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Uma BD por dia, não sabe o bem que lhe fazia - até ao primeiro dia de 2020!



Tenho participado de uma brincadeira no Facebook: enumerar uma BD por dia até 2020. Começou há alguns meses, mas só agora dou-me ao trabalho de aqui a reproduzir. Mostro, hoje, as escolhas desta semana, com link na imagem para o texto que escrevi sobre o livro, ou um nhónhózinho, caso ainda não tenha falado dele.

Neste momento, estou a escolher os meus momentos importantes do Quarteto Fantástico, aka Fantastic Four, uma das minhas equipas favoritas de supers na BD.


Dr. Strange de Scott Derrickson (Dr. Estranho)

Já tinham ouvido falar do Dr. Estranho? Sim? Se não são leitores de Banda Desenhada, da Marvel e, mais especificamente, de super-heróis, então dou-vos os parabéns. Já agora, conto-vos um segredo: mesmo os experimentados podem não conhecer de forma aprofundada a personalidade e aventuras do mestre das artes místicas. O personagem apareceu, pela primeira vez, em 1963 graças à imaginação de Steve Ditko (desenhista credenciado como o principal criador) e de Stan Lee - ambos também os responsáveis pela criação do maior personagem da Marvel: o Homem-Aranha. A revista foi a Strange Tales número 110 e relatava a história de um cirurgião egocêntrico, Stephen Strange (a aliteração e referência on-the-nose é típica de Stan Lee), que sofre uma lição em humildade quando, vitima de um acidente rodoviário, perde o uso funcional das mãos, essenciais para a actividade que exerce. Na busca de medicinas alternativas que o ajudem à cura, encontra nos Himalaias um idoso de nome Ancient One que o guiará no caminho das artes místicas, abrindo caminho para que Strange transforme-se no Mago Supremo deste universo. Pela influência da estética de Ditko, as aventuras originais do Dr. Estranho são uma viagem alucinogénea por reinos psicadélicos onde as leis da nossa física não se aplicam. Infelizmente, o desenhador sai em confronto com Stan Lee mas, claro, o Dr. Estranho continua nas mãos da Marvel. Ao longo dos anos serão vários os criadores que trabalham nos labirintos esotéricos do mundo das artes místicas, com resultados de qualidade variante. Não será um personagem de publicação regular já que nunca é dos favoritos dos leitores da Marvel. Ainda assim é dos mais importantes do panteão da editora, o que claramente justificou a sua introdução no universo cinematográfico.

A produtora de filmes Marvel possui uma arte que tem auxiliado no sucesso dos seus filmes, isto apesar do relativo anonimato dos personagens: o casting. Foi a capacidade de perceber que Robert Downey JR era um Tony Stark/Homem-de-Ferro perfeito que catapultou o sucesso destes universos. Agora é a vez de Benedict Cumberbatch como Stephen Strange/Dr. Estranho. O actor britânico, com o seu carisma e talento, foi uma escolha mais do certa... foi óbvia. Ainda que a interpretação do Dr. Estranho escolhida seja bastante diferente da concebida por Ditko/Lee e por muitos dos autores que seguiram as suas pisadas, a mudança não choca, bem pelo contrário, parece melhorar alguns aspectos menos interessantes do original. Enquanto o Stephen Strange da BD era soturno, sério, como deveria ser um personagem que lida nas artes esotéricas e existenciais, este é cheio de humor, one-liners e tantos outros deliciosos momentos de riso - aliás, provavelmente é o mais humorístico de todos os filmes da Marvel competindo mesmo com o primeiro Avengers. Claro que os puristas podem sempre advogar que se era para ter uma versão feiticeira de Tony Stark mais valia não haver esforço. No que a mim diz respeito, ainda bem que decidiram tornar mais leve a personalidade de Stephen Strange sem, contudo, perder o mais importante aspecto da origem concebida pelos criadores: uma lição em humildade. Em todos os aspectos, Benedict é uma escolha fabulosa para a Marvel e, como já li algures na internet, "nasceu uma nova estrela". 

