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Música é o fogo.

"I'll walk the line, I'll be just fine
I'll be right back on time
The fire is coming, but we'll outrun it
We'll never be undone."

FOALS - A Knife In The Ocean



O que vou ouvindo! - Lord Huron, Thao & The Get Down Stay Down, Foals


Lord Huron – Love some Dreams

Banda Indie Folk de Los Angeles na veia de Grizzly Bear e Fleet Foxes, este seu primeiro LP é de 2012. Os sons da música de abertura do álbum, Ends of the Earth, evocam as alturas geladas matizadas de grandes e frios lagos do Alaska, enquanto Time to Run apropriadamente suscita fugas pelas florestas dos arredores frescos de Seattle. As vozes são quentes como o chá é quente. Reconfortantes como o cobertor é reconfortante. Tudo aqui é catarse pela harmonia.  Tudo aqui são memórias de um lado de lá mais quente, mais cheio de um lado ameno da vida.


Thao and The Get Down Stay Down – We the Common

Antes de mais nada, Laura, obrigado pela sugestão.

Natural de San Francisco, Thao Nguyen parece que desde cedo percebeu a sua vocação (12 anos), acabando por formar junto com uns colegas esta banda de som jovial, divertido e completamente descomprometido. We the Common de 2013 é já o quinto LP e assume este faceta livre e alegre de forma clara e aberta em grande parte dos temas do álbum, como na canção que lhe dá nome, ou em We don’t call e Holly Roller. Em Move junta-se à parada Mardi Gras pelas ruas de Nova Orleães, e em Clouds for Brains deambula pelo torpor embriagado de uma noite bem? mal? passada. Neste desatino há muito som para a festa que nunca mais acaba. Para antes, durante e depois do vinho.


Foals – Holy Fire

Ainda nem tinham lançado este seu 3.º longa duração e já de certeza era impossível o álbum desapontar, depois da amostra do excelente 1º single, Inhaler. Como se isso não bastasse, entram a matar com o apropriadamente intitulado Prelude, canção sem voz , de riff contagiante de guitarra, bateria marcial, empurrando-nos violentamente para a barragem de sons puramente rock and roll dançável e mochável. E não se ficam. Seguem com o hino de My number, outro mote para a dança hipster de clube cavernoso, o lamento de Bad Habit, o apelo de Late Night. Um álbum que do princípio ao fim está cheio de momentos certos, mais que certos, para uma noite, um dia, um fim. 








Melhores Músicas de 2012 - 5.ª a 1.ª


5 – No to Love de Jessie Ware, LP Devotion

Mais uma inglesa a entrar pelo campo tão americano do Soul e mais uma inglesa a estrear-se em 2012 com o primeiro longa duração. O embalo deste No to Love corre pelas veias como relaxante natural, como o lânguido restolhar de dias quentes de Outono.


4  - Inhaler de The Foals, LP Holy Fire

O álbum só sai em Fevereiro mas este primeiro single já antevê o que esperamos vir a ser um excelente terceiro longa duração, depois de Antidotes e Total Live Forever. Rock deste quinteto de Oxford, Inglaterraé frenético, adolescente, epiléptico. Inhaler é apenas, o que não é em nada um pequeno feito, o sucessor desse som. Catártico!




3 – Pushing the River de Shearwater, LP Animal Joy

O ano começou e logo tínhamos como presente o mais recente álbum desta banda indie, os texanos Shearwater. A característica voz grave de Jonathan Meiburg é uma forte marca registada desta banda que anda por estas andanças desde 2001, com o álbum de estreia The Dissolving Room. Mas, uma vez mais, é o incrível loop de bateria e o contagiante espasmo que convence. Coluna sofre!


2 – When we Sing de School of Seven Bells, LP Ghostory

Que dizer desta ode à dança, ao abandono numa noite de discoteca, ao tribalismo urbano? Nada! Apenas oiçam no som mais alto que puderem, fechem as luzes e os olhos e dançem, dançem, dançem, dançem, dançem, dançem, dançem, dançem, sem parar, sem pensar, sem cabeça, apenas movimento, apenas o suor, apenas a fadiga, apenas o coração e os ouvidos em ligação directa.


1 – Hanging On de Active Child, LP You Are All I See

Acho que já fui suficientemente esclarecedor quanto às razões que me levam a eleger esta como a melhor canção que ouvi em 2012, apesar do LP ser de 2011 (leiam-na aqui). Mas mesmo que o não tenha sido, acho que a música é-o. E, não, a versão que Ellie Goulding fez deste tema não é melhor. Ponto. Final.