Banda Desenhada. Porque vale a pena ler e ler e ler...


All-Star Superman


Não gostam de super-heróis? Acham o conceito pouco mais que a concretização de sonhos masculinos adolescentes? Ouvem falar do Super-Homem e imediatamente imaginam, com desdém, um adulto mascarado com as cuecas do lado de fora? Acham o conceito a anos luz de qualquer recompensa intelectual ao nível de um James Joyce, Truffaut ou José Saramago? Se sim, leiam All-Star Superman de Grant Morrison e Frank Quietly. Não sei se é perfeito para vocês, mas que poderão ler sem qualquer sentido de culpa ululado pelo génio da intelectualidade, provavelmente poderão. Ou acham que tem que ser leitura recomendada por um dos três acima referenciados?

Dito isto, reparem que não irão ler o Super-Homem em discussões sobre o estado actual do caldo político-económico do mundo, citando as mais diferentes teorias como a de Malthus, Smith ou Darwin. Irão ver o Super-Homem a ser Super-Homem. Irão ler e ver, em toda a sua gloriosa magnificência, a mitologia que rodeia este ícone americano que, talvez a história o permita, irá ficar lado a lado com Odisseus, Hércules ou Sherlock Holmes. E caso assim aconteça esta é uma das histórias que o permitirá ficar na História.

O trabalho de amor feito por Morrison e Quietly é já intemporal e emblemático das potencialidades deste farol do heroísmo e esperança que é Super-Homem. Não é alguém que tenhamos de invejar por ser mais do que nós, mas porque nos inspira a ser aquilo que nós já somos: Imortais.

E, sim, aqui reside uma página, apenas uma, com uma das melhoras cenas já escritas em homenagem a este personagem.

Os dois volumes que compõe a história completa já estão disponíveis.

Sem comentários: