Mostrar mensagens com a etiqueta Liga da Justiça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liga da Justiça. Mostrar todas as mensagens

Os gostos têm tendência em unir pessoas na amizade. Eu e o Filipe Faria - escritor extraordinaire da saga Crónicas de Allaryia e tradutor incansável - temos uma devoção imortal pelos mundos da DC Comics. Ele é fã incontestável do Super-Homem e eu devoto da igreja da Diana de Themyscira. O Filipe tem uma colecção de momentos curiosos dos 80 anos de publicações desta editora. Todas as Sextas ele vai tentar colocar aqui um. Eu apenas publico e nada mais. 

Esta semana, a DC, através da Liga da Justiça, recorre à picardia com a sua maior concorrente, demonstrando que as suas personagens são mais poderosas que a mais poderosa do outro lado. Assim como que um medir de... martelos?

#ReleaseTheSnyderCut


Assumo-o. Sou dos que adoraram o Man of Steel e o Batman v Superman do Zack Snyder. Não acreditam? Leiam aqui, aqui e aqui. O BvS foi, se dúvidas restam quanto ao meu gosto, o meu filme favorito de 2016. Porquê este post então? Tudo tem a ver com o filme Justice League do mesmo realizador e do mítico Snyder Cut, do qual se debate a sua existência ou não, e, se existente, o nível de completo em que se encontra. 


Tenho participado de uma brincadeira no Facebook: enumerar uma BD por dia até 2020. Começou há alguns meses, mas só agora dou-me ao trabalho de aqui a reproduzir. Mostro, hoje, as escolhas desta semana, com link na imagem para o texto que escrevi sobre o livro, ou um nhónhózinho, caso ainda não tenha falado dele.

Esta semana temos, por um lado, sugestões para todos os gostos e sensibilidades e, por outro, o inicio de mais uma homenagem à minha editora de BD favorita, a DC Comics, e, especificamente, à Liga da Justiça de Grant Morrison.

Uma BD aqui, outra BD ali, 31 - Liga da Justiça

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei.  Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Este post foi possível graças ao trabalho da Lost World Comics
(cliquem no nome para irem à página de FB deles e façam as vossas encomendas)

JLA Incarnations números 1 a 7 (2001) de John Ostrander e Val Semeiks (DC Comics)

O Uma BD Aqui, Outra BD ali de hoje é um pouco diferente. Hoje decidi não fazer incursões por BDs recentes, mas antes viajar ao passado (2001-02) e falar-vos de uma mini-série que há anos andava a querer ler. Este JLA Incarnations fez parte de um período áureo do historial da Liga, quando era escrita, no título principal, pelo escocês Grant Morrison. De modo a capitalizar desse sucesso, iam saindo vários títulos paralelos, mini-séries, maxi-séries, one-shots, etc, tudo o que desse para esmifrar a carteira de fãs incautos (sim, eu sou um deles).  No meio dessa barragem de títulos, vários tinham uma qualidade bastante aceitável - recordo-me do DC 2000, por exemplo, um crossover entre a Liga e a Sociedade da Justiça. Este que aqui vos trago tinha-se-me escapado (ou a carteira esmifrado), mas graças aos fabulosos préstimos da loja Lost World Comics, e à sua capacidade de encontrar números antigos dos EUA, pude finalmente o ler. E que delícia de leitura foi esta.

Uma BD aqui, outra BD ali, 25 - Liga da Justiça

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Só isso: gostado. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Justice League (2018) número 7 de Scott Snyder e Jim Cheung (DC Comics)

Chega ao fim o primeiro grande arco de história do escritor Scott Snyder na Liga da Justiça. Nos desenhos teve a colaboração de Jim Cheung e Jorge Jiménez e, num interlúdio, o argumento de James Tynion IV com Doug Mahnke na arte. E como é que se safou nestes primeiros números? 

Uma BD aqui, outra BD ali, 21 - Liga da Justiça

Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! É um prazer que rezo para nunca acabar. De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Só isso: gostado. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.

Justice League (2018) número 1 de Scott Snyder e Jim Cheung (DC Comics)

Os super-heróis são uma novela interminável. Uma história que nunca acaba verdadeiramente. É algo que faz parte da mitologia e que funciona a seu favor e contra. Os artistas que trabalham neles têm que lidar com esta realidade - que se tem agravado nos últimos tempos. Quer a DC, quer a Marvel, para estimular as vendas, perpetuam essa novela, aliciando a próxima história no final de outra. É um ciclo autofágico que, por vezes, tem bons resultados e, por outras, não. Tudo depende da qualidade  da história e do talento dos artistas.

Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 5: A Guerra de Darkseid II de Geoff Johns e Jason Fabok


Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir está a publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.

Para este volume e para o próximo vão precisar de paciência. Muita... mas da boa. Geoff Johns decidiu acabar a sua sequência de histórias na Liga da Justiça, versão Novos 52, com uma saga que deveria definir a própria palavra "épico" e que está completamente imersa na mitologia, cosmologia e cosmogonia da DC Comics. É possível apreciar este conto sem os olhos treinados de um leitor de décadas mas tê-los ajuda - e muito. Por outras palavras, este livro e o próximo são pura pornografia DC.

