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Álbuns para Sempre, 46

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais do que prazeres. São memórias.  São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São reflexo de existir e, por isso, nossos - mas também dos outros. Como em nenhuma outra arte a música é comunhão. Quer por estarmos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada um no conforto de casa.

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe a Janaelle Monaé e ao LP ArchAndroid.


Ó Alfredo, olha a música que não consigo parar de ouvir! - pop-attack

Ó Alfredo, estas coisas de gostar de música não pode ter fronteiras, não é? Não pode ter gostos melhores que outros, pois não? Encontram-se pérolas espalhadas por lojas Cartier, mas também em pocilgas ou no banco do jardim onde se respira cheiro a papoilas. Por isso é que, nas duas canções de 2013 que se seguem, está também o exemplo de um malandro que faz umas coisas consideradas mais mainstream mas que eu... sim... não consigo parar de ouvir. É o primo Justino com o Tunnel Vision.


De outro lado, ainda com credenciais Pop, Soul e R&B, mas já a meter um pezinho na malta mais urbano-cosmopolita-hippie-chic  surge a fabulosa Janelle Monae com este Givin em what they love. Assim dá gosto ouvir música.


O que vou ouvindo! - Arctic Monkeys and Janelle Monae

Arctic Monkeys – AM 

Ora cá está uma coisa muito boa. Estes “bifes” conseguiram outra vez e estamos a falar do 5.º LP da carreira dos meninos, o que nestas coisas da música é apenas reservado a alguns. O anterior Suck It and See não me tinha enchido as medidas mas este AM é exatamente o oposto. A voz de Alex Turner continua a ser a do sedutor brincalhão, ponto e contraponto a saltitar na voz, mas o resto do som é mais direto ao assunto, sem rodriguinhos (que eram fantásticos), sem tantos momentos de partir a coluna em espasmos involuntários. Será que a contribuição e Josh Homme dos Queens of the Stone Age teve alguma coisa a ver com isso? Será que a dose cavalar de Macho Texano teve alguma influência neste som assumidamente escola antiga do rock & roll? Se sim, ainda bem, porque isto, volto a dizê-lo, é mesmo muito bom. 

E já agora, Why'd You Only Call Me When You're High?, é mesmo espetacular. Basta ouvir aqui em baixo!



Janelle Monae – Electric Lady
 
Sem dúvida eléctrica, conclusão a que já tinha chegado depois de ouvir o seu fabuloso primeiro álbum e de a ter visto no Tivoli no Vodafone Mexefest (obrigado, Ípsilon do Público, de vez em quando vocês lá acertam). Esta coelhinha elétrica do R&B vale bem o entusiasmo que desperta em muita gente, com o ritmo Quebra-Costas, hinos à discoteca e ao hedonismo, usando à pele toda a herança de dezenas de anos da música contemporânea. Cá está ela de volta com Electric Lady, retomando o literato estilo de contar uma história usando o formato LP. No anterior The ArachAndroid dávamos uma passagem pela Metropolis de Fritz Lang e neste regressamos a um futuro diferente mas com as mesmas melodias, com o mesmo compasso.