fresco. Existem alterações subtis, pormenores de enredo que são diferentes, não apenas para que sejam novidade mas porque os autores querem contar uma narrativa interessante e divertida. Hippolyta, a mãe de Diana e rainha das Amazonas, não é exactamente a mesma, Themyscira, a terra-mãe do personagem, também não - não vou enumerar ou descrever todas as mudanças porque quero que descubram por vocês mesmos. 

O ritmo lento mas seguro com que desenvolve os primeiros dias na vida de Diana é uma lufada de ar fresco. Desenvolve personalidades, acrescenta -lhes pequenas peculiaridades, mantém-se fiel aos arquétipos e diverte-se nas longas e relevantes trocas de diálogo. Além de Diana, a escritora passa algum tempo a desenvolver Etta Candy, transformando-a em muito mais do que um personagem coadjuvante da Mulher-Maravilha.

Ritmo lento não significa, por outro lado, descompressão da história. Cada momento está repleto de world-building, de personagens ricos e de situações triviais elevadas a um status quase mítico, simplesmente pela qualidade do cuidado dedicado a cada detalhe. Ranae também esculpe (pun intended) uma cosmogonia diferente da de encarnações anteriores da Mulher-Maravilha e que é, ao mesmo tempo, original e uma piscadela de olho aos antigos fãs de DC. É notável que tente fazer um conto de Diana para a posteridade (reparem que uso ainda presente, em jeito de esperança). E nesta compilação cumpre essa promessa. 

Tudo o que é relevante para a mitologia da Princesa de Themyscira é, de alguma forma, abordado nestas páginas. A Verdade é, acima de tudo, uma das mais importantes partes da mensagem da Mulher-Maravilha e esta brilha no conto. A dicotomia Guerra / Paz, tão integral à MM, é sublinhada e justificada. De facto, Ranae conhece em profundidade ao personagem. 

Legend of Wonder Woman é uma obra excepcional. Deveria continuar, principalmente porque a Diana merece mas essencialmente porque este nível de amor e de dedicação à mitologia da Mulher-Maravilha deve ser apreciada e encorajada. DC, por favor, deixe os autores terminarem a história.

Parabéns Diana, a Mulher-Maravilha!


É hoje. 

Faz 75 anos que William Moulton Marston, através da editora de BD dos EUA, a DC Comics, publicou na revista All-Star Comics numero 8 a primeira história da princesa Diana de Themyscira, mais conhecida como Mulher-Maravilha. Os desenhos eram de H.G. Peter e o sucesso atingiu quase os mesmos níveis que o das duas outras partes da trindade de super-heróis mais famosa do mundo (Super-Homem e Batman, para quem não sabe).

Eu não comecei a minha paixão pela BD através da Diana mas gostava que tivesse sido. Acho que o primeiro contacto que tive foi na Ericeira onde comprei uma revista da EBAL (editora brasileira), em formato gigante, com uma batalha épica entre a Mulher-Maravilha e o Super-Homem. Os desenhos eram de um mestre lendário, José Luis Garcia-Lopez, e o argumento de Gerry Conway. Claro que fiquei impressionado mas não sei se tanto quanto, na altura, me impressionava o meu super-herói favorito (e primeiro): o Homem-Aranha. Infelizmente essa revista foi desfeita pelo entusiasmo da criancice mas recentemente ofereceram-me um original americano da mesma (obrigado!). Fui tendo outros contactos com Diana, também através da EBAL, mas foi no número 39 da revista Super-Homem da Editora Abril (Setembro de 1987) que um caso de amor sério começou. Compromisso que dura até hoje e apenas com uma pequena interrupção (maldito sejas  J. Michael Straczynski). Nessa revista era apresentado o primeiro capítulo daquela sequência de histórias que para sempre marcariam a minha leitura: o trabalho de George Pérez junto com, nos primeiros capítulos, Greg Potter.

Esta é a minha Mulher-Maravilha. Pelas mãos de Pérez não era tanto uma super-heroína, mas uma pacifista. Este paradoxo custou-lhe o devido reconhecimento, não só porque muitos escritores tinham dificuldades em lidar com isso mas, principalmente, porque um super-herói que prefere o caminho da palavra ao invés do da luta não constitui literatura entusiasmante. Por outro lado, o trabalho de Pérez desenvolveu um mundo feminino envolvente, em que as mulheres não limitavam-se a ser deleite para os olhos mas antes eram mostradas em todas as suas complexas facetas. A filosofia do criador original permeava cada poro da histórias de Pérez, que perdia-se em diálogos filosóficos e argumentativos entre as personagens (até o ponto em que eram permitidos sê-lo em algo tão mainstream) que deviam muito ao enaltecimento do papel mais conciliador da Mulher - Moulton acreditava que as mulheres deveriam governar o mundo. Mas desenganem-se se acham que o trabalho de Pérez era só conversa - note-se que o artista foi editado pela mítica Karen Berger, a mesma mulher que trouxe Alan Moore e Neil Gaiman para os EUA (notam o padrão?). A acção estava alicerçada na mitologia grega. A concepção de Pérez do Olimpo é, por si mesma, inultrapassável, tal como foi o fiel e intrincado trabalho dedicado a Themyscira, não descurando a herança helénica na arquitectura, vestes e hábitos. Os vilões, amigos e deuses vinham todos da mais emblemática mitologia do mundo ocidental e, para quem a adorava como eu, associá-la a um personagem de BD era a proverbial "sopa no mel".

Desde essa altura que admiro as histórias da personagem. Nem todas foram memoráveis mas, para além do trabalho de Pérez, outros houve que souberam carregar a pesada tarefa de interpretar os desígnios da filosofia por detrás da Mulher-Maravilha. Depois das edições brasileiras passei para as originais americanas, começando a colecção no trabalho de William Messner-Loebs e Mike Deodato. Desde então (e tirando a tal pequena mas negra fase) não a larguei mais. Hoje faz 75 anos e logo num ano em que o resto do mundo, afirma Greg Rucka, começa a aperceber-se do porquê de gostarmos tanto dela. Pela primeira vez apareceu na 7.ª Arte, numa das mais importantes cenas do ano do Cinema no Batman v Superman. Depois, Rucka, actual escritor das aventuras da Amazona, assumiu, oficialmente, algo que os fãs já sabiam há décadas: Diana é bissexual. Finalmente, hoje é escolhida pela ONU para ser embaixadora do girls' empowerment com a presença das duas mulheres que a interpretaram em carne e osso: Lynda Carter e Gal Gadot.

Parabéns Diana, Princesa de Themyscira. Vida longa à Mulher-Maravilha.