Mas não é só de Benedict Cumberbatch que o Dr. Estranho vive. Outra das escolhas deliciosas é Tilda Swinton como Ancient One, a mentora do protagonista, o mestre que o guiará na busca de redenção e de arte. Todo o poder e gravidade exigidos a um personagem destes são veiculados pela actriz, uma das melhores de qualquer geração. Por seu lado, Chiwetel Ejiofor faz de um competente Dr. Mordo, ainda que não seja uma revelação. Finalmente, chego ao velho problema dos filmes da Marvel: os vilões. Esse continua a não ter solução neste Dr. Estranho. Mads Mikkelsen é um dos grandes actores que fazem parte do elenco do filme (lembrem-se de A Caçada e Hannibal, a série de TV) mas, ainda que existam laivos de um passado trágico, o seu personagem não evolui muito para além do "antagonista que tem de ser derrotado". É muito mais competente que os inimigos bidimensionais do Guardiões da Galáxia ou do Homem-Formiga, para citar dois exemplos, mas, infelizmente, não demarca-se o suficiente. 

Uma das grandes vitórias deste filme são os  efeitos especiais. São usados de forma bastante criativa, emulando o trabalho de Ditko, outro de autores mais recentes que colaboraram com o escritor Brian Michael Bendis, e filmes como o óbvio Inception de Christopher Nolan. Indutores de vertigem, funcionam como viagens psicadélicas pela multitude de universos e realidades disponíveis à futura imaginação dos criadores do universo cinematográfico da Marvel. Infelizmente, do lado da realização continuamos no reino da normalidade quase tarefeira. Um filme da Marvel é sempre um filme da Marvel e, salvo pequenos pormenores, este continua a sê-lo. É uma marca e quem não gosta tem uma opção: não os ver. 

Dr. Estranho é dos filmes mais divertidos da Marvel (lá em cima com os Vingadores, no que a mim diz respeito) e um dos mais entretidos do ano. Benedict Cumberbatch é uma escolha certeira e bem-vinda aos super-heróis da 7.ª Arte. 

BD é conselho para a vida.

"With great power, there must also come great responsibility." - narração de Amazing Fantasy , volume um, número 15, escrita por Stan Lee (primeira aparição de Peter Parker / Homem-Aranha)

Desenhos de Homem-Aranha por Erik Larsen (com uma ajuda de Todd McFarlane no último).





Depois destas, o mundo não seria mais o mesmo.

"Face it, tiger... you just hit the jackpot!" - Mary Jane Watson no Amazing Spider-Man, volume 1, número 42, escrita por Stan Lee.

Capas de the Amazing Spider-Man, volume 1, números 156 e 157, de Maio e Junho de 1976,  desenhos de John Romita Sr.


Coleção Levoir/Público Marvel 2014 – 17.º Volume: Hulk

(Prometo informar os menos conhecedores acerca da acessibilidade desta coleção de BD, ou seja, se é fácil ou não ler sem saber mais coisas)

Grau de acessibilidade: Fácil

Sai amanhã, Quinta-feira, dia 30 de Outubro, junto com Público e custa 8,9€


O Hulk é um dos mais conhecidos personagens da editora de BD Marvel. Muitos já ouviram falar da monstruosa e selvagem figura de pele verde que não é mais que uma evolução super-heroística da história de Dr. Jeckyl e Mr. Hyde.  Um homem bom, cientista de profissão, génio de inclinação, esconde uma natureza selvagem, primal, que é libertada quando se transforma numa gigantesca figura esmeralda, toda ela id, toda ela fúria descontrolada e violência reprimida. O homem é Bruce Banner e o monstro é o Hulk. 

