Amigo Alfredo, pensavas que eram apenas duas? Pensavas que te livravas de mim? Pois claro que não… ainda faltam uma quantidade delas. Era capaz de ser um pouco chato eu estar sempre a ouvir apenas duas músicas.
Este menino de cognome The Field, que adoro, continuou em 2013 com o seu 4.º álbum chamado The Cupid's Head e, deste , a canção que não consigo para de ouvir é They won't see me. Será freudiano?
Os The Frightened Rabbit conheci apenas em 2013 e The Woodpile é hino de cimento em fileiras de apartamentos, grito de voragem por liberdade.
Existe por aqui um
classicismo disfarçado por vozes preguiçosas, andrógenas e arrastadas,
acompanhando melodias reconfortantes na repetição. Como se de facto
estivéssemos numa casa em frente à praia, as gigantes ondas brumosas a cavalgar
os areais com fúria tempestuosa. Existe por aqui serenidade.
Os Beach House são um duo Dreampop (lá está, mais um estilo. Isto
não pára!), natural de Baltimore, EUA,
e este Bloom é o quarto álbum de
originais da banda, prosseguindo a fama independente conseguida ao longo do
tempo, várias vezes entrando na lista de melhores álbuns do ano para a revista Pitchfork. Nada como preparar para a
eventualidade de os ver em concerto no dia 16 de Março em Lisboa – TMN ao Vivo.
Frightened Rabbit – The Midnight
Organ Fight
Banda indie escocesa nascida em 2003, este The Midnight Organ Fight de 2008 é o seu
segundo álbum de estúdio e descobri-o após ouvir o single de abertura para o novo LP do grupo, a sair neste ano de
2013 (falarei disso noutro post). O
som indiefolk evoca uma versão mais
cheia e percussionista dos conhecidos Iron
& Wine, a voz frágil e quebradiça de Scott Hutchison a sublinhar modelarmente o nome do grupo (Frightened Rabbit vem da alcunha dada
pela mãe ao vocalista, por causa da sua personalidade tímida). Estamos a falar
de música que relembra o prazer de um passeio de bicicleta pelos caminhos
esquecidos da adolescência. De modo algum música para a meia-noite.
Harper Simon – Harper Simon
Ser filho de Paul
Simon não é fácil, nem tampouco nos fornece qualquer tipo de aprovação. Pelo
menos, e neste caso, possibilitou ao cantautor começar cedo na incursão pelos
meandros da música, não tanto por favores (talento e qualidade não são
genéticos nem se compram), mas pelas influências “lá em casa”. Pelo trabalho
demonstrado neste LP de estreia a solo de 2008, as incursões seguras pelo country, folk e pop são já o
trabalho de um músico maduro e conseguido. Mas, infelizmente, nada aqui soa a
fresco ou novo, limitando-se a reinterpretar velhas melodias e antigas inspirações.
Pode ser que o segundo álbum seja melhor. Tentarei ouvi-lo.