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10 BD’s de 2009

Sem nenhuma ordem de preferência, apenas a alfabética, estas são 10 BD’s publicadas, continuadas ou acabadas em 2009 que, de uma forma ou de outra, considero as melhores e/ou as mais divertidas e das quais recomendo a leitura.

NOTA – Não li tudo o que foi publicado em 2009, portanto esta lista é limitada por esse facto (entre outros, está claro!).

100 Bullets de Brian Azzarello e Eduardo Risso


Em Abril de 2009 acabou esta série que repetidas vezes disse achar que achava ser a melhor em publicação na actualidade. E repito-o uma vez mais porque já tive o prazer de dedicar um pequeno post a a esta fabulosa saga. Leitura mais que obrigatória (são 13 volumes no total)!

Asterios Polyp de David Mazzuchelli

Um trabalho extraordinário de Arte.

Anos a fio dedicados a um projecto que aproveita potencialidades da arte de fazer BD que pareciam não existir. Uma história humana num palco desenhado para ser do tamanho do homem (e, portanto, maior que ele).

Atente-se às flutuações de humor, ambiente e história literalmente reflectidas no desenho, sempre idiossincrático.

É assim que a BD deveria ser quando aspira a ser uma obra-prima.

Daredevil de Ed Brubaker e Michael Lark

Como é possível um personagem deste tipo, um super-herói da maior editora de BD americana, conseguir conquistar equipes criativas de calibre, que de forma consistente e sustentada constroem histórias de qualidade impar? Como é possível que este personagem criado por Stan Lee em 1963 e criado outra vez por Frank Miller no inicio da década de 80, continue a estimular criadores atrás de criadores a entregar trabalho de qualidade impar no mundo dos “homens-e-mulheres-de-collants”?

Ed Brubaker e Michael Lark vêm na senda de Bendis e Maleev, seguem-nos de forma exemplar e abrem caminho para a equipe que vem a seguir. Daredevil há anos que é assim tão bom.

Fables de Bill Willingham

Uma ideia perfeitamente óbvia: e se os personagens de todas as fábulas e mitos e lendas co-habitam-se connosco? E se Braça de Neve e o Lobo Mau fossem apaixonados? E se um Adversário temível ameaçasse o refúgio destas Fábulas no nosso mundo?

Esta série da Vertigo (que inicialmente era para ser finita mas já deixou de o ser) continua, volvidos vários anos, a entregar enredo e histórias e contos de destreza e entretenimento. Nunca as fábulas da nossa infância, da dos nossos pais, da dos nossos avós, foram tão interessantes.

Green Lantern de Geoff Johns

Consistentemente divertido, já dediquei algumas linhas ao elogio desta BD.

Incredible Hercules

Raramente na BD americana se consegue um casamento eloquente e divertido, humorístico mesmo, entre o erudito mundo da Mitologia Grega e o universo pop dos super-heróis. Esta BD, que já vem de 2008 e continua em 2010, já tem 5 volumes publicados. Todos valem cada cêntimo. Digno sucessor dos mitos milenares de Héracles.

Parker: The Hunter de Darwyn Cooke


Mais uma demonstração da arte de um mestre da BD e de como vale a pena fazer incursões fora dos super-heróis (isto para os autores e leitores americanos). A adaptação de uma história típica e fortemente “Noir”. Homem duro e rasgado pela vida! Mulheres tão tortuosas quanto as suas imensas curvas! Duplicidades e traições tão grandes que parece-nos a vida não ser mais nada que duplicidades e traições!

Perfeição da ponta da bala à cabeça que perfura!

Scalped de Jason Aaron

Uma das melhores BD’s a ser publicada hoje em dia. Um digno sucessor de 100 Bullets, publicada pela editora que acho que acho ser a melhor do mundo (perdoem o exagero), a Vertigo. Também já dediquei algumas palavras a esta BD.

The Sword dos Luna Brothers

Querem saber como pode vir a ser o próximo franchise cinematográfico? Não vão muito mais longe que este “The Sword”. Envolve seres maléficos milenares, herdeiros de Deuses cretenses, e uma mera mulher, paralítica, a única descendente sobrevivente do homem que dedicou a sua eternidade a lutar contra estes mesmos seres. Munida do único instrumento que permite matá-los, uma espada, ao longo de 4 volumes (falta sair o último) somos testemunhas da escalada de violência desta mulher na busca de vingança contra os assassinos de toda a sua família. Acção “gore”! Batalhas épicas! Emoções operáticas! Que mais pedir de um blockbuster?

A Teoria do Grão de Areia Tomo I de Shuitten e Peters

Não sou o maior consumidor de BD franco-belga que existe. A fraca e errática publicação de volumes em português e um menos que perfeito domínio da língua francesa por vezes embargam a vontade. Contudo, qualquer coisa que estes dois autores publiquem e que seja editado em português, raramente não salta da prateleira da loja para uma em minha casa. Uma vez mais Shuitten e Peters presenteiam-nos com uma estranha história passada num estranho e arquitectonicamente irrepreensível mundo, uma história que vence no domínio da narrativa e do desenho e que nos deixa a salivar pelo tomo seguinte. Esperemos que a editora não nos surpreenda negativamente.

