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Coleção Levoir/Público Marvel 2014 – 20.º Volume: Vingadores e X-Men parte II

(Prometo informar os menos conhecedores acerca da acessibilidade desta coleção de BD, ou seja, se é fácil ou não ler sem saber mais coisas)

Grau de acessibilidade: Difícil mas…

Sai amanhã, Quinta-feira, dia 20 de Novembro, junto com Público e custa 8,9€


Quando os heróis já enfrentaram por diversas vezes os seus habituais inimigos fica difícil inovar. Ao mesmo tempo, uma das histórias com quase tanta barba quanto a do aparecimento do super-herói é a do confronto entre dois ou mais super-heróis. Quantas e quantas vezes o Super-Homem encontrava-se com, por exemplo, o Capitão Marvel (não sabem quem é? Para o efeito, não interessa), e a primeira reação de ambos era a de desentendimento, seguida do confronto e, só depois, da junção para enfrentar o verdadeiro problema, geralmente um super-vilão. Existe um lado muito atraente para os fãs em ver personagens que são geralmente aliados a lutarem um contra o outro. Não só ajuda a responder à juvenil pergunta de “quem é o mais forte?” como possui uma carga dramática verdadeiramente cativante.

A editora Marvel, nos últimos 10 anos, tem levado este confronto para um lado inesperado, não se cingido aos eventuais desentendimentos mas indo mais longe, para o lado das diferenças filosóficas entre heróis. Este rol de encontros começou com Dinastia M, onde os Vingadores estavam de um lado diferente do dos X-Men. Continuou, desta vez só com os Vingadores, com a Guerra Civil (ambas estas histórias foram publicadas pela Levoir) e com as consequências da mesma – e que, ao que parece, serão adaptadas no terceiro filme do Capitão América, já que a base da titular guerra era a do confronto entre o Sentinela da Liberdade e o seu colega Vingador, o Homem de Ferro. Alguns anos e muitas histórias e sagas depois, eis que surge um confronto paradoxal mas esperado entre duas das maiores equipas da Marvel. Esta é a história que imediatamente antecede as publicadas nas revistas mensais da Panini Portugal, nomeadamente as dos Vingadores e dos X-Men, e funciona como importante complemento para perceber o ponto onde se encontra, principalmente, a equipa de mutantes.

São vários os escritores e desenhistas que trabalharam nesta saga, que sofre de vários defeitos, ainda que tenha importantes virtudes. Algo pelo qual não tenho particular afinidade é exatamente o facto de ser trabalhada por vários autores que, ainda que detentores de enorme talento, acabam por contribuir para um todo incoerente – cheira ao trabalho de encomenda que na realidade é. Por outro lado, é o culminar de uma multitude de outras histórias vindas de outros volumes (como Dinastia M), obrigando a um enciclopédico conhecimento dos meandros em que estes estes personagens se movimentaram na última década. Não que isso não deva funcionar como detrimento, como aliás sempre digo no final de cada um destes posts. Por outro lado, as vantagens residem nas mesmas características que são também defeitos. Não só estamos defronte do trabalho de alguns dos mais interessantes escritores e desenhistas de BD de super-heróis, como muita da magia da mitologia dos personagens reside no conturbado historial que os rodeia. Em suma, uma maneira curiosa de culminar esta coleção da Marvel de 2014: não com um Fim mas sim com um Continua…

Nota final – Eu não partilho da opinião que se tem de saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.


Coleção Levoir/Público Marvel 2014 – 19.º Volume: Vingadores e X-Men parte I

(Prometo informar os menos conhecedores acerca da acessibilidade desta coleção de BD, ou seja, se é fácil ou não ler sem saber mais coisas)

Grau de acessibilidade: Difícil mas…

Sai amanhã, Quinta-feira, dia 13 de Novembro, junto com Público e custa 8,9€


Quando os heróis já enfrentaram por diversas vezes os seus habituais inimigos fica difícil inovar. Ao mesmo tempo, uma das histórias com quase tanta barba quanto a do aparecimento do super-herói é a do confronto entre dois ou mais super-heróis. Quantas e quantas vezes o Super-Homem encontrava-se com, por exemplo, o Capitão Marvel (não sabem quem é? Para o efeito, não interessa), e a primeira reação de ambos era a de desentendimento, seguida do confronto e, só depois, da junção para enfrentar o verdadeiro problema, geralmente um super-vilão. Existe um lado muito atraente para os fãs em ver personagens que são geralmente aliados a lutarem um contra o outro. Não só ajuda a responder à juvenil pergunta de “quem é o mais forte?” como possui uma carga dramática verdadeiramente cativante.