O que menos pessoas sabem (ou seja, ninguém fora do universo da BD) é que a cor de pele que Stan Lee (um dos criadores do personagem) originalmente queria para o Hulk não era o famoso verde mas antes o cinzento. Problemas de impressão obrigaram a optar antes pelo tom esmeralda e o resto, como diz o outro, é história. Contudo, nada nos contornos da BD americana é deitado fora. Na década de 80, o escritor e desenhista John Byrne, numa re-imaginação retro do personagem, decide incorporar na mitologia e na história este "erro" de impressão: o Hulk havia sido, nos absolutos primórdios da sua existência, cinzento e não verde. Não só isso mas essa encarnação era menos forte, mais pequena em estatura e mais inteligente, madura e sarcástica em personalidade. De facto, a argúcia de Byrne não é de desmerecer porque usou o seu amor pelas décadas anteriores da Marvel e construiu algo inovador.

O Hulk, tal como muitos outros personagens, depende da interpretação que diferentes autores fazem da sua personalidade. No início da sua carreira, escrito por Stan Lee, o Gigante Esmeralda era mais arguto e malicioso.  Na mão de autores subsequentes como Len Wein e Bill Mantlo passou a ser infantil, dócil e inocente, excepto quando provocado - no fundo, uma criança. Byrne tentou explicar estas "mudanças".

Depois de Byrne, Peter David, escritor que tomou conta dos destinos do monstro durante muitos anos, agarra nestas alterações de cor e personalidade e atribui-as à infância traumatizada de Bruce Banner - esta ideia é não só uma evolução do trabalho de Byrne como de Bill Mantlo, que idealizou que o monstro era a manifestação física dos problemas do alter-ego do personagem. Os Hulks de tez diferente eram, assim, diferentes personalidades criadas por esses traumas - o Hulk era re-imaginado como esquizofrénico - muito pós-modernista.

A dupla co-autora deste volume da coleção da Levoir, Jeph Loeb, escritor, e Tim Sale, desenhista, andava ocupada em escrever séries para a Marvel baseadas em cores. Haviam escolhido o Amarelo para o Demolidor e o Azul para o Homem-Aranha (ambas já publicadas pela Devir). Obviamente que para o Hulk teria de ser o cinzento. Assim, em Portugal, fica completa esta Trilogia das Cores, apenas parecida com a do Kieslowski por causa do nome. 

Epic Collection: The Amazing Spider-Man, Great Power por Stan Lee e Steve Ditko


Dificilmente uma BD de maior importância histórica sairá em Outubro - bem... talvez também a que comemora os 50 anos da Mafalda. A Banda Desenhada já deu ao mundo personagens intemporais que tornaram-se conhecidos pelo mundo inteiro. Poucos são aqueles que nunca ouviram falar do Astérix, Tintin, Super-Homem ou Batman. No início da década de 60 surgiriam, pela imaginação de uma mão cheia de criadores da editora Marvel, mais uma multitude de outras personagens. Destas destacou-se o famoso Homem-Aranha e o seu alter-ego Peter Parker. O impacto deste personagem é sentido nos dias de hoje, por ter materializado aquela que, anos mais tarde, viria a ser conhecida como a Revolução Marvel. Essencialmente, graças aos talentos de Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko (a santíssima trindade), foi introduzido dinamismo, modernidade e humanidade nos super-heróis, cujo arquétipo ainda se confundia com aquele criado nos finais da década de 30 com o Super-Homem. Estes eram essencialmente forças de fazer o bem, quase divinos e donos de características supra-humanas, quer físicas, quer de carácter. O que estes três artistas fizeram foi desenvolver o super-herói com falhas humanas e não um ideal Apolónio de perfeição.

Na Segunda Grande Guerra estes ideais eram necessários. O mal que se combatia além-fronteiras obrigava a personagens que fortalecessem a moral dos combatentes, seres que resolvessem facilmente aquilo que custava vidas e sangue a conquistar. Na década de 60, na sequência do McCartismo, da era atómica e da guerra fria, os americanos, apesar de ainda munidos de um exuberante optimismo (que só na de 70  seria seriamente abalado), estavam preparados para pés de barro nos seus heróis. Capazes de perceber este zeitgeist e fartos da luz incandescente do Super-Homem e família, Lee, Kirby e Ditko estavam preparados para introduzir no mundo um novo paradigma e novos arquétipos. Surgiriam o Quarteto Fantástico, os primeiros, e seguir-lhe-iam as pegadas o Hulk, Thor, Homem-de-Ferro, Vingadores e aquele que seria o maior deles todos, o Homem-Aranha.

