
Uma nova vida para o Aranhiço
Isto de ser super-herói tem mesmo umas quantas vantagens. Já não basta poder fazer umas quantas proezazitas e tal, andar sempre rodeado de mulheres bonitas, ser eternamente jovem e agora parece que existe uma outra vantagem, esta sim FENOMENAL: quando um casamento deixa de ser conveniente toca a despachar a mulher e (melhor que tudo!) esquecer que alguma vez se foi casado!
Só tenho uma coisa a dizer: Também quero!
Pois é, faz um mês que Peter Parker (o Homem-Aranha, para quem ainda não sabe. Que vergonha se não sabe! Isto é informação mesmo importante!)... Bem, continuando! Faz um mês que Peter Parker deixou de estar casado com Mary Jane Watson. Por causa de uma sucessão de eventos longa e complicada demais para vos estar aqui a chatear, o feliz casalinho fez uma faustiano trato com o diabo, o que levou a um conjunto de coisas giras, dentre as quais a mais interessante foi o facto de que não estão mais casados e toda a lembrança do casamento foi-se. Caput. Deixou de existir. Nicles. Nada. Zero. Daí o meu peremptório e desesperado (e imagino de muito mais homens – e mesmo mulheres – espalhados por esse mundo fora) “também quero!”.
Não se imagina a onda de revolta levantada por uns quantos gajos nos paineis de discussão da net. “Ladrões! Sacanas!” entre outros elegantes epítetos foram regurgitados por esse GIGANTESCO público de 1.000 pessoas (Nota de editor - estatística completamente fiável imaginada por mim!).
Mas que deu na cabeça da editora do Aranhiço para fazer uma coisa destas? Bem, existe uma coisa que se chama arquétipo. E o Homem-Aranha é o arquétipo do homem comum, do rapaz mais ou menos bem parecido e inteligente mas a quem a vida constantemente dá uns valentes encontrões e pontapés. Em suma, um gajo como todos nós. E acontece que a vida, de há uns anos para cá, até estava a correr-lhe muito bem. A mulher era super-modelo (e todos sabemos que as super-modelos na realidade anseiam é por homens normais que vivem num T2 da Amadora e trabalham na repartição de finanças da avenida da liberdade!), ganhava muito bem, vivia num super-apartamento no centro de NY, entre outras coisas agradáveis. Vai daí, o editor-chefe da Marvel teve a impressão que já bastava e decidiu apagar umas quantas partes da vida de Peter Parker que achava que achava fora do arquétipo (aqui o nível de acho que acho é grande, tendo em consideração a revolta!). Meu dito, meu feito! Entra o Diabo e um trato e já está. O arquétipo é restaurado.
Fez bem? Fez mal? Eu cá...acho que acho... que não acho nada!
Vou mas é ler as novas histórias do aranhiço a partir deste mês numa qualquer loja que venda BD americana e esperar pelo melhor (e já agora, aqui que ninguém nos ouve, acho interessante a volta do arquétipo)! E tu, que nunca lês-te, podes fazer o mesmo. A coisa está a começar do zero. Ah... e o mais importante de tudo: os artistas até são bons artistas!
1 comentário:
Eu cá..acho que a mulher do homem aranha é que o deixou. Passo a explicar: Quando somos putos queremos ser um super heroi, mas no percurso da vida ganhamos consciência que ser super heroi tem as suas desvantagens como seja usar meia calça ou collants, o que diga-se em verdade não abona em nada à definição de um ser masculino. Acontece que a mulher do homem aranha devia estar convencida que com o tempo ele acabava por usar uma calças de sarja ou de ganga ou outro tecido qualquer que ele escolhesse mas, com o tempo apercebeu-se que já não ia conseguir e por isso.... deixou-o.
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