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Galardões BD 2016: os vencedores



Este ano tive a honra de novamente ser convidado para júri dos Galardões BD 2016 que tiveram a respectiva entrega dos prémios aos vencedores ontem na Comic Con do Porto. Parabéns aos vencedores!

Galardões Anual Comic Con BD

Os Vampiros
Filipe Melo e Juan Cavia
(Tinta da China)


Outros nomeados
Kong The King, de Osvaldo  Medina (Kingpin Books)
O Poema Morre, de David Soares e Sónia Oliveira (Kingpin Books)
Tudo Isto é Fado, de Nuno Saraiva (Sol/EGEAC)









Excelência na Escrita de BD

Filipe Melo
Os Vampiros
(Tinta da China)

Outros nomeados
André Oliveira,  em Vil -  A Tragédia de Diogo Alves (Kingpin Books)
David Soares, em O Poema Morre (Kingpin Books)
Nuno Saraiva, em Tudo Isto é Fado (Sol/EGEAC)









Excelência na Ilustração de BD

Osvaldo Medina
Kong The King
(Kingpin Books)

Outros nomeados
João Sequeira, em Tormenta (Polvo)
Nuno Saraiva, em Tudo Isto é Fado (Sol/EGEAC)
Sónia Oliveira, em O Poema Morre (Kingpin Books)









Excelência na Criação de Curtas de BD

Altemente #1
Mosi
(Comic Heart)

Outros nomeados
Eco, de Sofia Neto (Mundo Fantasma)
Living Will #5, de André Oliveira e Joana Afonso (Ave Rara)
Vírus, de Álvaro, da colectânea "Histórias do Outro Mundo" (Escorpião Azul)










Excelência na BD em Português de Autores Estrangeiras

Eu, Assassino (ler aqui post sobre a obra)
Altarriba e Keko
(Arte de Autor)

Outros nomeados
O Pugilista, de Reinhard Kleist (Polvo)
Rendez-vous em Phoenix, de Tony Sandoval (Kingpin Books)
Talco de Vidro, de Marcelo Quintanilha (Polvo)

Vencedores dos Galardões Comic Con Portugal 2015

Foram ontem conhecidos os vencedores dos Galardões Comic Con Portugal 2015, cuja entrega será realizada no próximo dia 5 de dezembro pelas 16h00 no Auditório B da Exponor em Matosinhos.

Parabéns aos vencedores.

GALARDÃO ANUAL COMIC CON PORTUGAL


Volta – O Segredo do Vale das Sombras, de André Oliveira e André Caetano (Polvo)

EXCELÊNCIA NA ESCRITA DE BD



​David Soares, em “Sepultura dos Pais” (Kingpin Books)

EXCELÊNCIA NA ILUSTRAÇÃO DE BD



André Caetano, em “Volta – O Segredo do Vale das Sombras” (Polvo)

EXCELÊNCIA NA CRIAÇÃO DE CURTAS DE BD



Omega, de Nuno Duarte e Ricardo Venâncio, da antologia “Crumbs” (Kingpin Books)

EXCELÊNCIA NA BD EM PORTUGUÊS DE AUTORES ESTRANGEIROS 



A Arte de Voar, de Altarriba e Kim (Levoir)

Galardões BD Comic Con Portugal 2015

As férias acabaram, infelizmente. Elas só são o que são porque são finitas, infelizmente. Não ganhei o Euromilhões, infelizmente. Mas, como muito do que vale a pena não advém do dinheiro, enquanto estive fora foram divulgados os nomeados dos Galardões BD Comic Con Portugal 2015 a acontecer no Porto entre os dias 4 e 6 de Dezembro. Sigam o link para o anúncio ou vejam a transcrição da lista em baixo. 

Estes prémios têm um sabor especial para mim, o autor deste vosso Blog. Graças à generosidade do Nuno Amado do Blog Leituras de BD tive o prazer de ser um dos jurados destes prémios. Não têm como saber quem sou eu da lista, mas porque os Bloggers representados são poucos, acho que conseguem chegar ao José Pedro num instante. Espero ter feito jus à responsabilidade. No dia em que forem anunciados os vencedores, venham aqui discutir.