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5. Avatar

Às vezes esquecemo-nos do que é a “Magia” do Cinema. Avatar relembra-nos. Literalmente uma janela para um mundo imaginário. Literalmente deslumbramento pelos cenários alienígenas que se descobrem à nossa frente. Um prodígio tecnológico com alma, coração, palpitações, braços, pernas, olhos. Parecia ser criança outra vez.
Momento(s) GRANDE(s): Todo o mundo de Pandora; O facto de os Na’vi reflectirem fielmente o trabalho dos actores.

4. Ágora

São raras as vezes em que um momento, uma história, reflecte, como um espelho em frente a um outro espelho, tantas outras histórias, tantos outros momentos. É raro quando um evento parece cortar a História a meio. É raro quando a confluência de vidas parece encapsular mudanças radicais no palco do mundo. Assim me o pareceu Agora e a história de uma mulher e de uma cidade e de um conflito.

Momento(s) GRANDE(s): Os conflitos tão iguais aos de hoje; Uma mulher a ensinar homens a serem Homens.

3. Shotgun Stories

No meio do silêncio das longas, muito longas, pradarias americanas e no meio da alienação humana surge uma pequena pérola de coragem, porque alguém se atreve a quebrar o ritmo. Uma história de atitudes e de como estas mudam e perduram vidas.

Momento(s) GRANDE(s): O rádio que insiste em apenas funcionar de quando em vez.

2. Låt den rätte komma in (Let the Right One in )

Esqueçam Twilight e New Moon: este é o filme de vampiros que renova o género dos vampiros. O realizador sueco afasta-se dos clichés, agarra-se aos sentimentos e personalidades humanos dos seus personagens e oferece-nos uma história de amor e amizade que ultrapassa o véu da morte, da noite e do dia.

Momento(s) GRANDE(s): A entrada da vampira na casa. A coragem da primeira reacção ao bullying. A vingança.

1. Inglorious Basterds

Tarantino consegue ao mesmo tempo fazer uma carta de amor ao seu amor pelo cinema e realizar um filme que não obedece a mais nada a não ser às suas idiossincrasias. Tece um argumento e uma narrativa tão seus e ao mesmo tempo tão de Cinema (com C grande como convém neste caso).

Momento(s) GRANDE(s): A primeira cena; O rosto que ri na tela de cinema; O vocabulário italiano de Brad Pitt.

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10. The Hurt Locker

Existem filmes que conseguem equilibrar complexidade intelectual, panóplia emocional e entretenimento de uma forma tão digna e sem esforço que tudo parece fácil. E este filme, que retrata a história de um soldado que desarma bombas no Iraque, fá-lo dessa maneira. The Hurt Locker segue este homem de uma forma episódica, enquanto o vemos a ir de desarmamento em desarmamento, pelas paisagens bélicas desta guerra do nosso presente. Pouco mais que isso. Mas a arte está em ser muito mais do que isso.

Momento(s) GRANDE(s): O episódio da bomba no carro; O episódio da bomba no homem.


9. Gake no ue no Ponyo (Ponyo)

Ah… como é bom poder voltar a ver um filme assim, tão infantil mas sem perder a idade dos olhos gastos pelo mundo. Tão adulto mas sem perder o olhar virgem das coisas. Como é bom ver lápis de cor a desenhar uma tela de cinema. Como é bom ser criança, nem que seja por apenas 2 horas.

Momento(s) GRANDE(s): Os lápis de cor. O cavalgar das vagas estilizadas.



8. Coraline

Chamaram-lhe o filme para crianças mais aterrador do ano. Mas também o melhor. Baseado num pequeno conto de Neil Gaiman, conta-nos a história de Coraline, uma imaginativa rapariga que se vê confrontada com Outros-Pais e Outras-Casas. E o que ao início era a concretização de um desejo depressa deixa de o ser, como convém a este “Cautionary Tale”

Momento(s) GRANDE(s): A riqueza da imaginação e design do outro-lado.


7. District 9

É tão simples: um documentário que é uma narrativa; uma ficção científica que é uma realidade; uns alienígenas que são pouco mais ou menos como nós; pormenores que fazem-se pormaiores. Momento(s) GRANDE(s): O entendimento/desentendimento dos costumes entre espécies.

6.Gran Torino

Este senhor Eastwood, este general Americano do cinema, despede-se do ecrã com um elogio à tolerância e, uma vez mais, à clareza de uma idade avançada. É assim que todos, mesmo todos, deveríamos envelhecer.

Momento(s) GRANDE(s): O êxtase face à riqueza da gastronomia de um país diferente. A certeza de que, por vezes, é preciso não disparar.