Desta vez abro uma excepção. Mas aviso que os motivos estão longe de serem nobres. Já há algum tempo que não me dedico, neste Blogue, a divulgar lançamentos de livros, a não ser se acompanhados de uma reflexão da minha autoria. Mas, para esta nova colecção da editora Levoir, a sair a partir do próximo sábado dia 15 de Fevereiro junto com o jornal O Público, tenho de fazer diferente. A razão é simples...
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"É místico" ou "Quando as duas sequelas dos Watchmen acabaram na mesma semana!"
Claro que não existiu misticismo nenhum. Mas que é uma coincidência, lá isso é. Eu sou dos que acha que os Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons não necessita de sequelas, prequelas ou paralelas. Não sabem o que são paralelas? Mal seria... acabei de inventar o termo. Imaginem que a DC decide fazer uma série onde vemos os eventos dos Watchmen pelos olhos do felino do Ozymandias? (acho que acabei de dar uma ideia à linha editorial infantil ou juvenil da DC. Será que posso cobrar qualquer coisa?). Bem... isso seria uma história paralela. Estão a ver? Catita, não?
Bem, estou a divagar. As duas sequelas são a BD Doomsday Clock, de Geoff Johns e Gary Frank, e a série de TV Watchmen, da HBO e da autoria de Damon Lindelof. A primeira começou há mais de dois anos, tendo acabado no passado dia 18 de Dezembro de 2019, e a segunda chegou ao final da 1.ª temporada dois dias antes. São duas obras completamente diferentes, mas ambas, dignas sucedâneas da série original (o Alan Moore já pode pôr-me um feitiço. Se amanhã acordar com cabeça de pastel de nata, já sabem).
Tenho participado de uma brincadeira no Facebook: enumerar uma BD por dia até 2020. Começou há alguns meses, e agora dou-me ao trabalho de aqui a reproduzir. Mostro, hoje, as escolhas desta semana, com link na imagem para o texto que escrevi sobre o livro, ou um nhónhózinho, caso ainda não tenha falado dele.
Esta semana continuamos, até dia 18 de Novembro, histórias do Renascimento da DC que acho (que acho) valerem a pena.
Tenho participado de uma brincadeira no Facebook: enumerar uma BD por dia até 2020. Começou há alguns meses, e agora dou-me ao trabalho de aqui a reproduzir. Mostro, hoje, as escolhas desta semana, com link na imagem para o texto que escrevi sobre o livro, ou um nhónhózinho, caso ainda não tenha falado dele.
Esta semana acabamos a miscelânea de obras e passamos para, até dia 18 de Novembro, histórias do Renascimento da DC que acho (que acho) valerem a pena.
Uma BD aqui, outra BD ali, 30 - Doomsday Clock
Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.
Doomsday Clock número 9 de Geoff Johns e Gary Frank (DC Comics)
A série que é a continuação dos Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons vai entrar no seu último quarto. Faltam agora três números para o final, e Geoff Johns e Gary Frank começam a resolver os mistérios que têm assolado não só esta série como também o universo de super-heróis da DC desde 2016 (ou 2011, se quisermos ser verdadeiros). É uma tarefa difícil, já que os autores construíram uma gigantesca expectativa e uma malha narrativa complexa. É uma tarefa difícil também para mim, porque fazer uma análise sem spoilers é particularmente complicado. Como não o posso assegurar, aqui fica o aviso: haverá spoilers. Eu não quero lucrar cliques no meu blog à conta do trabalho de outrem. Por isso, façam um favor a vocês mesmos e vão ler o Doomsday Clock nove. Eu espero.
Uma BD aqui, outra BD ali, 26 - Doomsday Clock 8 e Shazam 1
Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.