E agora os nomeados:

GALARDÃO ANUAL COMIC CON PORTUGAL
Erzsébet, de Nunsky (Chili Com Carne)
Sepulturas dos Pais, de David Soares e André Coelho (Kingpin Books)
Volta – O Segredo do Vale das Sombras, de André Oliveira e André Caetano (Polvo)
Zombie, de Marco Mendes (Associação Turbina/Mundo Fantasma)

EXCELÊNCIA NA ESCRITA DE BD
André Oliveira, em “Volta – O Segredo do Vale das Sombras” (Polvo)
David Soares, em “Sepulturas dos Pais” (Kingpin Books)
Joana Afonso, em “Deixa-me Entrar” (Polvo)
Ricardo Cabral, em “Pontas Soltas – Lisboa” (Asa)

EXCELÊNCIA NA ILUSTRAÇÃO DE BD
André Caetano, em “Volta – O Segredo do Vale das Sombras” (Polvo)
André Coelho, em “Sepulturas dos Pais” (Kingpin Books)
Joana Afonso, em “Deixa-me Entrar” (Polvo)
Nunsky, em “Erzsébet” (Chili Com Carne)

EXCELÊNCIA NA CRIAÇÃO DE CURTAS DE BD
Gentleman nº1, de André Oliveira e Ricardo Reis (Ave Rara)
Omega, de Nuno Duarte e Ricardo Venâncio, da antologia “Crumbs” (Kingpin Books)
The Green Pool, de Francisco Sousa Lobo, da antologia “Crumbs” (Kingpin Books)
X-23, ilustrado por Filipe Andrade e Nuno Plati, da antologia “X-Women: Mulheres da Marvel” (Levoir)

EXCELÊNCIA NA BD EM PORTUGUÊS DE AUTORES ESTRANGEIROS
A Arte de Voar, de Altarriba e Kim (Levoir)
Blacksad: Amarillo, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido (Arcádia)
Mil Tormentas, de Tony Sandoval (Kingpin Books)
Saga vol.1, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples (G-Floy Studios)


Crónica A Minha Primeira Comic Con em Portugal


A "marca" Comic Con existe nos EUA há várias décadas. Como é do conhecimento geral, a palavra Comic é a designação oficial para Banda Desenhada em terras estado-unidenses. As Cons, por seu lado, não são mais que conferências, reuniões entre fãs e artistas, produtores, editoras, etc. Ou seja, um ponto de encontro entre os que ou amam, ou gostam ou têm apenas curiosidade pela Arte, e aqueles que a produzem. Porque estamos a falar de algo criado por norte-americanos, estamos também a falar de algo com um sabor muito especial, regional se assim quisermos. Há extravagância, envolvimento, comércio, uma partilha comunal em volta de uma Arte que, para muitos, é também um modo e filosofia de vida.

Pela primeira vez apareceu em Portugal uma Comic Con e tive o prazer de comungar no Sábado, dia 6 de Dezembro de 2014, com 32 mil outros loucos nesta celebração que não se cinge apenas à BD, mas extrapola-se para outras Artes da cultura dita popular (Pop para quase toda a gente): cinema de género; Séries de TV; jogos de computador; etc.

Confesso que fiz parte dos cépticos quanto à capacidade de Portugal ser palco de um evento deste género. Faz parte da genética do país desconfiar da nossa capacidade de organização e da nossa vontade de adesão. É um fado e uma tragédia (passo o pleonasmo) que nos persegue e que faz de nós aquilo que somos. Dito isto, dizer que fiquei agradavelmente surpreso com a dimensão e qualidade do evento é ser, no mínimo, eufemístico. Estava a pensar numa festa de vão de escada e sai-me uma rave no Mosteiro do Jerónimos. 

Como disse anteriormente, fui apenas no Sábado. Não me arrependo e fiquei com o sabor apurado para os anos que se seguirão. Entrei à tarde no recinto e dirigi-me imediatamente para o painel que tinha vontade de ver: Brian K. Vaughn e Marcos Martin a falar da sua nova BD digital, Private Eye. Enquanto caminhava para o dito evento apercebi-me de enormes filas para entrar em outros painéis e depressa comecei a aperceber-me que as minhas expectativas baixas poderiam ter sido  fruto do código genético. A muito esperada "conversa" com Vaughn e Martin foi tudo o que eu poderia esperar mas com sabor a casa. A plateia, não estando a abarrotar, estava devidamente composta. Falou-se  da dita colaboração entre os dois, do futuro da BD, do conflito entre o papel e o digital, de trabalhar para a Marvel e a DC versus ser independente, etc. 

Acabado o painel, era "urgente" encaminhar-me para a área de autógrafos para recolher uma pequena assinatura de Vaughn, Martin e Carlos Pacheco (este último conhecido por trabalhos nos Vingadores, X-Men, Quarteto Fantástico, etc.). Do primeiro autografei o primeiro volume de Y: The Last Man e também o primeira compilação da minha BD favorita da actualidade, Saga. Do segundo, o seu primeiro trabalho no Homem-Aranha e do terceiro os seis primeiros números de Avengers Forever. Missão cumprida sem soluços, de forma ordeira e sem stresses. 

