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O hall de entrada permite-nos subir a uma estrutura em que são visíveis três monitores. Estes estão ligados a câmaras existentes nos pequenos halls de entrada de cada sala, a que se acede passando por portas fixas, mais ou menos abertas. Transpor as portas faz com que o espectador passe a ser parte integrante da exposição, contribuindo para ela.
Além destes halls entramos na área específica dos artistas, a luz intensa da entrada contrasta com a mais completa escuridão do interior, só amenizada pela projecção das obras nas paredes.
Os artistas usam o vídeo, aproveitando vários géneros do cinema, da ficção ao documentário, para sugerir quer a ficção quer a realidade presentes nas nossas vidas.
O filme “La Jetée” de Chris Marker está no meio da exposição, talvez por isso o que confunde mais a realidade com a ficção. É genial o movimento criado pela música associado a um encadeado de fotografias que vão narrando a história desta curta-metragem.
Em contraponto está a obra que apresenta a exposição, ilustrada em cima, "Fantôme Afrique" de Isaac julien em que o movimento dos protagonistas dá uma imagem dos contrastes existentes entre a vida urbana e rural em África.
A não perder.
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