Doomsday Clock número 8 de Geoff Johns e Gary Frank (DC Comics)
Já passámos a marca do meio e Doomsday Clock continua a ser uma viagem que tem tudo para agradar a fãs - e não só. O número oito avança de forma significativa a narrativa, ao finalmente introduzir, de forma mais clara, um dos mais importantes intervenientes da mesma (não, não vos vou estragar revelando quem é). Depois do anúncio de que o dia 11 de Junho de 2019 será relevante para esta história e para o universo DC como um todo (provavelmente será publicado o número 11 de DClock), teríamos de, obrigatoriamente, ter avanços no enredo. Geoff Johns afasta-se um pouco do mundo dos Watchmen e entra decididamente no da DC, com o aparecimento de várias das suas mais emblemáticas personagens, despoletando um momento importante de consequências inesperadas. O escritor não só usa essas mesmas personagens como as faz interagir com indivíduos do nosso mundo muito real e importantes no panorama político internacional. Desta forma, atira a narrativa para a esfera do relevante e sério, sem perder um átomo do valor de entretenimento.
Já passámos a marca do meio e Doomsday Clock continua a ser uma viagem que tem tudo para agradar a fãs - e não só. O número oito avança de forma significativa a narrativa, ao finalmente introduzir, de forma mais clara, um dos mais importantes intervenientes da mesma (não, não vos vou estragar revelando quem é). Depois do anúncio de que o dia 11 de Junho de 2019 será relevante para esta história e para o universo DC como um todo (provavelmente será publicado o número 11 de DClock), teríamos de, obrigatoriamente, ter avanços no enredo. Geoff Johns afasta-se um pouco do mundo dos Watchmen e entra decididamente no da DC, com o aparecimento de várias das suas mais emblemáticas personagens, despoletando um momento importante de consequências inesperadas. O escritor não só usa essas mesmas personagens como as faz interagir com indivíduos do nosso mundo muito real e importantes no panorama político internacional. Desta forma, atira a narrativa para a esfera do relevante e sério, sem perder um átomo do valor de entretenimento.
Uma BD aqui, outra BD ali, 25 - Universo DC
Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.
Doomsday Clock número 7 de Geoff Johns e Gary Frank,
Batman Damned número 1 de Brian Azzarello e Lee Bermejo e
Heroes in Crisis número 1 de Tom King e Clay Mann
(com alguns spoilers)
É-me difícil ser imparcial. Desde há mais de 30 anos que a DC Comics e as suas personagens são as minhas favoritas da BD. Nesse tempo, existiram altos e baixos. O final da década de 80, princípios da de 90 e algum do início do século XXI foram anos de muitos prazeres. Depois, estes foram diminuindo gradualmente até atingir o ponto mais baixo, sempre com excepções, por volta de 2016. Mas em meados desse ano, surge o selo DC Rebirth, onde a editora inicia um lento plano de recuperação do lustro que muito de nós sabiam existir. Os três títulos dos quais venho falar são belíssimos exemplos deste renascimento.
Batman Damned número 1 de Brian Azzarello e Lee Bermejo e
Heroes in Crisis número 1 de Tom King e Clay Mann
(com alguns spoilers)
É-me difícil ser imparcial. Desde há mais de 30 anos que a DC Comics e as suas personagens são as minhas favoritas da BD. Nesse tempo, existiram altos e baixos. O final da década de 80, princípios da de 90 e algum do início do século XXI foram anos de muitos prazeres. Depois, estes foram diminuindo gradualmente até atingir o ponto mais baixo, sempre com excepções, por volta de 2016. Mas em meados desse ano, surge o selo DC Rebirth, onde a editora inicia um lento plano de recuperação do lustro que muito de nós sabiam existir. Os três títulos dos quais venho falar são belíssimos exemplos deste renascimento.
Uma BD aqui, outra BD ali, 18
Há quem diga que os floppies estão a morrer - panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem. Espero que não porque adoro devorá-los! É um prazer que rezo para nunca acabar. De vez em quando, escrevo umas breves palavras sobre alguns que gostei. Só isso: gostado. Não são nem melhor nem pior que outras coisas.
Doomsday Clock número 5 de Geoff Johns e Gary Frank (DC Comics)
Doomsday Clock pretende ser a continuação dos Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons. Ainda não chegamos a metade dos 12 números planeados e qualquer tipo de julgamento é apressado.