Ora bem... é impossível escapar a alguma(s) explicação(-ções). Podem partir para a ignorância e ler à bruta mas arriscam-se a andar a nadar na maionese. É só o que vos tenho a dizer. Ou então são como eu e, paradoxalmente, gostam de mistérios e de descortinar "O que raio foi isto que aconteceu? Pareço estar num sonho pop do Lynch. Não entendo mas sei que gosto." Se são destes, força, partam para ignorância e leiam à bruta. Se são dos outros, pode ser que o que escrevo em baixo vos ajude.

Multiverso DC: Tudo começou quando os fãs da década de 60 do Flash conheceram o Flash da década de 40 (Flash é aquele herói da DC que corre à velocidade da luz e, graças a isso, pode viajar no tempo e atravessar barreiras dimensionais). Nesse encontro de gerações, os fãs da editora souberam existirem várias Terras, a ocupar o seu lugar em universos paralelos e diferentes. Num universo os heróis tinham iniciado a sua carreira na 2.ª Guerra e noutro apenas na década de 60. O sucesso levou a que a DC se multiplicasse em universos paralelos e Terras Infinitas, o Multiverso. Até que em meados da década de 80 a confusão era muita;

As Crises: Para corrigir o rumo, a DC decide simplificar o seu multiverso e fundi-lo num só universo. Cria o evento Crise nas Terras Infinitas (publicado pela Levoir) que marca uma viragem na editora, conceptual e criativa. Seguir-se-iam outras Crises que corrigiriam alguns erros da primeira e que procuraram repetir o sucesso. Essas crises aparecem nos primeiros capítulos da Guerra de Darkseid relatadas por Metron (já explico quem é): a Hora Zero; a Crise Infinita; a Crise Final; o Flashpoint. O que importa reter é que foi recentemente estabelecido que, apesar das sucessivas Crises reinventarem o multiverso DC e aparentarem recomeçá-lo do zero, elas aconteceram de facto e contam;

O Anti-Monitor: o vilão que causa a Crise nas Terras Infinitas. Nessa história o seu intuito era destruir todos os universos "positivos" para que o seu, "negativo", fosse o único e ele o seu Deus. Terá ainda a mesma motivação na Guerra de Darkseid?

Novos 52: Em 2011, depois de Flashpoint, a DC voltou a reiniciar o seu multiverso do zero e chamou a esse evento Novos 52. A história de todas as suas personagens foi, uma vez mais, reinventada. A Guerra de Darkseid passa-se nesta realidade;

As Amazonas: lendárias guerreiras da Antiguidade Grega, exiladas pelos Deuses do Olimpo na ilha paradisíaca de Themyscira. Hipólita, a rainha, é mãe da maior heroína do Universo DC, Diana, a Mulher-Maravilha, membro fundador da Liga da Justiça. No Novos 52, Diana nasceu do romance entre a Rainha das Amazonas e Zeus, o maior dos deuses gregos. Nas versões anteriores e na original nasceu de barro moldado pela mãe e dado vida pelos deuses;

Novos Deuses, Apokolips, Nova Génesis, Darkseid e Highfather: Em tempos já esquecidos pela memória do universo, os deuses antigos pereceram numa batalha apocalíptica. Dessa morte houve um renascimento. Surgiram os Novos Deuses, divididos entre os do Mal, habitantes do Planeta Apokolips, e os do Bem, residentes de Nova Génesis. Os líderes desses dois mundos são Darkseid e Highfather, respectivamente. O intuito de Darkseid é encontrar a Equação Anti-Vida, que eliminará a vontade de todos os seres vivos do Multiverso, que passarão a adorar apenas uma palavra e uma vontade, a sua. Ele é o déspota supremo, o maior de todos os males do universo DC. É a razão porque, neste Novos 52, a Liga originalmente se juntou. Nessa altura, Darkseid veio à Terra na busca de alguém e, finalmente, vamos saber quem esse alguém é;

Metron: Nem de Apokolips, nem de Nova Génesis, sempre um observador frio e distante de eventos. Por vezes intervém, sempre segundo uma agenda misteriosa e escondida. A Cadeira Mobius é a fonte do seu poder e da sua quase omnisciente sabedoria;

Mr. Miracle: para evitar a guerra, Darkseid e Highfather fizeram um tratado de paz. Trocariam de filhos. Scott Free, filho de Highfather, sofreria nas mãos de Darkseid. Orion, filho do Deus do Mal, prosperaria em Nova Génesis. Após escapar de Apokolips, Scott Free transformar-se-ia em Mr. Miracle, o super-artista da fuga, o Houdini dos Novos Deuses;

Caixas-Mãe: computadores ultra-sofisticados dos Novos Deuses, quase vivos, usados quer por Apokolips, quer por Nova Génesis;

Steppenwolf: o general supremo dos exércitos de Darkseid (reconhecem-no como o antagonista do filme da Liga da Justiça);

Kalibak: outro dos filhos de Darkseid, eternamente na senda da aprovação do pai;

Kanto: o principal assassino do grupo mais próximo de soldados e generais de Darkseid;

Lashina: uma das cinco Fúrias, grupo de guerreiras e assassinas ao serviço de Darkseid;

Desaad: o torturador sádico de Darkseid;

Black Racer: uma das personificações e antropomortfizações da Morte no Multiverso DC. É ele o assassino de deuses;

