Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais do que prazeres. São memórias. São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São reflexo de existir e, por isso, nossos - mas também dos outros. Como em nenhuma outra arte a música é comunhão. Quer por estarmos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada um no conforto de casa.
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Álbuns para Sempre, 28
Existem álbuns e músicas que permanecem. São mais que prazeres. São memórias. São pedaços de um tempo, um momento, feliz ou triste. São resultado de existirmos e, por isso, nossos - mas também de outros. Como nenhuma outra arte, a música é comunhão. Quer por estarmos juntos num concerto, quer porque ouvimos um mesmo álbum, cada qual no conforto da sua casa.
Alpha: Música para prolongar e esquecer um amor - artigo Maxim.
O novo artigo Maxim é sobre um dos meus grupos favoritos de sempre: os Alpha.
Leiam-no aqui.
Já agora, para aqueles que vêm do site da Maxim e não só, não se esqueçam de dar uma olhada em posts anteriores para saber e ouvir mais sobre este muito bem guardado segredo da música. Basta clicarem no nome Alpha que escrevi ao longo deste post ;-)
Se quiserem ouvir ou saber sobre Trip-Hop e de alguns dos outros nomes da música mencionados no artigo... já sabem... cliquem nos nomes abaixo.
DJ Shadow
Hooverphonic
Archive
Aqua Bassino
Leiam-no aqui.
Já agora, para aqueles que vêm do site da Maxim e não só, não se esqueçam de dar uma olhada em posts anteriores para saber e ouvir mais sobre este muito bem guardado segredo da música. Basta clicarem no nome Alpha que escrevi ao longo deste post ;-)
Se quiserem ouvir ou saber sobre Trip-Hop e de alguns dos outros nomes da música mencionados no artigo... já sabem... cliquem nos nomes abaixo.
DJ Shadow
Hooverphonic
Archive
Aqua Bassino
Hooverphonic / Nirvana Blue
Do álbum Jackie Cane.
From the LP Jackie Cane.
Chegou ali depois de muito caminhar. Entrou no gigantesco palácio topázio. Por dentro todo ele era corredores em labirinto, salões espelhados, um emaranhado de excessos visuais, uma loucura rococó que não deixava descansar a alma. Na penumbra do corredor que traçava perpendicularmente a largura do palácio topázio viu uma porta gigantesca. Correu e correu e correu e correu como se algo o esperasse nos últimos segundos de um encontro marcado. Ali lançou-se no abismo que não era abismo mas antes um espaço aberto sem chão ou tecto, coruscante de luz topázio coada por fartas nuvens. Uma luz topázio diferente da luz topázio do palácio. Diferente porque da cor da cidade à beira rio. Deixou-se cair. Ou seria voar? Não fazia diferença.
He arrived after a long journey. He entered the enormous topaz colored palace. Inside all of it was labyrinthine corridors, mirrored rooms, a tangle of visual excesses, soul tiring rococo madness. At the end of the dim lighted corridor that crossed the breadth of the topaz colored palace he saw a large door. He ran and he ran and he ran and he ran as if someone or something waited for him on the last remaining seconds of a rendezvous. Once there he jumped to the abyss that wasn’t really an abyss but some wide-open space without floor or ceiling, shimmering in a topaz halo surrounded by a canopy of fat clouds. A topaz halo different from the one on the palace. Different because from a city on the side of the river. He let himself fall. Or was it flying? It doesn’t matter!
I just jumped out in the open
without knowing if my parachute would save me
it's quiet and peaceful in this emotional nirvana blue
'cause taking off was so easy
but landing very rough
no tears
no smile
not even the urge to cry
your portrait is fading
raw canvas remaining
as a white page in my soul
From the LP Jackie Cane.
Chegou ali depois de muito caminhar. Entrou no gigantesco palácio topázio. Por dentro todo ele era corredores em labirinto, salões espelhados, um emaranhado de excessos visuais, uma loucura rococó que não deixava descansar a alma. Na penumbra do corredor que traçava perpendicularmente a largura do palácio topázio viu uma porta gigantesca. Correu e correu e correu e correu como se algo o esperasse nos últimos segundos de um encontro marcado. Ali lançou-se no abismo que não era abismo mas antes um espaço aberto sem chão ou tecto, coruscante de luz topázio coada por fartas nuvens. Uma luz topázio diferente da luz topázio do palácio. Diferente porque da cor da cidade à beira rio. Deixou-se cair. Ou seria voar? Não fazia diferença.
He arrived after a long journey. He entered the enormous topaz colored palace. Inside all of it was labyrinthine corridors, mirrored rooms, a tangle of visual excesses, soul tiring rococo madness. At the end of the dim lighted corridor that crossed the breadth of the topaz colored palace he saw a large door. He ran and he ran and he ran and he ran as if someone or something waited for him on the last remaining seconds of a rendezvous. Once there he jumped to the abyss that wasn’t really an abyss but some wide-open space without floor or ceiling, shimmering in a topaz halo surrounded by a canopy of fat clouds. A topaz halo different from the one on the palace. Different because from a city on the side of the river. He let himself fall. Or was it flying? It doesn’t matter!
