Mostrar mensagens com a etiqueta Millarworld. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Millarworld. Mostrar todas as mensagens

Rapidinhas de BD - KM/H e Legado de Júpiter 2 de Mark Millar, Duncan Fegredo e Frank Quitely - G Floy


A editora portuguesa G Floy, desde que adquiriu os direitos para publicação do catálogo de BD Millarworld, o selo do escritor escocês Mark Millar, tem lançado, de forma regular, trabalhos do autor. Escolha atempada, já que esse mesmo selo foi adquirido pela gigante Netflix, para que, em simbiose, ambos produzam conteúdos e conceitos que possam existir, simultaneamente, em papel e em ecrã de TV. KM/H e o segundo volume de Legado de Júpiter são dois bons exemplos dessa troca.

Imperatriz vol. 1 de Mark Millar e Stuart Immonen (GFloy)

(a partir de 28 de Fevereiro nas bancas) 

A editora portuguesa GFloy adquiriu recentemente os direitos de publicação da Millarworld. Esta é a marca do escritor Mark Millar, escocês responsável por alguns blockbusters dos comics das duas últimas décadas, quer através da Marvel, quer da DC, quer desta incursão independente. Mas desenganem-se se acham que Millar entrou no mundo da publicação para perder. Muitas das suas BDs têm sido êxitos da 9.ª Arte mas também da 7.ª, com adaptações cinematográficas de sucesso garantido: Kick-Ass e Kingsmen. Consumado vendedor e encantador de serpentes, Millar tem conseguido convencer alguns dos maiores talentos artísticos dos comics para entrar em co-autoria de obras publicadas através da Millarworld. Estas são produções conjuntas, de esforço e recompensa partilhada. Para este Imperatriz escolheu Stuart Immonen, cinético desenhista que já trabalhou no Homem-Aranha, nos X-Men e no Super-Homem. Immonen possui uma composição e desenhos cativantes e atractivos, capazes de prender a atenção da mente mais distraída.

A história passa-se no passado distante do nosso planeta, há 65 milhões de anos, quando os nossos antecessores governavam as paisagens do planeta que viria a ser a nossa casa.  Envolve a fuga de uma rainha das mãos psicopatas de um governante ditatorial, o seu marido. Uma fuga que a levará, aos seus filhos e amigos aos quatro cantos do universo em busca de refúgio em civilizações alienígenas coloridas e multifacetadas.

Imperatriz é a definição de blockbuster. A velocidade é vertiginosa. Millar e Immonen não deixam o leitor respirar, obrigando ao frenético voltar de página, ao desespero de saber o que virá a seguir. O artista tem espaço para brilhar, ao inventar inúmeras paisagens extraterrestres, seres alienígenas, acção incontida. O escritor é parcimonioso nas palavras, estilo pelo qual é conhecido, o que contribui para a velocidade da leitura mas também da obra em si. Millar é um verdadeiro parceiro do desenhador, permitindo-o brilhar com a sua estética e design, sem limites e com o mínimo de intromissão. Digamos que é o anti-Alan Moore. As suas histórias são big concepts de diversão desregrada e (quase) acerebral. Diversão e entretenimento puros que prendem e relaxam. 

Acabamos Imperatriz com a sensação de ter visto um filme de alto orçamento. Entretidos desde a primeira à última página. E temos de agradecer à GFloy o prazer que nos dá ao imprimir as suas obras em formato maior que comic. Uns vêem televisão. Com estas edições vamos ao Cinema.