Big Barda: ex-Fúria de Darkseid, apaixonou-se por Scott Free, o Mr. Miracle, e fugiu com ele para a Terra, onde habitam. Uma das maiores guerreiras do Universo DC, a par de Diana;

Sindicato do Crime: versão maléfica da Liga oriunda da Terra-3. Fugiram para a nossa Terra após a sua ter sido destruída, por razões ainda desconhecidas, pelo Anti-Monitor. Foram o móbil da série Mal Eterno, publicado este ano pela Levoir;

Super-Mulher: versão maléfica da Mulher-Maravilha oriunda da Terra-3. Sabe-se que se encontra grávida da versão de Lex Luthor da Terra-3. Esse Luthor, do lado do Bem esteve imbuído do poder de Shazam, um herói tão poderoso quanto o Super-Homem na nossa Terra e maléfico na 3;

Ultra-Homem: versão maléfica do Super-Homem oriundo da Terra-3, líder do Sindicato do Crime:

Owlman: versão maléfica do Batman oriundo da Terra-3;

Source Wall: o limite físico do Multiverso DC. Manifesta-se como uma gigantesca muralha, inultrapassável, ornada das estátuas gigantes daqueles que ousaram tentar passar. Esses são conhecidos como os Gigantes de Prometeus. Do outro lado, julga-se existir O Criador;

Rocha da Eternidade: o centro físico e metafórico do Multiverso DC. Fonte de magia, nele habita o feiticeiro Shazam, que conferiu poderes ao adolescente Billy Batson, conhecido como o super-herói do mesmo nome (antes o Capitão Marvel, mas a editora Marvel ficou com os direitos de uso desse epíteto);

Complicado, não é? Mas eu acho (que acho) que vale mesmo a pena. Divirtam-se! É o que importa...

(seguem-se previews mas antes podem ler aqui o que escrevi sobre o último capítulo desta Guerra de Darkseid (COM SPOILERS), à altura do seu lançamento)




Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 4: A Guerra de Darkseid de Geoff Johns e Jason Fabok





Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir está a publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.

Para este volume e para o próximo vão precisar de paciência. Muita... mas da boa. Geoff Johns decidiu acabar a sua sequência de histórias na Liga da Justiça, versão Novos 52, com uma saga que deveria definir a própria palavra "épico" e que está completamente imersa na mitologia, cosmologia e cosmogonia da DC Comics. É possível apreciar este conto sem os olhos treinados de um leitor de décadas mas tê-los ajuda - e muito. Por outras palavras, este livro e o próximo são pura pornografia DC.

Ora bem... é impossível escapar a alguma(s) explicação(-ções). Podem partir para a ignorância e ler à bruta mas arriscam-se a andar a nadar na maionese. É só o que vos tenho a dizer. Ou então são como eu e, paradoxalmente, gostam de mistérios e de descortinar "O que raio foi isto que aconteceu? Pareço estar num sonho pop do Lynch. Não entendo mas sei que gosto." Se são destes, força, partam para ignorância e leiam à bruta. Se são dos outros, pode ser que o que escrevo em baixo vos ajude.

Multiverso DC: Tudo começou quando os fãs da década de 60 do Flash conheceram o Flash da década de 40 (Flash é aquele herói da DC que corre à velocidade da luz e, graças a isso, pode viajar no tempo e atravessar barreiras dimensionais). Nesse encontro de gerações, os fãs da editora souberam existirem várias Terras, a ocupar o seu lugar em universos paralelos e diferentes. Num universo os heróis tinham iniciado a sua carreira na 2.ª Guerra e noutro apenas na década de 60. O sucesso levou a que a DC se multiplicasse em universos paralelos e Terras Infinitas, o Multiverso. Até que em meados da década de 80 a confusão era muita;

As Crises: Para corrigir o rumo, a DC decide simplificar o seu multiverso e fundi-lo num só universo. Cria o evento Crise nas Terras Infinitas (publicado pela Levoir) que marca uma viragem na editora, conceptual e criativa. Seguir-se-iam outras Crises que corrigiriam alguns erros da primeira e que procuraram repetir o sucesso. Essas crises aparecem nos primeiros capítulos da Guerra de Darkseid relatadas por Metron (já explico quem é): a Hora Zero; a Crise Infinita; a Crise Final; o Flashpoint. O que importa reter é que foi recentemente estabelecido que, apesar das sucessivas Crises reinventarem o multiverso DC e aparentarem recomeçá-lo do zero, elas aconteceram de facto e contam;

O Anti-Monitor: o vilão que causa a Crise nas Terras Infinitas. Nessa história o seu intuito era destruir todos os universos "positivos" para que o seu, "negativo", fosse o único e ele o seu Deus. Terá ainda a mesma motivação na Guerra de Darkseid?