Uma BD aqui, outra BD ali, 8
Há quem diga que os floppies americanos estão a morrer (panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem). Eu cá espero que não porque adoro agarrá-los e devorá-los! É prazer que rezo para nunca acabar. Assim sendo, de vez em quando, vou escrever umas breves palavras sobre alguns que gostei de ler. Só isso. Gostado! Não são melhores nem piores que outras coisas.
Doomsday Clock número 3 de Geoff Johns e Gary Frank (DC Comics)
A BD que todos esperam, quer sejam dos que a odeiam ou a adoram, tem um terceiro capítulo. Geoff Johns e Gary Frank continuam a explorar a incursão do mundo dos Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons no universo de super-heróis da DC Comics. Esta história é, ao mesmo tempo, a continuação oficial desta lendária BD da década de 80 e um comentário à sua influência nos trinta anos que se lhe seguiram na 9.ª Arte dos EUA. Os escritores e editores absorveram a mensagem de desespero e pessimismo dos Watchmen e verteram-na de forma sôfrega nas histórias de super-heróis, sem perceber que este livro era um produto da época e, acima de tudo, da personalidade dos autores. Geoff Johns quer comentar esta influência mas também o actual zeitgeist nos EUA, com a eleição de Trump e a confluência de factores que o levaram à presidência. Paralelamente, não deixa de estar profundamente imerso no universo dos homens de collants da DC, procura avançar esta mitologia e corrigir erros de percurso. É uma tarefa difícil que, até este terceiro capítulo, está a conseguir suplantar.
Desenganem-se se acham que acho que DClock está ao mesmo nível de Watchmen. Apesar de ser a sua continuação, o propósito e autores são outros. As comparações são completamente inevitáveis e não totalmente injustas. Mas, ao mesmo tempo, é contraproducente fazerem-nas. Neste novo capítulo, o enredo avança e, acima de tudo, as personagens são analisadas à lupa, quer na interacção com o enredo, quer umas com as outras. É possível ter a sensação que estamos a ler uma obra com intenções de entretenimento mas também de comentário sério ao mundo. Johns e Frank decidiram adoptar um calendário bimensal a partir do número quatro e não parece mal. Eles estão a jogar num outro campeonato e é na leitura de todas as páginas da obra que a sua prestação será julgada.
Amazing Spider-Man número 794 de Dan Slott e Stuart Immonen (Marvel)
Dan Slott escreve o Homem-Aranha há 10 anos e está, finalmente, a chegar ao fim. Começa aqui a próxima saga catastrófica na vida do trepador de paredes. As consequências serão sentidas nos próximos meses e nos anos que se seguirão - ou então o próximo escritor irá esquecê-las mal pegue nas rédeas. Quer se goste ou não trabalho de Slott a sua influência no passado e futuro da personagem é relevante. Faço parte da equipa que gostou do seu trabalho até determinado ponto e abandonou-o quando achava que tinha excedido as boas-vindas. A mais recente fase do Peter Parker dono de uma multinacional tecnológica desmotivou-me - para mim ele tem que ter sempre problemas de dinheiro. Não o lia há algum tempo e fiquei surpreendido que, entretanto, Peter perdeu a fortuna e voltou aos dias de mendicidade. Acabou-se o uniforme versão Homem-de-Ferro e irá agora ser envolvido num enredo que trará de volta inimigos de longa data.
A ideia-twist da última página parece interessante e apenas os próximos meses dirão se será muito mais que isso. Por enquanto, estou agarrado para ler os próximos capítulos. O Homem-Aranha foi a personagem que introduziu-me à BD. O apego emocional ao passado da personagem é muito grande - o trabalho de Lee/Ditko, Lee/Romita, Kane, Andru, Conway, Wein, etc, são referências da 9.ª Arte. Apesar de saber que é impossível regressar a esses primeiros tempos, em cada nova saga da vida de Peter Parker, espero sempre, estupidamente, por momentos nostálgicos. Vamos ver se Slott consegue acabar em alta uma sequência de histórias que já ia longa de mais.
