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Super-Heróis Marvel, O Vício - Fevereiro de 2017



Já são muitos anos a virar frangos. Desde os cinco anos de idade a ler Banda Desenhada em geral e de super-heróis em particular. Começou pelo Homem-Aranha e progrediu para todos os outros. Transformou-se em mais do que um vício, que continua até hoje. Todos os meses desloco-me à minha loja de BD favorita e de lá venho com A Pilha. Alguns dos livros dessa pilha leio com mais prazer do que outros, é verdade, mas leio tudo.

Neste link falei da DC, hoje é a vez da Marvel.

A calmaria antes da tempestade 

É curioso que, no que respeita às duas grandes editoras de super-heróis, os momentos mais interessantes são os que ocorrem entre grandes eventos. Verdade seja dita que a DC Comics tem conseguido conter a sua sede-de-eventos mas a realidade é que esta editora encontra-se neste momento em um, ainda que espraiado por várias revistas e com uma duração prevista de cerca de dois anos. A Marvel, por seu lado, não consegue conter-se. Denota o comportamento de um viciado. Segue um evento com outro e anuncia, ao mesmo tempo, um terceiro.  Antes do fim da saga de 2015, Secret Wars os leitores sabiam de Civil War II. Também antes do fim desta já conhecíamos Monsters Unleashed, um evento-soft, e, recentemente, foi anunciado Secret Empire. Não há como parar esta editora, que salta de mega-acontecimento para mega-acontecimento, sem descanso, gerindo a expectativa dos leitores viciados neste novela eterna. Sou também umas das vítimas mas, no que respeita à Marvel, em menor escala.

Este mês e graças aos deuses marvelescos, todas as revistas estão isentas de ligações a estes acontecimentos. É por isso que as minhas favoritas da editora continuam a ser histórias valiosas por si mesmas. Falo dos perenes Ultimates de Al Ewing e Travel Foreman e da nova adição, Champions  de Mark Waid e Humberto Ramos. No primeiro, continua a batalha das ideias macro-cósmicas, com a realidade literalmente aprisionada por um inimigo ainda desconhecido, isto enquanto as personificações do Caos e da Ordem redefinem a sua existência e, consequentemente, a realidade do multiverso Marvel. A escala é esta. Os conceitos são estes. Algo que pode apenas  acontecer em histórias de super-heróis. Num lado menos esotérico e mais terreno, continua a excelente surpresa que são os Champions, onde Waid e Ramos produzem uma run que tem tudo para transformar-se num clássico. Este mês temos um confronto com a Atlântida mas numa perspectiva entusiasmante. O escritor insiste em focar-se mais nas personalidades e dinâmicas entre os vários personagens e menos no vilão ou confronto do mês. A qualidade da revista ganha com isso. Mesmo o envolvimento do grupo de super-heróis adolescentes com uma estranha versão de Deadpool não distrai a leitura nem abranda o ritmo e intenção.

No lado místico da editora, Scarlet Witch  de James Robinson e Dr. Strange de Jason Aaron e Chris Bachalo, são vitórias mês sim, mês sim. No primeiro, chega ao fim o arco de história que começou no primeiro número, com a revelação do vilão e a coda para o relacionamento da personagem com a sua progenitora (finalmente revelada depois de 50 anos). Também o Dr. Estranho chega ao penúltimo capítulo do confronto com a sua (impressionante) galeria de vilões, aproveitando o  mediatismo do personagem de forma idiossincrática e reveladora das inclinações humorísticas do escritor, Jason Aaron. Pela consistência mensal, estas duas revistas são do melhor que a Marvel continua a publicar.

Conseguimos, finalmente, ler o último capítulo do primeiro (e único) arco de Warren Ellis em Karnak. Infelizmente os atrasos e os diferentes artistas prejudicaram a história que, ainda que com a assinatura de qualidade de Ennis, perdeu lustro e interesse. É com muita pena que o escrevo porque prometia ser uma corajosa tentativa da Marvel em publicar algo diferente e único, à semelhança do que estão a fazer com Scarlet Witch: entregar um personagem secundário a um autor de renome.

No que respeita a autores e ao seu trabalho em personagens talhados para a sua sensibilidade, temos o excelente exemplo de Joe Kelly e Ed McGuiness em Spiderman/Deadpool. Apesar das constantes interrupções mensais com outras equipas criativas porque o segundo não consegue desenhar todos os meses um capítulo, é motivo de festejo quando ambos regressam. Este mês, os personagens viajam para um mundo de magia e as motivações de ambos são colocadas em causa, principalmente as do Homem-Aranha. Não é excepcional mas divertido.

Spiderwoman continua a saga do confronto da heroína com um vilão conhecido do mundo Marvel, mas a qualidade que conhecemos nos primeiros números desta nova iteração decresceu significativamente desde a saída do seu desenhista original, Javier Rodriguez. Por seu lado, os Avengers  de Mark Waid e Mike Del Mundo melhoram marginalmente este mês, também por focarem o vilão da história, mas continua a ser uma nova (e gasta)  exploração do confronto do grupo de heróis com este um já muito antigo inimigo. Estes dois títulos estão muito perto de saírem da Pilha mas ainda há esperança.

Super-Heróis DC, o Vício - Fevereiro 2017




Já são muitos anos a virar frangos. Desde os cinco anos de idade a ler Banda Desenhada em geral e de super-heróis em particular. Começou pelo Homem-Aranha e progrediu para todos os outros. Transformou-se em mais do que um vício, que continua até hoje. Todos os meses desloco-me à minha loja de BD favorita e de lá venho com A Pilha. Alguns dos livros dessa pilha leio com mais prazer do que outros, é verdade, mas leio tudo.

Hoje falo da DC e Segunda-Feira da Marvel.

Mulher-Maravilha

Wonder Woman # 14-15

Wonder Woman de Rucka, Sharp e Scott é, sistematicamente, uma das melhores publicações da DC todos os meses. Rucka e Scott acabam o seu Ano Um, uma nova versão da origem da Princesa de Themyscira com a dose certa de evocação à versão que todos idolatramos, a de George Pérez. Focam-se no confronto físico e filosófico entre Diana e o seu maior némesis, o Deus Grego da Guerra, Ares. Por seu lado, Rucka e Sharp decidem colocar a Mulher-Maravilha no manicómio na nova saga The Truth, que promete reintroduzir alguns dos maiores inimigos de Diana ao mesmo tempo que aprofunda A Mentira que é a vida do personagem até este momento. Esta parceira de criadores continua a ser um dos melhores e mais atmosféricos trabalhos alguma vez realizados na Amazona.

Batman

Batman # 14-15-16
Detective Comics # 948-949

Batman de Tom King permanece em crescendo de qualidade e, este mês, recupera o parceiro inicial, o desenhista David Finch, para o que promete ser mais um interessante confronto com o arqui-inimigo Bane - sim, o do filme e o responsável pelo afastamento "definitivo" do Cavaleiro das Trevas na década de 90. Mas antes de passar a essa saga, King explora o relacionamento de Batman com a sua eterna por-vezes-namorada-outra-vezes-vilã: a Mulher-Gato. Os dois capítulos intitulados Rooftops são particularmente felizes, ao explorarem de forma ao mesmo tempo nova e reciclada o relacionamento entre estes dois personagens maiores da BD de super-heróis. Quanto ao confronto com Bane é esperar pelo mês que se segue para perceber o real alcance da saga que, a DC promete, será relevante na vida de Batman

Do lado de Detective Comics temos uma pequena paragem na programação oficial para focar Batwoman e preparar o lançamento da revista homónima da personagem no próximo mês.