Novos 52: Em 2011, depois de Flashpoint, a DC voltou a reiniciar o seu multiverso do zero e chamou a esse evento Novos 52. A história de todas as suas personagens foi, uma vez mais, reinventada. A Guerra de Darkseid passa-se nesta realidade;

As Amazonas: lendárias guerreiras da Antiguidade Grega, exiladas pelos Deuses do Olimpo na ilha paradisíaca de Themyscira. Hipólita, a rainha, é mãe da maior heroína do Universo DC, Diana, a Mulher-Maravilha, membro fundador da Liga da Justiça. No Novos 52, Diana nasceu do romance entre a Rainha das Amazonas e Zeus, o maior dos deuses gregos. Nas versões anteriores e na original nasceu de barro moldado pela mãe e dado vida pelos deuses;

Novos Deuses, Apokolips, Nova Génesis, Darkseid e Highfather: Em tempos já esquecidos pela memória do universo, os deuses antigos pereceram numa batalha apocalíptica. Dessa morte houve um renascimento. Surgiram os Novos Deuses, divididos entre os do Mal, habitantes do Planeta Apokolips, e os do Bem, residentes de Nova Génesis. Os líderes desses dois mundos são Darkseid e Highfather, respectivamente. O intuito de Darkseid é encontrar a Equação Anti-Vida, que eliminará a vontade de todos os seres vivos do Multiverso, que passarão a adorar apenas uma palavra e uma vontade, a sua. Ele é o déspota supremo, o maior de todos os males do universo DC. É a razão porque, neste Novos 52, a Liga originalmente se juntou. Nessa altura, Darkseid veio à Terra na busca de alguém e, finalmente, vamos saber quem esse alguém é;

Metron: Nem de Apokolips, nem de Nova Génesis, sempre um observador frio e distante de eventos. Por vezes intervém, sempre segundo uma agenda misteriosa e escondida. A Cadeira Mobius é a fonte do seu poder e da sua quase omnisciente sabedoria;

Mr. Miracle: para evitar a guerra, Darkseid e Highfather fizeram um tratado de paz. Trocariam de filhos. Scott Free, filho de Highfather, sofreria nas mãos de Darkseid. Orion, filho do Deus do Mal, prosperaria em Nova Génesis. Após escapar de Apokolips, Scott Free transformar-se-ia em Mr. Miracle, o super-artista da fuga, o Houdini dos Novos Deuses;

Caixas-Mãe: computadores ultra-sofisticados dos Novos Deuses, quase vivos, usados quer por Apokolips, quer por Nova Génesis;

Steppenwolf: o general supremo dos exércitos de Darkseid (reconhecem-no como o antagonista do filme da Liga da Justiça);

Kalibak: outro dos filhos de Darkseid, eternamente na senda da aprovação do pai;

Kanto: o principal assassino do grupo mais próximo de soldados e generais de Darkseid;

Lashina: uma das cinco Fúrias, grupo de guerreiras e assassinas ao serviço de Darkseid;

Desaad: o torturador sádico de Darkseid;

Black Racer: uma das personificações e antropomortfizações da Morte no Multiverso DC. É ele o assassino de deuses;

Big Barda: ex-Fúria de Darkseid, apaixonou-se por Scott Free, o Mr. Miracle, e fugiu com ele para a Terra, onde habitam. Uma das maiores guerreiras do Universo DC, a par de Diana;

Sindicato do Crime: versão maléfica da Liga oriunda da Terra-3. Fugiram para a nossa Terra após a sua ter sido destruída, por razões ainda desconhecidas, pelo Anti-Monitor. Foram o móbil da série Mal Eterno, publicado este ano pela Levoir;

Super-Mulher: versão maléfica da Mulher-Maravilha oriunda da Terra-3. Sabe-se que se encontra grávida da versão de Lex Luthor da Terra-3. Esse Luthor, do lado do Bem esteve imbuído do poder de Shazam, um herói tão poderoso quanto o Super-Homem na nossa Terra e maléfico na 3;

Ultra-Homem: versão maléfica do Super-Homem oriundo da Terra-3, líder do Sindicato do Crime:

Owlman: versão maléfica do Batman oriundo da Terra-3;

Source Wall: o limite físico do Multiverso DC. Manifesta-se como uma gigantesca muralha, inultrapassável, ornada das estátuas gigantes daqueles que ousaram tentar passar. Esses são conhecidos como os Gigantes de Prometeus. Do outro lado, julga-se existir O Criador;

Rocha da Eternidade: o centro físico e metafórico do Multiverso DC. Fonte de magia, nele habita o feiticeiro Shazam, que conferiu poderes ao adolescente Billy Batson, conhecido como o super-herói do mesmo nome (antes o Capitão Marvel, mas a editora Marvel ficou com os direitos de uso desse epíteto);

Complicado, não é? Mas eu acho (que acho) que vale mesmo a pena. Divirtam-se! É o que importa...

(seguem-se previews mas antes podem ler aqui o que escrevi sobre o primeiro capítulo desta Guerra de Darkseid, à altura do seu lançamento)




Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 3: O Prego - Teoria do Caos de Alan Davis

Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir está a publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.


A editora DC Comics é conhecida pelo uso descontraído da galeria de personagens ao seu dispor. O Super-Homem, a Mulher-Maravilha e o Batman, para mencionar os mais importantes e conhecidos, são algumas das personagens de BD mais conhecidas dentro e fora do mundo da 9.ª Arte. Não só existem há oito décadas, como já ultrapassaram as fronteiras desta indústria e transformaram-se em arquétipos. Os super-heróis são julgados pelo modelo que criaram. Graças a esta transversalidade e ao aspecto icónico dos mesmos, muitos são os autores que agarram no molde e adaptam-no a circunstâncias diferentes do cânone, analisando o próprio arquétipo e o mundo real. Estes "desvios" começaram a aparecer desde cedo e, nos finais da década de 80 e com mais força a partir da de 90, a editora passou a catalogá-los com o nome de Elseworlds - mundos que, por acaso do destino, têm minúsculas ou significativas diferenças em relação ao "nosso". Não deixavam de ser reconhecíveis mas, ao mesmo tempo, diferentes. Foi assim que apareceu o Super-Homem criado na Rússia Comunista, o Batman da Época Vitoriana (ambas já publicadas pela Levoir), etc.