A editora Marvel, nos últimos 10 anos, tem levado este confronto para um lado inesperado, não se cingido aos eventuais desentendimentos mas indo mais longe, para o lado das diferenças filosóficas entre heróis. Este rol de encontros começou com Dinastia M, onde os Vingadores estavam de um lado diferente do dos X-Men. Continuou, desta vez só com os Vingadores, com a Guerra Civil (ambas estas histórias foram publicadas pela Levoir) e com as consequências da mesma – e que, ao que parece, serão adaptadas no terceiro filme do Capitão América, já que a base da titular guerra era a do confronto entre o Sentinela da Liberdade e o seu colega Vingador, o Homem de Ferro. Alguns anos e muitas histórias e sagas depois, eis que surge um confronto paradoxal mas esperado entre duas das maiores equipas da Marvel. Esta é a história que imediatamente antecede as publicadas nas revistas mensais da Panini Portugal, nomeadamente as dos Vingadores e dos X-Men, e funciona como importante complemento para perceber o ponto onde se encontra, principalmente, a equipa de mutantes.

São vários os escritores e desenhistas que trabalharam nesta saga, que sofre de vários defeitos, ainda que tenha importantes virtudes. Algo pelo qual não tenho particular afinidade é exatamente o facto de ser trabalhada por vários autores que, ainda que detentores de enorme talento, acabam por contribuir para um todo incoerente – cheira ao trabalho de encomenda que na realidade é. Por outro lado, é o culminar de uma multitude de outras histórias vindas de outros volumes (como Dinastia M), obrigando a um enciclopédico conhecimento dos meandros em que estes estes personagens se movimentaram na última década. Não que isso não deva funcionar como detrimento, como aliás sempre digo no final de cada um destes posts. Por outro lado, as vantagens residem nas mesmas características que são também defeitos. Não só estamos defronte do trabalho de alguns dos mais interessantes escritores e desenhistas de BD de super-heróis, como muita da magia da mitologia dos personagens reside no conturbado historial que os rodeia. Em suma, uma maneira curiosa de culminar esta coleção da Marvel de 2014: não com um Fim mas sim com um Continua…


Nota final – Eu não partilho da opinião que se tem de saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.

Coleção Levoir/Público Marvel 2014 – 13.º Volume: Vingadores

(Prometo informar os menos conhecedores acerca da acessibilidade desta coleção de BD, ou seja, se é fácil ou não ler sem saber mais coisas)

Grau de acessibilidade: Difícil mas...

Sai amanhã, Quinta-feira, dia 2 de Outubro, junto com Público e custa 8,9€



Os Vingadores de Brian Michael Bendis. Em posts anteriores já falei deste escritor, que conseguiu ressuscitar das cinzas este famoso grupo de super-heróis da Marvel ao fazer algo que, não sendo incomum na BD americana, foi, sem sombra de dúvidas, eficiente. Destruiu o antigo e criou um novo. Os Vingadores estavam chatos e previsíveis (ou melhor, mal escritos) e os seus Novos Vingadores eram surpreendentes e inesperados: nova equipa; adição de personagens até então de difícil associação a este grupo, o Homem-Aranha e Wolverine; novas ameaças. Mas tudo tem de acabar e Cerco, o trabalho compilado neste volume da Levoir, foi a conclusão de vários anos de Bendis nos seus Novos Vingadores (ou, pelo menos, o primeiro fim).

Num número anterior desta colecção, Invasão Secreta, a última página revelava que o salvador do mundo, Norman Osborn, que o governo americano havia recrutado como o novo director máximo de segurança, estava junto com alguns dos maiores inimigos dos heróis da Marvel, num conclave cujo propósito era óbvio. Entre o fim desta Invasão e Cerco foram contadas várias histórias, que não só envolveram os Novos Vingadores de Bendis como também os Vingadores Negros, equipa composta por novas iterações de heróis como Wolverine, Homem-Aranha, Ms. Marvel, etc, e liderados por Norman Osborn, o Patriota de Ferro. Não só Osborn assumia o papel de supremo defensor da liberdade, ao vestir uma armadura ao estilo do Homem-de-Ferro onde assumia as cores do Capitão América (que ainda estava morto nesta altura), como debaixo dos uniformes das novas versões dos Vingadores estavam vilões psicopatas. Este era o novo paradigma de heroísmo e liberdade no universo da Marvel pós-Invasão Secreta.

Cerco não é nada mais que o regresso dos heróis. Do Capitão América. Do Homem-de-Ferro. Do Thor. Desta santíssima trindade da Marvel e dos "verdadeiros" Vingadores. Desta forma, Bendis completa a seu arco de vários anos na mais importante equipa da editora de BD, com o regresso daquilo que ele "destruiu". O escritor continuaria a escrever os Vingadores durante mais dois anos mas não com o impacto e propósito que conseguiu nesta mega-saga. Só é pena que, em Portugal, tenhamos visto apenas os marcos mais relevantes. Quem sabe um dia tenhamos o resto.


Nota – Não partilho da opinião que tem de se saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.