Super-Homem

Action Comics # 971-972
Superman # 14-15-16 

Superman de Tomasi é a maior desilusão do mês. Foi a primeira revista que li d'a Pilha, à espera de uma história à minha medida, uma aventura cósmica com os vários Super-Homens do Multiverso. Prometia ser uma sequela ao brilhante Multiversity de Grant Morrison, mas apesar do talento envolvido (Ivan Reis no desenho do primeiro capítulo, por exemplo)  pareceu pouco mais que uma maneira forçada de extorquir dinheiro aos leitores fãs da DC. História apressada. Desenhos apressados. Sem qualquer tipo de pathos e interesse.

Action Comics de Dan Jurgens ganha este mês a Superman apenas porque continua na linha nostálgica e banal que não aquece nem arrefece. Funciona mas pouco mais se espera do trabalho dos artistas envolvidos. Um dos mais importantes personagens da DC merece (muito) mais.

Liga da Justiça

Justice League # 12-13-14
Justice League of America Special: Atom # 1
Justice League of America Special: Vixen # 1
Justice League of America Special: Killer Frost # 1
Justice League of America Special: Ray # 1
Justice League v Suicide Squad # 3-4-5-6 

E enquanto o Super-Homem foi a decepção do mês, a revista principal da Liga, Justice League, foi a maior surpresa. Não só o trabalho de substituição do escritor Tim Seeley foi superior à média de meses anteriores, como Brian Hitch escreve (e, este mês, felizmente, desenha) a sua melhor história, até ao momento, na revista. Seeley foca-se no evento Justice League vs Suicide Squad, escolhendo histórias com o vilão Maxwell Lord e o namorado da Mullher-Maravilha, Steve Trevor.  Hitch aproveita uma invasão à escala macro-cósmica para analisar as personalidades e dinâmicas entre os vários membros da Liga, com resultados bastante positivos. Espero que continue nesta veia.

A saga Justice League vs Suicide Squad acaba de forma divertida mas não reveladora ou excepcional.  O final apresenta surpresas que de surpresa nada têm e acaba por ser um belíssimo representante de "a montanha pariu um rato". A DC poderia ter vendido este evento apenas como uma boa história mas decidiu classificá-la como um "Acontecimento". Acabou por prejudicar.

Os especiais Justice League of America, com enfoque nos membros do grupo que estreia para o próximo mês, Killer Frost, Atom, Vixen e Ray, foram também uma boa surpresa, principalmente pelo trabalho de Steve Orlando no argumento. Nada de excepcional mas uma exploração interessante e agradável das personalidades e passados dos personagens.

Young Animal

Cave Carson has a Cibernetic Eye # 4
Doom Patrol # 4
Shade, the Changing Girl # 04 

A linha de substituição da Vertigo continua com grande força. Doom Patrol é a a melhor das quatro revistas, com Gerard Way e Nick Derrigton a excederem-se na qualidade do trabalho, com enredos surreais q.b., evocativos de Grant Morrison e altamente viciantes. Um dos melhores títulos da DC neste momento.

Cave Carson has a Cibernetic Eye, por seu lado, está apenas uns poucos furos abaixo de Doom Patrol. A aventura subterrânea continua, adensando o mistério, não perdendo a forte sensibilidade estilo Era de Prata mas com uma visão bastante mais madura. Outra vitória da linha Young Animal.

Finalmente, Shade, the Changing Girl, que, no meu entender, perpetua alguns dos tiques menos interessantes de uma escrita "adulta" e "literária" na BD. Diálogos truncados que podem querer veicular confusão mas que criam um fluxo narrativo soluçado. A história continua a acompanhar a jovem alienígena que alojou-se no corpo de uma adolescente suburbana dos EUA mas de forma, a meu ver, pouco entusiasmante.