A BD que todos esperam, quer sejam dos que a odeiam ou a adoram, tem um terceiro capítulo. Geoff Johns e Gary Frank continuam a explorar a incursão do mundo dos Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons no universo de super-heróis da DC Comics. Esta história é, ao mesmo tempo, a continuação oficial desta lendária BD da década de 80 e um comentário à sua influência nos trinta anos que se lhe seguiram na 9.ª Arte dos EUA. Os escritores e editores absorveram a mensagem de desespero e pessimismo dos Watchmen e verteram-na de forma sôfrega nas histórias de super-heróis, sem perceber que este livro era um produto da época e, acima de tudo, da personalidade dos autores. Geoff Johns quer comentar esta influência mas também o actual zeitgeist nos EUA, com a eleição de Trump e a confluência de factores que o levaram à presidência. Paralelamente, não deixa de estar profundamente imerso no universo dos homens de collants da DC, procura avançar esta mitologia e corrigir erros de percurso. É uma tarefa difícil que, até este terceiro capítulo, está a conseguir suplantar.
Desenganem-se se acham que acho que DClock está ao mesmo nível de Watchmen. Apesar de ser a sua continuação, o propósito e autores são outros. As comparações são completamente inevitáveis e não totalmente injustas. Mas, ao mesmo tempo, é contraproducente fazerem-nas. Neste novo capítulo, o enredo avança e, acima de tudo, as personagens são analisadas à lupa, quer na interacção com o enredo, quer umas com as outras. É possível ter a sensação que estamos a ler uma obra com intenções de entretenimento mas também de comentário sério ao mundo. Johns e Frank decidiram adoptar um calendário bimensal a partir do número quatro e não parece mal. Eles estão a jogar num outro campeonato e é na leitura de todas as páginas da obra que a sua prestação será julgada.
Amazing Spider-Man número 794 de Dan Slott e Stuart Immonen (Marvel)
Dan Slott escreve o Homem-Aranha há 10 anos e está, finalmente, a chegar ao fim. Começa aqui a próxima saga catastrófica na vida do trepador de paredes. As consequências serão sentidas nos próximos meses e nos anos que se seguirão - ou então o próximo escritor irá esquecê-las mal pegue nas rédeas. Quer se goste ou não trabalho de Slott a sua influência no passado e futuro da personagem é relevante. Faço parte da equipa que gostou do seu trabalho até determinado ponto e abandonou-o quando achava que tinha excedido as boas-vindas. A mais recente fase do Peter Parker dono de uma multinacional tecnológica desmotivou-me - para mim ele tem que ter sempre problemas de dinheiro. Não o lia há algum tempo e fiquei surpreendido que, entretanto, Peter perdeu a fortuna e voltou aos dias de mendicidade. Acabou-se o uniforme versão Homem-de-Ferro e irá agora ser envolvido num enredo que trará de volta inimigos de longa data.
A ideia-twist da última página parece interessante e apenas os próximos meses dirão se será muito mais que isso. Por enquanto, estou agarrado para ler os próximos capítulos. O Homem-Aranha foi a personagem que introduziu-me à BD. O apego emocional ao passado da personagem é muito grande - o trabalho de Lee/Ditko, Lee/Romita, Kane, Andru, Conway, Wein, etc, são referências da 9.ª Arte. Apesar de saber que é impossível regressar a esses primeiros tempos, em cada nova saga da vida de Peter Parker, espero sempre, estupidamente, por momentos nostálgicos. Vamos ver se Slott consegue acabar em alta uma sequência de histórias que já ia longa de mais.
Uma BD aqui, outra BD ali, 2
Há quem diga que os floppies americanos estão a morrer (panfletos, como lhes chama um amigo; comics, como todos os conhecem). Eu cá espero que não porque adoro agarrá-los e devorá-los! É prazer que rezo para nunca acabar. Assim sendo, de vez em quando, vou escrever umas breves palavras sobre alguns que gostei de ler. Só isso. Gostado! Não são melhores nem piores que outras coisas.
