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Vertigo: a melhor editora de BD do mundo? - artigo Maxim

Já cá faltava. Desta vez fiz o mesmo que já tinha feito aqui no Blog e estendi o meu post sobre a editora Vertigo. Acho que ela merece. Leiam-no aqui.

Para os que vêm de fora e querem saber mais coisas desta impressionante editora de BD, podem consultar os vários posts que publicamos.

Mesmo na Maxim, já dei o ar a algumas das mais famosas BD da Vertigo. Leia sobre Sandman Fables.


O que vou lendo! - Northlanders, The Icelandic Trilogy de Brian Wood (escritor)


Com este volume conclui-se a publicação desta série da Vertigo, com muita pena para o autor e fãs. Northlanders, ao longo dos seus 50 números individuais e 7 volumes coleccionados, contou diferentes capítulos da História dos povos do norte da Europa durante os finais do primeiro milénio, obrigatoriamente passando pelos famosos Vikings, mas não se restringindo a estes. Foram contos de homens e mulheres que, mesmo que ficcionalmente embelezados por Wood, eram duros e gelados como a paisagem onde habitaram.

Cada um dos sete volumes tinha uma ou mais histórias fechadas e desconexas das anteriores, excepto pela paisagem que servia de palco aos dramas relatados e pelas latitudes de onde provinham estes povos. Cada conto era uma leitura historicamente certeira (ou, pelo menos, assim gosto de pensar) de uma era onde a complacência e a cobardia não tinham lugar e eram facilmente vencidos pelo metal gelado e ventos cortantes.

Este último dos sete volumes fecha a série com uma trilogia. Relata três diferentes gerações e três diferentes épocas da família Hauker, enquanto procuraram fazer nome, honra e herança nas planícies da Islândia. Estes são contos de tempos onde não existia espaço para a bondade, onde todos os homens, mulheres e crianças tinham de ter um pouco ou muito de impiedosos para se poderem fazer ouvir e vingar. Esta lição é passada de geração em geração na família Hauker, até o momento em que deixa de fazer sentido, em que novas lições deverão ser apreendidas, em tempos modernos e novos. A moral final é que tudo passa, quer falemos de sangue, terror e massacre, quer de paz, diálogo e tranquilidade.

Wood foi sempre um exímio tecedor de histórias e este Northlanders, sem sombra de dúvidas, um dos seus apogeus criativos, entregando volume após volume de excelência e qualidade. Infelizmente, teve de acabar com esta extraordinária trilogia mas, não restem dúvidas, na primeira oportunidade continuará os seus contos dos homens gelados do Norte numa outra editora que lhe dê guarida.