Todos os Domingos (ou quase todos) deixamos uma pequena sugestão de grupo ou artista de Música. Algo que podem ou não conhecer. Assim, têm com que se entreterem durante a semana.
Esta semana sugerimos o Indie Pop de Active Child.
Cliquem na imagem para visitarem a página dele no Spotify.
Mais uma inglesa a entrar pelo campo tão
americano do Soul e mais uma inglesa
a estrear-se em 2012 com o primeiro longa duração. O embalo deste No to Love corre pelas veias como relaxante
natural, como o lânguido restolhar de dias quentes de Outono.
4 - Inhaler de The Foals, LP Holy Fire
O álbum só sai em Fevereiro mas este primeiro single já antevê o que esperamos vir a ser um excelente terceiro longa duração, depois de Antidotes e Total Live Forever. O Rock deste quinteto de Oxford, Inglaterra, é frenético, adolescente, epiléptico. Inhaler é apenas, o que não é em nada um pequeno feito, o sucessor desse som. Catártico!
3 – Pushing the River de Shearwater, LP Animal Joy
O ano começou e logo tínhamos como presente o
mais recente álbum desta banda indie,
os texanos Shearwater. A
característica voz grave de Jonathan
Meiburg é uma forte marca registada desta banda que anda por estas andanças
desde 2001, com o álbum de estreia The
Dissolving Room. Mas, uma vez mais, é o incrível loop de bateria e o contagiante espasmo que convence. Coluna sofre!
2 – When we Sing de School of Seven Bells, LP Ghostory
Que dizer desta ode à dança, ao abandono numa
noite de discoteca, ao tribalismo urbano? Nada! Apenas oiçam no som mais alto
que puderem, fechem as luzes e os olhos e dançem, dançem, dançem, dançem, dançem,
dançem, dançem, dançem, sem parar, sem pensar, sem cabeça, apenas movimento,
apenas o suor, apenas a fadiga, apenas o coração e os ouvidos em ligação
directa.
1 – Hanging On de Active Child, LP You Are All I See
Acho que já fui suficientemente esclarecedor
quanto às razões que me levam a eleger esta como a melhor canção que ouvi em
2012, apesar do LP ser de 2011 (leiam-na aqui). Mas mesmo que o não tenha sido,
acho que a música é-o. E, não, a versão que Ellie
Goulding fez deste tema não é melhor. Ponto. Final.
Este LP saiu em
2011 mas, graças a um amigo, apenas o ouvi no início de 2012. Nele estão incluídas
duas das minhas canções favoritas do ano… ponto final: “Hanging On” e “Diamond Heart”.
Ouço-as vezes sem conta!
O projecto de Electrónica
é composto apenas por Pat Grossi, que
já havia lançado 2 EP’s, “Sun Rooms”
e “Curtis lane”, ambos em 2010. A voz
de ex-rapaz de coro está presente em quase todos os falsetes do álbum e os sons
recordam-nos de clareiras pastorais ladeadas de geladas florestas nórdicas. Nos
interstícios da escuridão podemos vislumbrar, pelo assustado canto do olho, uma
legião de pontos vermelhos que nos fitam demoradamente. Gigantescos lobos que
uivam os lamentos de trovadores devorados. Sons digitais vindos do fundo de estômagos
esfomeados.
Danger Mouse & Daniele Luppi – “Rome”
Lançado em 2011,
este extraordinário álbum do já de si extraordinário Danger Mouse, tem bónus impressionantes nas colaborações de Jack White (ex-White Stripes, para quem vive debaixo de uma rocha ou apenas ouve
Quim Barreiros) e Norah Jones. Menos
conhecido (pelo menos para mim que vivo debaixo de uma rocha) é o compositor de
bandas sonoras para filmes, Daniele Luppi,
que se junta a Danger Mouse nesta
homenagem ao cinema italiano Western
Spaghetti, cujo apogeu criativo é Sergio
Leone. A atmosfera do álbum é perfeitamente evocativa dos planos demorados de
filmes como “O Bom, o Mau e o Vilão” e “Era uma Vez no Oeste”, do rosto marcado
pelo vento da areia do deserto, do fedor a uísque rançoso e a barba suada. Oiçam
“Season’s Tree” ou “Two Against One” e não serão impossíveis
estas imagens virem à tona da vossa imaginação.