Doomsday Clock número 2 de Geoff Johns e Gary Frank (DC Comics)
Esta é daquelas BDs onde os apreciadores dividem-se. Escrita por Geoff Johns e desenhada por Gary Frank, é uma assumida sequela da "maior BD de sempre", os Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons. Este tipo de genealogia leva a que seja necessária uma enorme coragem - ou um gigantesco ego - para prosseguir com a intenção. DClock vem também na senda do conceito-chapéu do universo de super-heróis da DC, DC Rebirth, iniciado em 2016 pelo próprio Johns e que tem como intenção reabilitar a esperança e a luminosidade dos homens de collants da editora. Assim sendo, esta mini-série de 12 números junta o universo distópico e realista dos Watchmen com a fantasia dos super-heróis DC, procurando uma análise de ambos à luz de cada um deles. Se os Watchmen eram uma reflexão, entre outras, sobre o que significa o conceito de super-herói, usando, para isso, arquétipos baseados no Super-Homem, no Batman, na Mulher-Maravilha, este DClock junta a matéria prima original com os análogos para uma análise meta-textual de ambos. Vou ser claro, Geoff Johns e Gary Frank não são Moore e Gibbons e esta mini-série não parece querer trilhar a mesma complexidade temática. Não é também - e de todo - só entretenimento, seguindo uma via mais reflectida e filosófica que espelha as preocupações dos autores. Por outro lado, Johns parece querer tecer uma complexa tapeçaria para o Universo DC, o que se pode depreender pelas quatro páginas de texto de noticias que fecham este segundo capítulo. É uma ambição interessante e cativante que, se der os frutos certos, poderá transformar este DClock numa obra seminal. A qualidade global desta história será difícil de avaliar antes da última página, o que acontecerá apenas daqui a dez meses, mas estamos num excelente começo. Até lá, mal posso esperar por cada novo número do que espero ser uma obra que, não sendo os Watchmen, fique, pelo menos, na sua sombra - o que não é um mau lugar onde se estar.
Hawkman Found número 1 de Jeff Lemire e Brian Hitch (DC Comics)
Não sei qual a razão porque gosto tanto do Hawkman. Será por causa de uma BD que li há muitos anos, The Shadow War of Hawkman, ou da sequência de histórias de Geoff Johns? Exista algo na mitologia da personagem que me atrai. O arqueólogo-guerreiro, o super-herói com asas ao estilo Conan, a história de dois amantes destinados a morrerem e ressuscitarem eternamente. Eu acho que acho que isto é material de primeira para um grande filme. E para uma fabulosa BD. Fiquei com pena que Johns tivesse abandonado a sua história a meio e adorava que James Robinson (do maravilhoso Starman) o escreve-se (com Rags Morales a regressar ao desenho do herói). É daquelas personagens que a DC possui no seu catálogo e que é repetidamente mal aproveitada - leia-se, mal escrita. Pode ser que seja desta. Hawkman é peça central da saga Dark Nights - Metal, de Scott Snyder e Greg Cappulo, e este especial procura dar algumas respostas (spoiler) à última página do número quatro dessa série. Infelizmente, apesar de bem executado pelos autores, respostas não são muitas. Não é de estranhar. Snyder já repetiu que toda a história está contida nas páginas da sua série (o que me parece muito bem). Apesar de ser um número apenas razoável mas bem feito, fica a esperança de que Hawkman venha a ver melhores dias, nas mãos de autores capazes de o levar às alturas (pois, estava mesmo a pedi-las) que ele merece.
