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Tenho participado de uma brincadeira no Facebook: enumerar uma BD por dia até 2020. Começou há alguns meses, e agora dou-me ao trabalho de aqui a reproduzir. Mostro, hoje, as escolhas desta semana, com link na imagem para o texto que escrevi sobre o livro, ou um nhónhózinho, caso ainda não tenha falado dele.

Esta semana optamos pela miscelânea. Um pouco daqui, um pouco dali, e prova-se do que a BD é capaz.

A Febre de Urbicanda de Schuiten e Peeters (Levoir)

Em 1985, Benoît Peeters e François Schuiten venciam, com este A Febre de Urbicanda, o Melhor Álbum de Angoulême. Apenas com o segundo álbum da série Cidades Obscuras, arrecadavam um dos mais cobiçados prémios mundiais da banda desenhada. O primeiro dessa mesma série havia sido o também já impressionante Muralhas de Samaris, mas é com este que a lendária dupla de autores de BD chega ao lugar merecido da constelação dos grandes da nona arte. 

Desde logo, há uma questão que se impõe: como é que uma obra com mais de 30 anos continua relevante?