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O que vou lendo! - Superman, Up In The Sky de Tom King e Andy Kubert


Tom King é um dos escritores do momento na BD de super-heróis e não só. A sua sequência na revista homónima do Batman é uma das melhores da História da personagem (e da revista). O trabalho que fez para o Visão da Marvel (do qual foi publicado apenas metade em Portugal) é adulto e sofisticado. O seu Mr. Miracle para a DC interpreta os Novos Deuses de Jack Kirby de forma moderna e humana. Isto para não falar do Xerife da Babilónia (publicado pela Levoir), Omega Men, Grayson e mesmo o menos querido Heroes in Crisis (talvez o maior passo em falso). Para alguém que entrou há tão pouco tempo na BD (é ex-agente da CIA), o trabalho exibido é de uma qualidade muito acima da média. Ser ele a escrever uma história do Super-Homem é sempre algo que cria alguma expectativa. Trata-se, a bem ver, de uma das maiores figuras da cultura pop dos EUA e do mundo, com 80 anos, explorados ao milímetro por algumas das maiores mentes criativas da arte. 

E como se sai King?

Coleção Levoir/Público Marvel 2014 – 20.º Volume: Vingadores e X-Men parte II

(Prometo informar os menos conhecedores acerca da acessibilidade desta coleção de BD, ou seja, se é fácil ou não ler sem saber mais coisas)

Grau de acessibilidade: Difícil mas…

Sai amanhã, Quinta-feira, dia 20 de Novembro, junto com Público e custa 8,9€


Quando os heróis já enfrentaram por diversas vezes os seus habituais inimigos fica difícil inovar. Ao mesmo tempo, uma das histórias com quase tanta barba quanto a do aparecimento do super-herói é a do confronto entre dois ou mais super-heróis. Quantas e quantas vezes o Super-Homem encontrava-se com, por exemplo, o Capitão Marvel (não sabem quem é? Para o efeito, não interessa), e a primeira reação de ambos era a de desentendimento, seguida do confronto e, só depois, da junção para enfrentar o verdadeiro problema, geralmente um super-vilão. Existe um lado muito atraente para os fãs em ver personagens que são geralmente aliados a lutarem um contra o outro. Não só ajuda a responder à juvenil pergunta de “quem é o mais forte?” como possui uma carga dramática verdadeiramente cativante.

A editora Marvel, nos últimos 10 anos, tem levado este confronto para um lado inesperado, não se cingido aos eventuais desentendimentos mas indo mais longe, para o lado das diferenças filosóficas entre heróis. Este rol de encontros começou com Dinastia M, onde os Vingadores estavam de um lado diferente do dos X-Men. Continuou, desta vez só com os Vingadores, com a Guerra Civil (ambas estas histórias foram publicadas pela Levoir) e com as consequências da mesma – e que, ao que parece, serão adaptadas no terceiro filme do Capitão América, já que a base da titular guerra era a do confronto entre o Sentinela da Liberdade e o seu colega Vingador, o Homem de Ferro. Alguns anos e muitas histórias e sagas depois, eis que surge um confronto paradoxal mas esperado entre duas das maiores equipas da Marvel. Esta é a história que imediatamente antecede as publicadas nas revistas mensais da Panini Portugal, nomeadamente as dos Vingadores e dos X-Men, e funciona como importante complemento para perceber o ponto onde se encontra, principalmente, a equipa de mutantes.

São vários os escritores e desenhistas que trabalharam nesta saga, que sofre de vários defeitos, ainda que tenha importantes virtudes. Algo pelo qual não tenho particular afinidade é exatamente o facto de ser trabalhada por vários autores que, ainda que detentores de enorme talento, acabam por contribuir para um todo incoerente – cheira ao trabalho de encomenda que na realidade é. Por outro lado, é o culminar de uma multitude de outras histórias vindas de outros volumes (como Dinastia M), obrigando a um enciclopédico conhecimento dos meandros em que estes estes personagens se movimentaram na última década. Não que isso não deva funcionar como detrimento, como aliás sempre digo no final de cada um destes posts. Por outro lado, as vantagens residem nas mesmas características que são também defeitos. Não só estamos defronte do trabalho de alguns dos mais interessantes escritores e desenhistas de BD de super-heróis, como muita da magia da mitologia dos personagens reside no conturbado historial que os rodeia. Em suma, uma maneira curiosa de culminar esta coleção da Marvel de 2014: não com um Fim mas sim com um Continua…

Nota final – Eu não partilho da opinião que se tem de saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.


Coleção Levoir/Público Marvel 2014 – 19.º Volume: Vingadores e X-Men parte I

(Prometo informar os menos conhecedores acerca da acessibilidade desta coleção de BD, ou seja, se é fácil ou não ler sem saber mais coisas)

Grau de acessibilidade: Difícil mas…

Sai amanhã, Quinta-feira, dia 13 de Novembro, junto com Público e custa 8,9€


Quando os heróis já enfrentaram por diversas vezes os seus habituais inimigos fica difícil inovar. Ao mesmo tempo, uma das histórias com quase tanta barba quanto a do aparecimento do super-herói é a do confronto entre dois ou mais super-heróis. Quantas e quantas vezes o Super-Homem encontrava-se com, por exemplo, o Capitão Marvel (não sabem quem é? Para o efeito, não interessa), e a primeira reação de ambos era a de desentendimento, seguida do confronto e, só depois, da junção para enfrentar o verdadeiro problema, geralmente um super-vilão. Existe um lado muito atraente para os fãs em ver personagens que são geralmente aliados a lutarem um contra o outro. Não só ajuda a responder à juvenil pergunta de “quem é o mais forte?” como possui uma carga dramática verdadeiramente cativante.