Este terceiro volume da colecção da Liga volta a visitar um mundo alternativo, desta vez inteiramente criado pelo veterano Alan Davis, muito apreciado pelos fãs de BD de super-heróis, por causa do seu traço dinâmico e adaptado a estas mitologias. Nele, o escritor/desenhador parte de um poema de George Herbert, publicado na colectânea Jacula Prudentum (1651), para imaginar um mundo onde o Super-Homem não é criado pelo casal Kent e o universo ficcional da DC cresce sem a presença do maior dos seus super-heróis. 

"Por falta de um prego perdeu-se a ferradura; por falta da ferradura perdeu-se o cavalo; por falta do cavalo perdeu-se o cavaleiro, por falta do cavaleiro, perdeu-se a guerra." É este o poema que Davis usou como inspiração. Este é um mundo onde o Batman, a Mulher-Maravilha, Lois Lane (a eterna paixão do Homem de Aço), Jimmy Olsen (o melhor amigo), Lex Luthor (o arqui-inimigo), a Liga da Justiça, estão longe dos caminhos "normais". 

Esta reflexão de Davis não entra tanto pela filosofia ou política mas mais pelo lado pop das histórias da DC, pontuada por um elogio à Idade de Prata da editora (década de 60 e início da de 70), procurando mais um "o que aconteceria se?..." leve, descomprometido e, acima de tudo, entretido. Os menos conhecedores da galeria das personagens desta Idade não se sintam desmotivados com o aparecimento de tantos uniformes de cores garridas. Pensem antes no prazer da descoberta. No prazer de irem vasculhar a net e tentarem saber quem é a Patrulha Destino (Doom Patrol), os Novos Titãs (Teen Titans), a Batwoman, etc. 

O sucesso seria de tal forma significativo que aconteceria uma sequela com o sugestivo nome de Another Nail.

Uma BD leve e divertida para ler nestas noites frias. A capacidade de adaptação da mitologia DC é uma das razões porque muitos (como eu!) são fãs da editora. Recentemente, e depois de alguns anos sem Elseworlds, a DC regressou a este conceito com Nightwing - The New Order e Batman - White Knight (e ainda bem!).

(seguem previews)




Justice League de Zack Snyder (Liga da Justiça)

A que é que nos leva a paixão? 

Esperem!... Acho que já leram esta pergunta algures neste blog de cada vez que se começa a falar de algo sobre o qual será difícil ser objectivo. Ou, pelo menos, o objectivo que se deveria ser quando escreve-se sobre uma peça de arte ou de entretenimento. Nestas coisas da "crítica" todos temos um ponto de vista. O meu é de alguém que ama Banda Desenhada, lê-a há quase 40 anos, sempre foi apaixonado pela mitologia dos super-heróis e, principalmente, é alguém que adora a editora DC Comics. A Mulher-Maravilha é a minha personagem favorita de qualquer arte e a Liga da Justiça é uma das equipas destes personagens de ficção que mais me entusiasma. Portanto, seguem daqui para a frente por vossa conta e risco.

Dizer que os fãs esperavam há décadas por um filme deste grupo é usar a figura do eufemismo de forma eufemística. Se os filmes da Marvel foram um marco importante na passagem da BD à 7.ª Arte, para os que gostam da DC e do universo desta editora este é o Santa Graal (para mim foi antes o filme da Diana, mas adiante). Falamos dos maiores ícones da 9.ª Arte dos EUA. Falamos da reunião do Super-Homem (não pode ser considerado spoiler dizer que ele volta à vida), da Mulher-Maravilha, do Batman, do Flash, do Aquaman - e ainda do Cyborg (vamos ser claros, nada tenho contra a personagem mas não tem a mesma importância dos cinco primeiros). Durante duas horas vão poder ser entretidos pela dinâmica entre as personalidades destas seis figuras que se unem sobre a égide de uma ameaça global. E é esse um dos maiores méritos deste filme: o entretenimento. Se a seriedade e negritude do Batman v Superman vos fez impressão, então a Liga da Justiça é a antítese que precisavam (eu adorei os dois). se gostam de duas horas sentados numa sala de cinema com a cabeça desligada, então preparem-se porque este filme é para vocês. Argumento simples (talvez simples demais), directo, com uma ameaça que os heróis têm que derrotar depois de conciliarem as diferentes personalidades. 