Spider-Men II números 1 a 5 de Brian Michael Bendis e Sara Pichelli (Marvel)
Esperei que tivessem saído os cinco números desta mini-série para a ler de uma assentada, o que fiz em menos de trinta minutos - acho que alguns autores e editoras exageram na síntese (não que a qualidade se meça ao metro de palavras). É a sequela de uma primeira que une as duas personagens que actualmente usam o nome de Homem-Aranha no universo da Marvel: a versão que todos conhecemos e amamos, Peter Parker; e a criada por Bendis, Miles Morales. Miles vem de uma terra paralela que, entretanto, fundiu-se com a "nossa" (sim, super-heróis é isto). Essa outra Terra fazia parte de uma linha editorial da Marvel que começou no início do século XXI chamada Ultimate e que procurava cativar novos leitores ao reiniciar a história do Homem-Aranha, dos Vingadores, dos X-Men, do zero, com novas versões e novas histórias. O trepa-paredes foi exclusivamente escrito por Bendis (sim, desde há 17 anos). A início era uma versão de Peter Parker mas, entretanto, morreu e foi substituído por Morales. As duas terras fundiram-se no evento Secret Wars e agora coexistem no mesmo universo (agora voltem a ler isto sem se rirem). Esta mini-série parece servir vários propósitos e todos ligados ao legado de Bendis na Marvel. Independentemente de se gostar ou não, este autor marcou o século XXI da editora, com histórias, conceitos e personagens que oscilaram entre o entusiasmante e o sofrível. Dois deles foram, sem dúvida, o Homem-Aranha Ultimate e o universo onde estava inserido. Antes de sair para a DC, o escritor parece querer deixar alguma arrumação na casa e uns presentes-surpresa aqui e acolá. As últimas páginas de Spider-Men II são exactamente isso. Abre portas que se julgavam fechadas e deixa o trabalho para os que quiserem aproveitar.
De resto, é uma união de dois personagens ímpar, num confronto pessoal mas, em última análise, redundante. Muito mais interessante é o tratamento que Bendis faz aos antagonistas, dedicando-lhes um capítulo inteiro para explicar motivações, personalidades, etc. Esses, sim, são os verdadeiros heróis desta mini-série. Quem lê e gosta da mitologia da Marvel é obrigado a ler esta história. Os outros poderão encontrar interesse nos vilões mas pouco mais.
Spider-Men II números 1 a 5 de Brian Michael Bendis e Sara Pichelli (Marvel)
Esperei que tivessem saído os cinco números desta mini-série para a ler de uma assentada, o que fiz em menos de trinta minutos - acho que alguns autores e editoras exageram na síntese (não que a qualidade se meça ao metro de palavras). É a sequela de uma primeira que une as duas personagens que actualmente usam o nome de Homem-Aranha no universo da Marvel: a versão que todos conhecemos e amamos, Peter Parker; e a criada por Bendis, Miles Morales. Miles vem de uma terra paralela que, entretanto, fundiu-se com a "nossa" (sim, super-heróis é isto). Essa outra Terra fazia parte de uma linha editorial da Marvel que começou no início do século XXI chamada Ultimate e que procurava cativar novos leitores ao reiniciar a história do Homem-Aranha, dos Vingadores, dos X-Men, do zero, com novas versões e novas histórias. O trepa-paredes foi exclusivamente escrito por Bendis (sim, desde há 17 anos). A início era uma versão de Peter Parker mas, entretanto, morreu e foi substituído por Morales. As duas terras fundiram-se no evento Secret Wars e agora coexistem no mesmo universo (agora voltem a ler isto sem se rirem). Esta mini-série parece servir vários propósitos e todos ligados ao legado de Bendis na Marvel. Independentemente de se gostar ou não, este autor marcou o século XXI da editora, com histórias, conceitos e personagens que oscilaram entre o entusiasmante e o sofrível. Dois deles foram, sem dúvida, o Homem-Aranha Ultimate e o universo onde estava inserido. Antes de sair para a DC, o escritor parece querer deixar alguma arrumação na casa e uns presentes-surpresa aqui e acolá. As últimas páginas de Spider-Men II são exactamente isso. Abre portas que se julgavam fechadas e deixa o trabalho para os que quiserem aproveitar.
De resto, é uma união de dois personagens ímpar, num confronto pessoal mas, em última análise, redundante. Muito mais interessante é o tratamento que Bendis faz aos antagonistas, dedicando-lhes um capítulo inteiro para explicar motivações, personalidades, etc. Esses, sim, são os verdadeiros heróis desta mini-série. Quem lê e gosta da mitologia da Marvel é obrigado a ler esta história. Os outros poderão encontrar interesse nos vilões mas pouco mais.
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