Tudo o que escrevi nos dois parágrafos anteriores cristaliza-se em Peter Parker/Homem-Aranha. Já muitos ouviram falar de que, para este personagem, ser um super-herói não era a vida de rosas que para outros era. Raramente chegava ao fim do dia com uma vitória clara. O termo Vitória de Pirro deveria ser reequacionado. Vitória de Parker (ou Sorte de Parker, como ficou conhecida na BD) é mais apropriado e pós-moderno. Ou eram contas que ficavam por pagar, ou a Tia que o criou que ficava seriamente doente, ou os colegas de escola que o desprezavam. Mesmo que o vilão do dia fosse derrotado, muito dificilmente o seria de forma total - muitas vezes resultava na morte de alguém conhecido, querido ou inocente. Esta transposição da vida real que, muitos anos mais tarde, se consubstanciaria em obras como Watchmen e The Dark Knight Returns, inicia-se com o Homem-Aranha. Este é dos primeiros personagens da BD americana para quem a ficção deixou de ser um refúgio. O realismo começava a entrar pelas fissuras  da estátua perfeita que era o escapismo  da 9.ª Arte - o termo realismo deve ser lido com algum toque de discernimento.

Claro que ainda não estamos a falar de uma obra realista como as que já mencionei. O Homem-Aranha, bem vistas as coisas, não deixa de ser uma BD de super-heróis da década de 60, com todas as obrigações que a isso acarretam. Os capítulos coleccionados neste primeiro volume cronológico da Epic Collection dedicada ao personagem incluem as primeiras aparições, além do próprio Homem-Aranha, de personagens como a Tia May, Dr. Octopus, Duende Verde, Electro, J. Jonah Jameson, e mais uma quantidade memorável de outros. Se querem saber como são as versões que inspiraram tantas e tantas outras que se seguiram no cinema, TV, etc, só têm de ler este volume para perceber a importância e impacto deste mito tão duradouro e perene.

Esta colecção épica que a Marvel decidiu lançar - não me canso de dizê-lo - constitui um dos meus maiores sonhos tornado realidade. Paulatinamente, a editora irá compilar todo o seu catálogo de BD, estando neste momento a publicar principalmente os volumes da Epic Collection dedicados ao Thor, Homem-de-Ferro, Capitão América, Vingadores, Quarteto Fantástico e o Homem-Aranha. Para este último já tinham lançado dois volumes mas de histórias das décadas de 80 e 90. Este Great Power é cronologicamente o primeiro e, para completar o trabalho da dupla Lee e Ditko, faltará apenas mais um. Não consigo ser suficientemente enfático para sublinhar o trabalho destes dois autores e a importância e qualidade do que está incluído neste maravilhoso volume. Querem dar uma prenda com substância? Acho que este pode ser o caminho.

Coleção Levoir/Público Marvel 2014 – 12.º Volume: Dr. Estranho

(Prometo informar os menos conhecedores acerca da acessibilidade desta coleção de BD, ou seja, se é fácil ou não ler sem saber mais coisas)

Grau de acessibilidade: Fácil

Sai amanhã, Quinta-feira, dia 25 de Setembro, junto com Público e custa 8,9€

O Dr. Estranho, senhor das artes místicas da Marvel, é dos personagens mais antigos do catálogo da editora mas, de uma forma ou de outra, também dos mais difíceis de escrever e "vender".  Nascido das imaginações de Stan Lee e, principalmente, de Steve Ditko (ambos também criaram o famoso Homem-Aranha), cedo se revelou que a capacidade deste personagem vingar nas compras mensais dos leitores residia muito na qualidade dos artistas e menos na atractividade do personagem. Já neste blog escrevi várias vezes que nenhuma personagem é privada de potencial. Obviamente que o Homem-Aranha, pelas suas características, possui um potencial quase ilimitado. O Dr. Estranho, pelo contrário, sofre do síndrome do Super-Homem: é de tal forma poderoso que torna-se difícil nos identificarmos com ele e, por outro lado, convencer os leitores de que existe uma ameaça credível à sua vida. Claro que os mais talentosos e imaginativos conseguiam contornar o problema. Roger Stern e Mike Mignola são dois desses talentos.