E que personalidades. Essa é maior força do filme. As trocas de picardias e de miminhos entre as personagens são descontraídas, sérias quando necessário e, acima de tudo, ditas por personalidades únicas. Apesar do Batman sorrir mais do que o Batman deveria sorrir, é ele quem tenta motivar os seus companheiros de equipa a se unirem. Flash assume o lado humorístico e deslumbrado mas não deixa de ser um herói na busca da sua coragem. Aquaman é uma torrente (perdoem o trocadilho) de força bárbara e de masculinidade (talvez o mais diferente da versão da BD). Cyborg é um homem conturbado pelo seu aspecto físico e por poderes que desconhece e o perturbam. E a Diana é a cola que os une. Gal Gadot continua a deslumbrar no papel da Mulher-Maravilha, cada vez mais assumindo ser um dos maiores casting (se não o maior) de sempre em filmes de super-heróis. Por causa do sucesso do filme homónimo temos muito de Diana no filme e a Liga só tem a ganhar com isso. Ela é, tal como esta personagem deve ser, força, graça, determinação e, acima de tudo, compaixão e compreensão. É ela a líder que a Liga precisa e tem.

A história é épica, como todas as histórias da Liga devem ser. O vilão deveria ser mais complexo mas parece que a DC decidiu inflectir para o caminho da Marvel e dar mais atenção aos heróis e menos ao vilão. Ainda assim, somos presenteados com o passado do antagonista, que aparece contextualizado numa visão unida do universo dos super-heróis desta versão de cinema. Poderiam ter ido mais longe? Poderiam e muito, mas para quem acha que estas coisas devem ser servidas de forma parcimoniosa, então têm o prato perfeito. 

Os detractores do estilo de Zack Snyder podem ficar descansados - dos quais não faço parte porque adoro Man of Steel e BvS. O factor Joss Whedon teve o efeito desejado. Existe mais humor e descontracção. A palete de cores é luminosa (o que podem confirmar comparando os trailers pré e pós contratação de Whedon). Ainda assim, a assinatura de Snyder não está completamente ausente. Existe, abordada muito ao de leve, uma temática transversal às personagens: os progenitores dos membros da Liga. Todos têm uma relação ou situação conturbada com os pais, o que é sublinhado em mais do que uma circunstância. Nota-se existir um linha narrativa mais profunda relacionada com esta temática mas que, infelizmente, não é explorada o suficiente. É francamente pena.

Sim, adorei o filme mas nem tudo são rosas. O maior problema é o bigode do Super-Homem. Sim, eu não me enganei a escrever. Quando fizeram refilmagens no verão passado, Henry Cavill trabalhava já no Missão Impossível, onde usa um bigode que não podia cortar. Esse bigode é apagado digitalmente e nota-se - muito. Outro problema, também relacionado com os efeitos digitais, é o uso desnecessário dos mesmos. Quando é que os produtores de grandes blockbusters irão aprender que um pôr-do-sol é mais belo quando verdadeiro e não feito por computador? Os directores de fotografia estão ali para isso. Não será difícil encontrar um bom pôr-do-sol ou, faltando, um ambiente realista capaz de veicular o peso emocional da cena. Num filme desta envergadura e com este orçamento estas duas falhas são grandes demais para passarem despercebidas e serem desculpadas. 

Um filme divertido e entretido em que as personalidades são o forte. Um enredo simplista mas que funciona melhor do que estava à espera.

PS - Não se esqueçam de esperar pelas duas cenas pós-crédito que são, ao mesmo tempo, um gigantesco presente para os fãs da DC e uma preparação para o próximo filme da Liga.

Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 2: O Virus Amazo de Geoff Johns e Jason Fabok



Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir irá publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.

Em 2011 a DC Comics estava em apuros. As vendas não andavam entusiasmantes. Sendo que os super-heróis são o pão que alimenta a casa, fez-se necessária uma injecção de adrenalina para espevitar os leitores a quererem ler as histórias das suas personagens. Surge o Novos 52. De uma forma nunca vista, a DC Comics reinicia do zero todo o seu universo dos homens de collants. Surgem uma batelada de números um (52, para ser exacto), mesmo para as duas mais antigas revistas da editora: Action Comics, onde, em 1938, nasceu o Super-Homem; Detective Comics onde, em 1939, apareceu o Batman.

A revista que deu o pontapé de saída a esta tão drástica "evolução" foi a da Liga da Justiça, escrita por Geoff Johns e desenhada por Jim Lee - e que a Levoir já publicou numa anterior colecção. Numa história de seis números (escrever para o Trade, como agora se gosta de fazer), as mais poderosas e relevantes personagens da editora encontraram uma razão para se juntarem. O vilão chamava-se Darkseid, o Deus do Mal, criação do eterno Jack Kirby. Os heróis eram o Super-Homem, o Batman, a Mulher-Maravilha, o Aquaman, Lanterna Verde, o Flash e o Cyborg. Os que ligam a estas coisas notam, desde logo, uma diferença: a ausência do Caçador de Marte, substituído pelo último da lista. 

Cyborg foi criado nos princípios da década de 80 por Marv Wolfman e por George Pérez como parte da equipa Novos Titãs. À altura era um adolescente transformado num ciborgue pela ciência do seu pai após ter sido vítima de um terrível acidente. Atormentado pela transformação que o desfigurou, sempre viveu consumido pelas cicatrizes que carregava - uma nova versão do Coisa da Marvel. A sequência de histórias de Wolfman e Pérez marcaria,  pela sua qualidade, uma época e uma geração. Geoff Johns terá sido um deles e decidiu, nesta reinvenção da Liga, mudar a sua já longa História e a formação original. Continuariam a ser os Big 7 mas com uma "pequena" modificação. Esta é a equipa que veremos no segundo volume desta colecção e também no filme que estreia hoje.

