(título gentilmente inventado pelo Filipe Faria)

Quantas e quantas vezes os fãs de BD ouvem a frase "isso é coisa de miúdos"? Pode acontecer quando estamos sossegados a ler na esplanada ou quando queremos sugerir algo e convencer que BD é Arte como outra qualquer. Às vezes, até dentro dos fãs de BD, existe a eterna divisão entre os que gostam de super-heróis ou da Disney e os outros que consideram que, uma vez mais, "isso é coisa de miúdos". 

Destas coisas está a Arte como um todo cheia, mas, no que a mim diz respeito, muitas vezes confunde-se a forma com o conteúdo. Uns olham para algo e reconhecem nele um castelo labiríntico de corredores intrincados, enquanto outros vêem apenas um casebre de palha (que se sopra e desfaz-se numa explosão de mil agulhas, como interferência numa TV).

Não quero mais nada do que propor exemplos de BDs, vindas de qualquer quadrante, que inspiram-me e elevam-me. Pode acontecer com um naco de prosa verdadeiro, com um desenho deslumbrante, com a conjugação dos dois ou, claro, com uma arrebatadora narrativa de vários quadradinhos.

Esta semana, testemunhamos as dúvidas existenciais de um dos seres divinos e primordiais do universo da Marvel, Galactus, O Devorador de Mundos, pela imaginação de John Byrne.



Fantastic Four número 257 (1983), páginas 1 a 5,

escrito e desenhado por John Byrne

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