Segue-se o périplo pelo recinto e a surpresa pela dimensão consolidou-se em granito (pedra apropriada à zona do país, para quem não está dentro destas coisas da geomorfologia). Gente e mais gente e mais gente em deleite completo numa enorme catedral dedicada à religião da cultura popular. Uma das maiores e mais deliciosas celebrações residiu na forma dos dedicados cosplayers, que enfeitavam com tons de carnaval e amor o espaço, gritando aos sete ventos o que, porventura, já guardavam à anos.  

Todos se passeavam e amontoavam, os olhares roubavam maravilhas. A zona comercial era vibrante. Os visitantes amontoavam-se a comprar tudo desde livros, a DVD's, a porta-chaves, algo que envergasse a imagem ou o símbolo dos seus personagens favoritos, daquela cultura que, secretamente, sorviam no sossego do quarto ou da sala. Tive ainda a sorte de encontrar um outro ídolo da BD, Miguelanxo Prado, que me fez um desenho e uma dedicatória em Árdalen (ficou apenas a faltar Pia Guerra que, apenas por preguiça,  não consegui). Dificilmente poderia ter-me corrido melhor.

Obviamente que um evento desta dimensão e que é organizado pela primeira vez em Portugal terá de ter os seus soluços, os seus problemas mas, sinceramente, na minha experiência eles não aconteceram. Antes vi apenas um sucesso de adesão, algo que, dificilmente, se vê em Portugal a não ser em feiras gastronômicas ou de noivos. Apenas posso ficar maravilhado com a quantidade de outros como eu, assoberbados por uma paixão (claro que nem todos  os visitantes e, se calhar, nem a maioria). Curiosamente, fez-me lembrar de outro evento, o MoteLx, festival de cinema de terror em Lisboa. De facto, a cultura geek, popular - tudo termos que não aprecio, mas adiante -, estas Artes... estão a tomar conta do mundo. 

Há algo de primordial nisto. Um regresso aos personagens maiores que a vida, fantásticos, que nos transportam para mundos que não existem mas cujas lições e psicologia são mais reais que muitas outras histórias.  Homero estaria orgulhoso.

PS - Estive várias vezes na Comic Con de Nova Iorque e posso afirmar que não me senti, nem por um segundo, envergonhado pelo que vi. Parabéns, Portugal.

PS II - O Porto é a cidade perfeita para este evento. E olhem que sou ferrenho lisboeta. A proximidade a Espanha mais do que justifica que a Comic Con continue a fazer-se aqui.


Comic Con de Nova Iorque - Crónica Maxim

No último número da revista Maxim publiquei uma crónica acerca da minha mais recente ida à Comic Con de Nova Iorque, um evento que, pelo menos um vez, todos os fãs de BD americana deveriam poder ir. Hoje reproduzo-a aqui, agora que a revista já saiu das bancas há tempo suficiente e também porque hoje soube (depois de muita gente), que haverá em Portugal uma Comic Con só nossa, um evento que deve ser louvado.

Quem quiser rever todas as fotos que tirei pode dar uma olhada neste link.



Chegar à New York Comic Con é entrar numa gigantesca loja de brinquedos, especialmente feita para mim e para mais uma centena e meia de milhares de pessoas. Quando as portas ameaçam abrir já as filas vão longas de horas, amontoam-se fãs dos famosos personagens coloridos da Americana, esses superseres que fazem as delícias de tantos pelo mundo fora. Nesta convenção em NY não há reunião de vetustos intelectuais da BD, típicos de um ambiente cultural europeu. A celebração é colorida como um circo, exuberante como uma matiné no Moulin Rouge, mas com admiradores da BD americana. Nada é contido, tudo é sentido no âmago e ao exagero. E não pensem que por aqui apenas vagueiam homens gordos, sem namorada e com graves problemas de estética e higiene pessoal. Aqui. Há. De. Tudo. Porque isto é a América, a que fala alto, a exuberante, a infantil, a ingénua, incontida, a sem vergonha de assumir que... SIM... eu gosto de ler BD de homens vestidos de collants e mulheres vestidas com muito pouco. Há celebração e não contrição intelectual. Há intensidade e não vergonha geek. Quem acha que Comics são um fenómeno de uma minoria convido-o a vir à NYCC e a ser confrontado com esta gigantesca minoria. Quem, por um segundo (dos quais eu fazia parte), acha que os Comics são um fenómeno restrito a um pequeno número de pessoas ficará desarmado com as enchentes que pululam as ruas à volta do Javits Center de NY, com a avalanche de mascarados e não mascarados que, em rio, em torrente, entram decididamente nesta missa carnavalesca. Ninguém aqui se sente parte de uma minoria. Aqui todos são irmãos.