O adversário de O Virus Amazo também ele é uma evolução de um clássico inimigo da Liga. Amazo era um robô criado por outro antagonista, o Professor Ivo, que possuía a peculiar qualidade de duplicar qualquer super-poder. No fundo, era uma forma dos escritores contornarem o poder quase divino da Liga da Justiça: virar as suas próprias capacidades contra ela. Geoff Johns procura transformar um conceito considerado datado e adaptá-lo à paranóia do mundo moderno, para tal fazendo uso de Lex Luthor, o eterno némesis do Super-Homem, que assume um papel particularmente importante nesta história. Note-se que este volume segue-se imediatamente após a saga Mal Eterno, publicada na colecção da Levoir dedicada aos vilões da DC No Coração das Trevas. No final dessa, Lex passou a ser membro da Liga. Escusado será dizer que as tensões são mais que muitas.

(seguem previews)




Colecção Liga da Justiça da Levoir, vol. 1: Nova Ordem Mundial de Grant Morrison e Howard Porter

(podem também ler este post onde já faziamos uma pequena resenha sobre esta versão da Liga da Justiça)

Aproveitando o lançamento do filme homónimo, a editora Levoir irá publicar uma colecção de cinco volumes deste grupo de super-heróis entre o dia 9 de Novembro e 7 de Dezembro. Aqui no Acho que Acho, porque adoramos a DC e a Liga, queremos que vocês não se sintam perdidos na História, Cosmologia e Cosmogonia da editora. Por isso, vamos tentar dar-vos um pequeno Travel Guide. A Lonely Planet que se roa.


A Liga Justiça da América é a união dos maiores personagens da BD dos EUA. Quando foi criada em 1960 no número 28 da revista Brave and The Bold da DC Comics, reunia sete dos mais relevantes nomes dessa editora: Super-Homem; Batman; Mulher-Maravilha; Aquaman; Flash, Lanterna Verde e Caçador de Marte. Os dois primeiros, os mais relevantes e conhecidos, nem sempre fariam parte das aventuras da Liga nos seus primeiros anos mas, ao longo do tempo,  foram estando mais e mais presentes. Também à medida que os anos passaram, o número de membros foi aumentando até transformar-se num verdadeiro exército, o maior e mais poderoso do universo da 9.ª Arte. 

Muitas foram as iterações desta equipa, com algumas das mais conhecidas e apreciadas a serem desvios da formação inicial dos Big 7. Uma acontece depois da famosa saga Crise nas Terras Infinitas (quando a DC decidiu recomeçar o seu universo de super-heróis do zero), em que os autores Keith Giffen, J.M.DeMatteis e Kevin Maguire, ao não conseguir "brincar" com os principais personagens da Liga, invertem para uma abordagem ao estilo sitcom que parecia arriscada mas que transformou-se numa das mais memoráveis sequências de histórias desta equipa de super-heróis. Qualquer coisa como cinco anos depois a DC decide voltar ao ritmo habitual mas sem o sucesso quer da versão humorística quer da saudosa que reunia os Big 7 e outros.

Em 1997, quando a Liga estava num ciclo descendente de qualidade e vendas, surge o escritor escocês Grant Morrison, que a DC já tinha publicado na imprint adulta Vertigo. A sua abordagem era um misto de regresso às origens e do injectar de sensibilidades modernas. Do lado das origens, Morrison mina a sua adorada Idade da Prata (o período da BD dos EUA que vai da década de 60 até início da de 70), onde as histórias eram deliciosamente escabrosas. Da modernidade, buscaria a sua própria sensibilidade carnavalesca, maior que a vida, operática, na tangente do teatral, para orquestrar sagas que ficariam para a História da Liga. As ameaças que a equipa tinha de enfrentar eram ridiculamente macro-cósmicas e multiuniversais. Deuses eram apontamentos nas vidas destes super-heróis. Convenhamos: quando Morrison consegue, pela primeira vez em muitos anos, voltar a reunir os Big 7, que mais poderia-se-ia esperar? Só podíamos ter adversários que apenas o Super-Homem, o Batman, a Mulher-Maravilha, o Aquaman, o Flash, o Lanterna Verde e o Caçador de Marte tinham capacidade de derrotar.

Os menos versados na História da DC poderão entrar nestas aventuras e não conhecer certas caras. Claro que sabem quem é o Super-Homem, o Batman e a Mulher-Maravilha. Eles são o Clark Kent/Kal-El, o Bruce Wayne e a Diana que todos conhecem. O Aquaman continua a ser Arthur Curry, filho de mãe atlanteana e pai humano, rei da Atlântida e do maior país do mundo, o dos sete mares. À altura desta BD, era escrito por Peter David, que decidiu cortar-lhe a mão e substituí-la por um arpão e que, acima de tudo, transformou-o num rei decidido e duro.  Mas o Flash não é Barry Allen mas antes Wally West, o parceiro que, após a morte do mentor na Crise nas Terras Infinitas, deixa cair a sua identidade de Kid Flash para se transformar no maior velocista do universo da DC. O Lanterna também não é Hal Jordan mas Kyle Rayner. Hal havia invertido para o lado do mal e Kyle era agora o único ser no universo a usar o famoso anel verde - ou, como Morrison o chamaria nesta Liga, a mais poderosa máquinas de desejos do mundo. O Caçador de Marte continua a ser o mesmo mas poucos, fora dos fãs da DC, o conhecem. É o ultimo sobrevivente do planeta Marte, possuidor da maior variedade de poderes de qualquer personagem da DC; voo; invulnerabilidade; intangibilidade; telepatia; metamorfose; super-força; visão marciana. Tudo isto e apenas uma franqueza: o fogo. O Super-Homem considera-o um dos poucos capaz de o derrotar no corpo a corpo e o Batman respeita-o pela sua inteligência, capacidade estratega e por corporizar "o verdadeiro espírito da Liga" (foi membro de todas as suas iterações).

