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Álbuns para Sempre, 18

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais que prazeres. São memórias.  São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São resultado de existirmos e, por isso, nossos - mas também de outros. Como nenhuma outra arte, a música é comunhão. Quer por estarmos juntos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa.

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe a DJ Shadow e ao LP The Private Press.


Álbuns para Sempre, 5

Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais do que prazeres. São memórias.  São pedaços que cristalizam um tempo, um momento, feliz ou triste. São uma cor, um pôr-do-sol, um beijo, um sorriso. São fruto de nós existirmos e, por isso, nossos - mas também de tantos outros. A música é comunhão como nenhuma outra arte. Quer por estarmos num concerto em ritual de partilha, quer porque ouvimos todos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa. 

Todos os fins-de-semana vão poder ouvir um álbum que me marcou. Esta semana cabe a DJ Shadow e ao LP Endtroducing. 


Cliquem na imagem da capa para o ouvirem em Spotify. 



Alpha: Música para prolongar e esquecer um amor - artigo Maxim.

O novo artigo Maxim é sobre um dos meus grupos favoritos de sempre: os Alpha.

Leiam-no aqui.

Já agora, para aqueles que vêm do site da Maxim e não só, não se esqueçam de dar uma olhada em posts anteriores para saber e ouvir mais sobre este muito bem guardado segredo da música. Basta clicarem no nome Alpha que escrevi ao longo deste post ;-)

Se quiserem ouvir ou saber sobre Trip-Hop e de alguns dos outros nomes da música mencionados no artigo... já sabem... cliquem nos nomes abaixo.

DJ Shadow

Hooverphonic

Archive

Aqua Bassino









DJ Shadow / This Time

In the beginning, well, I didn’t know
As time passed on still didn’t know
I didn’t know

But this time, this time
I’m gonna try it my way
I’m gonna live life my way

This time, this time
I’m gonna try it my way
I’m gonna live life my way

Well, I didn’t know, just couldn’t see
The memories of past failures
Like a shadow haunting me

But this time, this time
I’m gonna try it my way
I’m gonna try it my way

Yeah this time, this time
I’m gonna try it my way
I’m gonna live life my way

There was a dream
I wanted to come true
But dreams
You know they need to be followed through

That’s why this time, this time
I’m gonna try it my way
I’m gonna try it my way

Yeah this time, Oh, this time
I’m gonna try it my way
I’m gonna live life my way 

Meia Noite Num Mundo Perfeito

DJ Shadow



O sample não é fácil!

Para muitos começa mesmo por o compreender. Será isto música? O roubar a outros músicos e exibir como seu, pela remistura, pela mistura, pelo acrescentar, pelo retirar? Será que merece estar na mesma categoria que Beatles e Mozart só porque tem uma melodia?

DJ Shadow acha que sim e está no livro de recordes por ter feito o primeiro álbum totalmente recorrendo a samples, o (para mim) fabuloso e essencial “Endtroducing” (1996). Já aqui vos mostrei o fantasmagoricamente belo “Midnight in a perfect world”, poesia em forma de batida sincopada, um quadro pintado no ritmo arterial do sentimento da noite que nos envolve. É assim que é a meia-noite num mundo perfeito. Cortesia de Josh Davis, aka DJ Shadow. Mas a vida começou antes de 1996, em rádios, em discotecas tribais urbanas, perdidas no sol californiano. Começou com o fabuloso In Flux, considerada umas das primeiras canções (lá está! Será que a podemos assim apelidar?) do movimento Trip-Hop.

“Endtroducing” foi votado o melhor álbum de dança de sempre por alguém que não me recordo quem, nem tampouco isso interessa. É um fabuloso álbum que muito dificilmente poderia ser seguido por uma outra obra-prima. Mas foi! “The Private Press” (2002) é mais um tour-de-force inqualificável, que dobrou as convenções e afirma a música de dança como arte eclética, rompendo com as barreiras do preconceito em relação a este tipo de música, tal como “Os Sopranos” fazem com a TV e “Sandman” com a BD americana.

O mais recente “The Outsider” (2006), rompe com tradição “imposta” pelo próprio DJ Shadow. Não tem nada a ver com os álbuns anteriores, para desconforto dos seus inúmeros fãs. Envereda pelo mundo Rap mais escondido, desprovido de “bling-bling, Mercedes SLK e voluptuosas consortes que se digladiam por atenção nos vídeos da MTV.

O sample tem uma grande vantagem. Democratiza a música. Pode ser uma forma muito poética de ver o roubo, mas quando, imersos nos seus quartos pejados de discos, CD’s e cassetes até ao tecto, vêm artistas como Shadow acho que as coisas podem ser perdoadas. Ou não?