O mundo onde o Dr. Estranho se movimenta, o da magia, quase não tem regras e limites. A "ciência" do obscuro é, por natureza, a arte do impossível, de tornar realidade aquilo que, de forma material, é difícil. Portanto, um personagem que, ainda por cima, é o Mago Supremo, um título intimidador e totalitário, carrega uma bagagem incontornável. Contudo, Roger Stern, escritor de BD bastante profícuo na década de 80, conseguiu fazer o que muitos não conseguiam há anos: tornar o Dr. Estranho interessante. Umas das suas contribuições passou por esta história, Triunfo e Tormento, onde não só se juntava ao talento de um Mike Mignola ainda em início de carreira (é o criador de Hellboy), como punha o mestre das artes místicas lado a lado do maior vilão do universo da Marvel, o eterno antagonista do Quarteto Fantástico, o Dr. Destino. Este encontro teria repercussões bastantes relevantes e duradouras para o segundo, ao revelar um lado mais "frágil" de um dos mais interessantes personagens criados por Stan Lee e Jack Kirby (no Quarteto Fantástico, claro). 

Por outro lado, esta aventura revelava-nos o Mike Mignola como viria a ser conhecido uns poucos anos mais tarde,depois da criação de Hellboy. O lado místico e soturno que tanto se encaixa no universo mítico do Dr. Estranho estava particularmente bem talhado para as manias e inclinações deste desenhista.  E é maravilhoso quando isso acontece, principalmente no tipo de trabalho que é solicitado aos artistas quando estão em editoras como a Marvel e a DC Comics. Este é daqueles volumes desta colecção que facilmente se pega e aprecia.

Nota – Não partilho da opinião que tem de se saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.

Epic Collection da Marvel - Obrigatório comprar

Acabei de receber o meu primeiro volume da Epic Collection da Marvel, um conjunto de paperbacks que a editora vai publicar para todos os seus personagens e que coleccionam porções saudáveis dos comics individuais publicados ao longo destes 50 anos de história(s).

Obviamente que estas coleções apelam à mentalidade completista que tantos de nós têm, mentalidade que tem as suas virtudes e as suas desvantagens, mas  não foi para diminuir a coleção que  me dei ao trabalho de dedicar este sintético post.

São qualquer coisa como 400 páginas com papel de qualidade superior e coloração moderna que, no caso específico deste volume, o Epic Collection número 16 do Thor, colecciona os comics individuais do 383 ao 400 da revista homónima, ou seja, a primeira porção da run que Tom de Falco e Ron Frenz dedicaram ao Deus do Trovão nos finais da década de 80. Este conjunto de histórias segue-se à lendária run do autor Walter Simonson que, durante os meados da década de 80, foi criador do mais profícuo período do personagem, logo a seguir ao original dos seus criadores, Stan Lee e Jack Kirby nos anos 60 (o contributo de Simonson está também a ser publicado em volumes com menos páginas, que serão 5 no total, e que até ficarão bastante bem lado a lado a este). 

A Marvel tem publicitado que as várias Epic Collections vão ser editadas de forma aleatória (o próximo a sair do Thor será a número 11) e, como já referi, para vários personagens do seu catálogo. Já saiu o número 11 relativo ao Homem de Ferro e seguem-se o volume 20 do Homem-Aranha, o 9 dos Vingadores e do Capitão América e o 17 do Quarteto Fantástico,  para enumerar alguns.

Finalmente tenho a dizer que, para quem gosta destas coisas, só pode ficar deliciado com estes volumes de qualidade superlativa e esperar que a DC Comics lhe siga as pegadas e (quem sabe) a Levoir em Portugal também. 

Desculpem a piada de muito mau gosto mas... é agora que vou ter de alugar um armazém só para BD's.