I just jumped out in the open
without knowing if my parachute would save me
it's quiet and peaceful in this emotional nirvana blue
'cause taking off was so easy
but landing very rough
no tears
no smile
not even the urge to cry
your portrait is fading
raw canvas remaining
as a white page in my soul
Hooverphonic, os 4 minutos que nunca foram 15.
Antes de mais nada.
Oiçam a música do vídeo abaixo.
Depois falamos.
Já ouviram? Se sim, têm a mesma quantidade de informação que eu quando pela primeira vez ouvi esta canção e pela primeira vez me enamorei pela voz de Geike Arnaert e pela música de Raymond Geerts e Alex Callier, 3 belgas conhecidos colectivamente como Hooverphonic. A música, “Eden”, faz parte de “Blue Wonder Power Milk”, o segundo álbum da banda e o primeiro em que o seu nome passou a ser, definitivamente, Hooverphonic e em que a Geike se juntou ao colectivo.
Antes, com o nome Hoover (tiveram de mudar por razões óbvias de copyright) e a vocalista Liesje Sadonius, lançaram o álbum “a new stereophonic sound spectacular”, com fortes influências retiradas da emergente cena trip-hop e em Burt Bacharach. Mas é com o segundo álbum, “Blue Wonder Power Milk”, que captaram a minha atenção e lançaram-se numa aventura que produziu, na opinião deste vosso narrador, algumas das melhores canções pop de sempre. “Eden” é uma delas. Seguiram-se outras em outros álbuns mas com o mesmo efeito sonoro. “Mad About You”, “Vinegar & Salt”, “Out of Sight” do 3º álbum “The Magnificent Tree”. “Sometimes”, “One”, “Nirvana Blue”, “The World is Mine” do 4º “...presents Jackie Cane”. E por aí em diante...
Tudo servido no prato dos clássicos 4 minutos da música pop, mas com uma elegância e sofisticação sonora inquebráveis sob o peso do passar do tempo e bela para os ouvidos mesmos dos mais cínicos. A voz de Geike é pura melodia, emprestando um som etéreo que se estica na música e no sorriso de quem consegue se perder no entretecer das notas. Ou serei eu que imagino tudo isto?
Nunca percebi porque é que este grupo nunca conseguiu lançar-se mais alto e porque os seus talentosos 4 minutos pop nunca conseguiram lugares cimeiros em tabelas de vendas. E sinceramente não me interessa! Eles ainda continuam, prolongando a sua carreira de já de mais de 10 anos, e pode ser que presenteiem Portugal com mais uma presença e eu tenha o prazer de os ver pela 4ª vez.
Ah... e o facto de terem a mulher mais bonita da musica como vocalista também ajuda! Assim estão mais entusiasmados? Se não, sempre resta o site oficial e mais uma das suas canções...
Oiçam a música do vídeo abaixo.
Depois falamos.
Já ouviram? Se sim, têm a mesma quantidade de informação que eu quando pela primeira vez ouvi esta canção e pela primeira vez me enamorei pela voz de Geike Arnaert e pela música de Raymond Geerts e Alex Callier, 3 belgas conhecidos colectivamente como Hooverphonic. A música, “Eden”, faz parte de “Blue Wonder Power Milk”, o segundo álbum da banda e o primeiro em que o seu nome passou a ser, definitivamente, Hooverphonic e em que a Geike se juntou ao colectivo.
Antes, com o nome Hoover (tiveram de mudar por razões óbvias de copyright) e a vocalista Liesje Sadonius, lançaram o álbum “a new stereophonic sound spectacular”, com fortes influências retiradas da emergente cena trip-hop e em Burt Bacharach. Mas é com o segundo álbum, “Blue Wonder Power Milk”, que captaram a minha atenção e lançaram-se numa aventura que produziu, na opinião deste vosso narrador, algumas das melhores canções pop de sempre. “Eden” é uma delas. Seguiram-se outras em outros álbuns mas com o mesmo efeito sonoro. “Mad About You”, “Vinegar & Salt”, “Out of Sight” do 3º álbum “The Magnificent Tree”. “Sometimes”, “One”, “Nirvana Blue”, “The World is Mine” do 4º “...presents Jackie Cane”. E por aí em diante...Tudo servido no prato dos clássicos 4 minutos da música pop, mas com uma elegância e sofisticação sonora inquebráveis sob o peso do passar do tempo e bela para os ouvidos mesmos dos mais cínicos. A voz de Geike é pura melodia, emprestando um som etéreo que se estica na música e no sorriso de quem consegue se perder no entretecer das notas. Ou serei eu que imagino tudo isto?
Nunca percebi porque é que este grupo nunca conseguiu lançar-se mais alto e porque os seus talentosos 4 minutos pop nunca conseguiram lugares cimeiros em tabelas de vendas. E sinceramente não me interessa! Eles ainda continuam, prolongando a sua carreira de já de mais de 10 anos, e pode ser que presenteiem Portugal com mais uma presença e eu tenha o prazer de os ver pela 4ª vez.
Ah... e o facto de terem a mulher mais bonita da musica como vocalista também ajuda! Assim estão mais entusiasmados? Se não, sempre resta o site oficial e mais uma das suas canções...
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