Coleção Levoir/Público Marvel 2014 – 8.º Volume: Thor

(Prometo informar os menos conhecedores acerca da acessibilidade desta coleção de BD, ou seja, se é fácil ou não ler sem saber mais coisas)

Grau de acessibilidade: Fácil



Sai amanhã, Quinta-feira, dia 28 de Agosto, junto com Público e custa 8,9€

A história que o escritor J. Michael Straczynski e o desenhista Olivier Coipel fizeram para Thor, compilada neste volume, reintroduziu o Deus do Trovão após alguns anos no limbo. O personagem havia desaparecido do catálogo das publicações mensais da Marvel depois de uma história paralela ao evento Avengers Dissassembled (publicado em Portugal pela Vitamina BD). Os Vingadores tinham caído num marasmo e coube ao escritor Brian Michael Bendis a tarefa de imaginar novas vidas para os personagens. Infelizmente para os fãs de Thor, Bendis não tinha planos para o personagem. Consequentemente, Michael Avon Oeming teve a tarefa de acabar a mais recente encarnação da revista do deus do trovão mas de uma forma que, à altura, parecia definitiva. Àsemelhança do que já tinha sido anteriormente feito por Roy Thomas na década de 70, o crepúsculo dos deuses Vikings, o Ragnarok,  era visitado mas, desta feita, de uma forma mais duradoura. Thor e o Reino Eterno de Asgard tinham contado a sua última história no universo da Marvel.

M as está claro que na BD de super-heróis existem muito poucas coisas definitivas. Nem a morte. Coube a Straczynski e Coipel a tarefa de ressuscitar a mitologia dos deuses nórdicos para o século XXI, conseguindo-o com algum sucesso. Desta saga ficaria principalmente o novo desenho das roupas de Thor, que duram até hoje e que serviram de inspiração para a versão cinematográfica do personagem.  Contudo, também o escritor, neste primeiros capítulos, muito contribuiu para o sucesso da nova versão. A sua escrita escorreita e imaginativa trouxeram alguns pormenores interessantes ao personagem, principalmente o facto de Loki, meio-irmão e inimigo figadal de Thor, ter sido ressuscitado como mulher. Essa pequena curiosidade narrativa trouxe alguns pormenores curiosos à história. Contudo, a run de Straczynski e Coipel duraria pouco tempo, ficando a sensação de que ambos teriam ainda muito para dizer acerca de Thor.  De facto, o personagem tem um historial de runs imprescindíveis e duradouras para aficcionados de BD: a do escritor Dan Jurgens com John Romita JR e Andy Kubert; a de Tom de Falco com Ron Frenz; e a superlativa de Walter Simonson (de que vos falarei assim que reler os cinco livros que a coleccionam).  Ficou assim a saber a muito pouco esta de  Straczynski e Coipel. É pena, porque o personagem merece muito melhor.

Nota final – Eu não partilho da opinião que se tem de saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.

Panini Portugal - Vingadores-X, volume 1, Sombra Vermelha

Saiu ontem nas bancas e pela Panini a versão portuguesa desta excelente BD de Rick Remender. Está longe de ser das de mais fácil acompanhamento por um leigo, mas é também das mais divertidas e entretidas do panorama da editora Marvel. O escritor concebeu uma mega saga envolvendo ao mesmo tempo os Vingadores e os X-Men, saga essa que pretende ser finita mas que se estende por vários anos - atualmente, nos EUA, vai no 18.º fascículo e este da Panini coleciona os primeiros cinco. Pela escala, pelos personagens envolvidos, tem-se se revelado surpreendente pela qualidade e pelo enredo. Um verdeiro bombom para todos os fãs de BD em geral e dos personagens em particular.

Tudo começou com a saga Vingadores vs X-Men. Ciclope, líder da raça mutante de que os X-Men são os representantes máximos, acusa o Capitão América, o herói bandeira do idealismo norte-americano, se não esforçar-se o suficiente para uma coabitação pacífica entre os humanos e os seus primos homo superior (o nome “científico” para mutantes). O segundo decide então criar uma equipa que representa isso mesmo, os Vingadores-X, composto por humanos e mutantes, capaz de ser uma bandeira para um futuro pacífico e de irmandade. Contudo, como o inferno está cheio de boas intenções, este plano é apenas madeira para a proverbial fogueira, sendo que os diferentes heróis não conseguem resolver problemas do passado. Essas questões mal resolvidas apenas contribuem para um caminho penoso de consequências imprevisíveis (pelo menos para os que se ficarem por este primeiro álbum da Panini). É este o plano de Remender. Relembrar, através de dramas em palcos cósmicos, que apenas pela cooperação e respeito mútuo poderemos chegar a um final feliz.

O curioso deste Vingadores-X é seguir de forma quase ininterrupta uma outra saga do autor, Uncanny X-Force, já que alguns dos temas e eventos desta contaminam o novo trabalho de Remender. Não se assustem, contudo, os que não leram a saga anterior, porque à medida que a história avança o escritor vai vos mantendo a par dos pormenores mais importantes. E que história! Vamos ter Kang, o maior inimigo dos Vingadores, o viajante do tempo, conquistador vindo do futuro longínquo. Vamos ter Apocalypse, um dos maiores terrores da galeria dos inimigos dos X-Men, o primeiro mutante – que será o vilão do terceiro filme X-Men: First Class. Vamos ter o Caveira Vermelha, tenebroso símbolo máximo do Nazismo, também o maior adversário do Capitão América. Teremos o maior erro de Thor, o Deus do Trovão, que condenará todos ao fracasso. E muito mais…


É que é mesmo a não perder.