Este volume colecciona alguns dos primeiros números da Liga de Grant Morrison e Howard Porter. Numa das histórias enfrentam o Hiperclã, uma misteriosa equipa de super-heróis disposta a corrigir os problemas do mundo e a tornar a Liga obsoleta. Na outra, a escala de ameaça sobe e confrontam nada mais nada menos que os anjos da mitologia cristã. Nesta última, os leitores vão ser confrontados com uma versão bem diferente do Super-Homem: um Homem de Aço eléctrico. Mérito seja feito a Morrison que consegue fazer limonada com o mais azedo dos limões, ao aproveitar esta estranha evolução e extrair não um mas dois dos momentos mais antológicos da vida do último sobrevivente de Krypton.

O trabalho de Morrison e de Porter continuaria por mais anos com sagas como Rock of Ages, DC One Million ou World War III e, na opinião deste vosso bloguista, ambos entregariam as maiores e mais relevantes aventuras da História da Liga da Justiça. É rezar para que o resto seja editado cá por terras Lusas. Tudo depende de vocês.

Seguem em baixo previews.




Dark Nights: Metal # 1, Review (with spoilers)

It all starts here: DC Comics event Dark Nights: Metal, by the creative team of Scott Snyder and Greg Capullo. It's supposed to be an epic, multiversal roller-coaster ride filled with awe-inspiring moments.  In June and July we were treated with not one but two prologues, Dark Night: The Forge and Dark Night: The Casting, that put all the pieces on the table – or so we thought. The mythology was laid bare to prepare us for what was coming. However, what the authors gave us in this first issue was an even bigger canvas where we will be amazed and entertained in.

(from here on out there will be spoilers)

Let me say one thing before continuing: I’m a big fan of comics in general, super-heroes in particular and DC Comics is my favorite universe of this subgenre. I love the archetypical nuances of its characters and the religion-like cosmology that seems to tie all its stories together. Conscious or unconsciously, some of the storytellers that worked for this company in the past three decades want every single issue of its 75-year-plus history to count for the tapestry that is the DC multiverse. One of the biggest names is, of course, Grant Morrison, but also Geoff Johns, Mark Waid, et al. All of them tried, for lack of a better term, to tie everything together. Now you can add another author: Scott Snyder. He goes into full cosmology mode and it’s a wondrous sight to behold.

I love it when super-heroes go cosmic. Don’t get me wrong, I want to read Batman and Daredevil as much as the next guy, the street-level story, but when these characters travel to the end of time, battle impossibly-dark-and-evil-Gods and unravel reality, that’s when I love them the most. That’s why Morrison’s JLA is one of my all-time favorites. Speaking of the mad Scottish writer, he is one of the Snyder's spiritual gurus. He gets a lot of love in this first issue. Be it the Multiversity Map or the reference to Batman’s travel to the far past at the end of Final Crisis, Snyder references these cosmic stories in big and revealing ways. Hawkman’s lore is also a huge part of what it’s trying to be achieved here – don’t forget that this comic is called Metal and one the most important parts of it is the Nth Metal. 

It’s, of course, still too early to judge the story's quality. We’re at the beginning, but one thing is certain: this is not for the initiated in DC mythology. You have to be knee-deep into a lot of the cosmology minutiae that is part and parcel to this universe (or multiverse, if you want to be accurate). That is, of course, part of its charm but it will, for those less adventurous, be a strenuous read. Think of it like I did when I was on my early teens and read Crisis on Infinite Earths: marvel at the colorful menagerie of characters and geographies that populate the page; absorb every detail with child-like awe; maybe if you drop the adult-vision you’ll be rewarded.

Finally, that last page (huge spoiler ahead). Super-heroes comics revel in the use of surprise endings. Metal has a doozy of an ending, similar to last-year’s DC Rebirth Special: Neil Gaiman’s Sandman pays a visit to Batman – the Daniel version, not Morpheus. It is very similar to adding Alan Moore’s Watchmen to the regular DC multiverse (on the above mentioned DC Rebirth) but not as radical, though some people seem to think so. Don't get me wrong, it’s a huge thing and if done right adds gravitas to the story (I’ll judge its quality in the end). But, if you were paying attention to Grant Morrison’s Multiversity Map, you’ll find that the Endless and Sandman were already an integral part of DC’s cosmogony. Furthermore, Daniel was also used in Morrison’s JLA. So, there’s that.

Scott Snyder and Greg Capullo promised us a grand ride. If the following chapters are to be judged by this one, we’re in for one. So, please, fasten your seat belts.