Todos vocês já devem ter ouvido falar do fenómeno que são os famosos cosplayers (abreviatura de “costume play”), fãs - e não só - que dedicam horas a costurar o fato de um dos seus personagens favoritos de BD, ficção científica ou Alta Fantasia, que o vestem dele e o exibem nestas convenções para quem os quiser fotografar ou, pura e simplesmente, admirar. E há muito que admirar! Primeiro, a dedicação! Segundo, a entrega ao personagem! Terceiro, a coragem em ser e gostar daquilo que se é, independentemente dos costumes! Aqui não há condicionamentos, contrições, não há espaço para provincianismos. Estamos em Nova Iorque, a capital da liberdade de expressão. Estamos numa convenção de BD, onde a excentricidade é senhora e rainha. Portanto, tudo é permitido e tudo é mostrado. Acreditem (ou vejam algumas das fotos que tirei)!


Sendo a terceira vez que me dirijo a esta convenção, tenho tido o prazer de a ver crescer ao longo dos anos, sendo hoje o segundo maior destes eventos em terras do Tio Sam (a maior – ainda – é a de San Diego, mas porque tem cinema à mistura). Com este crescimento vem uma dificuldade que, em Portugal, é difícil de ter: é impossível ver tudo. Existem os painéis, onde artistas e editoras apresentam os seus novos projetos, que são numerosos, e é impraticável ver todos. Existe o “artist alley”, um espaço para desenhistas e escritores, onde eles vendem esboços de corpo inteiro por 150 dólares (e há quem os compre!), onde vendem as suas mais recentes obras, onde vendem páginas desenhadas, originais, por 4000 dólares (e há quem as compre!), onde assinam originais em toneladas que os fãs lhes trazem. Existe o espaço de venda das infinitas lojas de BD, onde se encontra toda a espécie de pechinchas, numa quantidade de tal modo arrebatadora que, se um fã não for organizado, sai de lá esquizofrénico porque, verdadeiramente, não sabe por onde começar. É. Que. Há. Tanta. Coisa. E. Tão. Barata. Finalmente, existem os espaços das editoras de BD (e jogos de computador mas, sinceramente, nem olhei para eles – há que priorizar). Nestes, as responsáveis pela publicação das revistas que tantos idolatram organizam sessões de autógrafos, distribuem brindes, exibem novos projetos.



Por esta pequena amostra podem talvez perceber a dimensão desta convenção de BD. Tentei ser claro mas, às vezes, nem a hipérbole é suficiente para descrever este evento. Só mesmo lá indo.

Neste ano fui apenas a dois dos 4 dias, mas tive tempo para ver vários painéis. Um dedicado aos X-Men, outro ao Batman, mais outro ainda ao Homem-Aranha e por aí em diante. Para quem gosta, é uma delícia ver aqueles que criam os livros, que tanto prazer nos dão, a falar com o entusiasmo e com a entrega que pessoas que oferecem a sua vida aos homens e mulheres coloridos só poderiam dedicar. Ainda que existam aqueles mais contidos, mais comerciais, que apenas nos dão umas palavras banais, aparecem os outros que falam com amor e inteligência, que entregam mais do que o lugar comum, do que a frase sugerida pelo departamento de marketing – foi o caso de Peter David, de Scott Snyder e de Dan Slott, por exemplo, escritores para os universos dos X-Men, Batman e Homem-Aranha, respectivamente.

Esta convenção foi também tempo de perdição, de gastar mais do que deveria e de vir com a mala carregada de livros para atafulhar uma casa já a jorrar BD pelas portas fora. Mas o momento alto durou apenas alguns segundos. Pude comprar uma impressão original da Mulher-Maravilha (um dos meus personagens de BD favoritos) e tê-lo assinado por um dos meus ídolos, George Pérez, o escritor e desenhista que, há já mais de 20 anos, me fez gostar deste personagem. Para completar, ainda pude tirar uma foto junto com o artista e agradecer-lhe pelo que produziu. Por isso, e só por isso, já valeu a pena.


Comic Con Portugal

Acabei de ver no Facebook. Não sei muito para além do que me foi dado a conhecer por uma amiga: 5 a 7 de Dezembro na Exponor.

Consultem o site e a página de FB.

Quem souber mais faça o favor de se chegar à frente.