A editora Marvel, nos últimos 10 anos, tem levado este confronto para um lado inesperado, não se cingido aos eventuais desentendimentos mas indo mais longe, para o lado das diferenças filosóficas entre heróis. Este rol de encontros começou com Dinastia M, onde os Vingadores estavam de um lado diferente do dos X-Men. Continuou, desta vez só com os Vingadores, com a Guerra Civil (ambas estas histórias foram publicadas pela Levoir) e com as consequências da mesma – e que, ao que parece, serão adaptadas no terceiro filme do Capitão América, já que a base da titular guerra era a do confronto entre o Sentinela da Liberdade e o seu colega Vingador, o Homem de Ferro. Alguns anos e muitas histórias e sagas depois, eis que surge um confronto paradoxal mas esperado entre duas das maiores equipas da Marvel. Esta é a história que imediatamente antecede as publicadas nas revistas mensais da Panini Portugal, nomeadamente as dos Vingadores e dos X-Men, e funciona como importante complemento para perceber o ponto onde se encontra, principalmente, a equipa de mutantes.

São vários os escritores e desenhistas que trabalharam nesta saga, que sofre de vários defeitos, ainda que tenha importantes virtudes. Algo pelo qual não tenho particular afinidade é exatamente o facto de ser trabalhada por vários autores que, ainda que detentores de enorme talento, acabam por contribuir para um todo incoerente – cheira ao trabalho de encomenda que na realidade é. Por outro lado, é o culminar de uma multitude de outras histórias vindas de outros volumes (como Dinastia M), obrigando a um enciclopédico conhecimento dos meandros em que estes estes personagens se movimentaram na última década. Não que isso não deva funcionar como detrimento, como aliás sempre digo no final de cada um destes posts. Por outro lado, as vantagens residem nas mesmas características que são também defeitos. Não só estamos defronte do trabalho de alguns dos mais interessantes escritores e desenhistas de BD de super-heróis, como muita da magia da mitologia dos personagens reside no conturbado historial que os rodeia. Em suma, uma maneira curiosa de culminar esta coleção da Marvel de 2014: não com um Fim mas sim com um Continua…


Nota final – Eu não partilho da opinião que se tem de saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.

Colecção DC Levoir/Público – 2.º Volume: Batman, Herança Maldita


(Prometo tentar informar aos menos conhecedores de BD acerca da acessibilidade desta colecção, ou seja se é fácil ou não ler sem saber muito mais coisas)

Grau de acessibilidade: Fácil

Sai Quinta-feira, dia 18 de Julho, junto com Público e custa 8,90€

Grant Morrison está em grande nesta coleção da Levoir. Desta vez a editora escolheu publicar os primeiros capítulos de uma saga que está neste momento a concluir nos EUA. Trata-se da (re)introdução do filho do herói, Damien Wayne, que nasceu de uma relação com a filha de um dos seus maiores inimigos, Ra’s Al Ghul, personagem que apareceu no primeiro filme de Christopher Nolan na pele de Liam Neeson. A filha é Talia que, por sua vez, foi interpretada por Marion Coutillard no final da trilogia do realizador e, tal como no filme, na história de Morrison tem uma agenda que está longe de ser benéfica para o amante.

Uma das curiosidades deste volume é que a história do Filho de Batman poderia ser lida após o volume 9 desta coleção, a Saga de Ra’s Al Ghul, onde é contado o primeiro confronto entre os dois adversários e a concepção de Damien. Contudo, este segundo livro pode ser acompanhado sem a leitura do nono.

As outras duas histórias que acompanham este volume são escritas pelo grande Neil Gaiman, autor de umas das melhores obras da BD até hoje publicadas, Sandman, e relatam o velório e funeral de Batman, acompanhando, num ambiente onírico típico do autor,  as dedicatórias que amigos, inimigos e companheiros dedicam ao personagem. Segue na linha de outra homenagem feita em 1986 por Alan Moore e Curt Swan ao Super-Homem e de nome Whatever Happened to the Man of Tomorrow? (leiam na Maxim o que escrevi sobre esta história). Esta apelida-se Whatever Happened to the Caped Crusader? e apesar de seguir uma linha narrativa bastante diferente daquela da história em que se inspira, não deixa de ser uma justa carta de amor a um dos mais reconhecidos ícones da BD e da cultura popular norte-americana do século XX.

A completar a equipe criativa temos os desenhos de Andy Kubert, filho e irmão de duas lendas da ilustração na BD americana e que, neste volume, revela a sua capacidade para não só ilustrar a ação “maior-que-a-vida” típica de super-heróis escritos por Morrison, mas também o ambiente difuso e surrealista a que o conto de Gaiman obriga.


Nota final – Eu não partilho da opinião que se tem de saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.