Outros

Kamandi Challenge # 1
Earth 2: Society # 21
Trinity # 5

Estreou este mês a excentricidade Kamandi Challenge. O conceito assenta em todos os meses uma equipa criativa diferente resolver o cliffhanger elaborado pela equipa do mês anterior.  A revista serve para celebrar os 100 anos do nascimento do rei dos Comics, Jack Kirby, através do regresso a uma dos suas mais queridas e perenes criações para a DC: Kamandi, O Último Rapaz. Estamos num mundo pós-apocalíptico em que animais antropomorfizados governam, divididos por clãs, uma paisagem devastada. História divertida que convida talentos de primeira água para a sua elaboração. 

Earth 2: Society é pornografia para os fãs da DC. A promessa do regresso da Sociedade da Justiça original é um dos pilares do enredo e quase apenas a única razão porque a acompanho. O trabalho do escritor inglês Dan Abnett é, contudo, eficiente, ainda que longe de momentos mais geniais da sua carreira como os Guardiões da Galáxia.

Trinity é uma oportunidade perdida. Poderia ser um dos melhores títulos da DC ao reunir, nas suas páginas, a Santíssima Trindade, mas o trabalho de Francis Manapul é mediano (excepto no desenho onde, aí sim, excede-se). O vilão que acompanha esta aventura desde o primeiro número é, finalmente, revelado, mas sem grande surpresa. O enredo revolve à volta da (outra vez) reciclagem de um outro criado pelo brilhante Alan Moore mas sem a inventividade e maturidade do mesmo.

Super-Heróis Marvel, O Vício - Janeiro de 2017



Já são muitos anos a virar frangos. Desde os cinco anos de idade a ler Banda Desenhada em geral e de super-heróis em particular. Começou pelo Homem-Aranha e progrediu para todos os outros. Transformou-se em mais do que um vício, que continua até hoje. Todos os meses desloco-me à minha loja de BD favorita e de lá venho com A Pilha. Alguns dos livros dessa pilha leio com mais prazer do que outros, é verdade, mas leio tudo.

Neste link falei da DC, hoje é a vez da Marvel.

Mais vale cedo do que tarde

Avengers # 03
Avengers # 2.1
Champions # 03
Civil War II # 08 
Dr. Strange # 15 
Scarlet Witch # 13
Spider-Man # 10-11
Spider-Man / Deadpool # 12
Spider-Woman # 14
Ultimates # 02

Este mês chegou finalmente ao fim a mini-série/evento Civil War II, com mais um capítulo do que o inicialmente previsto e com vários meses de atraso. Inicialmente, disse-o aqui, previa que a história fosse melhor que a primeira Guerra Civil. Não é uma coisa nem outra. Pura e simplesmente não acrescenta nada de novo. Ao contrário do evento do ano passado, Secret Wars (sim, as editoras de super-heróis estão completamente viciadas nestes conceitos), neste, apesar dos eventos "catastróficos" na vida de muitos personagens, o enredo acabou por ser menos sumarento do que o esperado e, como é apanágio de Brian Michael Bendis, os diálogos esparsos. Não faço parte dos detractores do trabalho deste escritor mas confesso que são raras as vezes (alguma?) em que gosto das mini-séries/eventos que escreve.  Esta não é excepção. A Marvel, por seu lado, com certeza que teve um sucesso em mãos, mas pergunto-me se este corrupio de história-acontecimento atrás de história-acontecimento, com os subsequentes relançamentos, com novos números um, de muitas revistas, não estará a funcionar contra a arte. O tempo o dirá. Para o ano já estão a planear o próximo.

Das várias revistas deste mês, felizmente, apenas uma esteve ligada à Guerra Civil II, a Spiderman, e aqui, sim, reside a força de Bendis: o desenvolvimento de personalidades, principalmente jovens, cujas vozes consegue controlar de forma entretida e segura. Sara Pichelli, co-criadora da versão Miles Morales do Homem-Aranha, está de regresso à sua criação e ainda bem. Os vários enredos da história normal regressam com o número 11, com o consequente aumento na qualidade da leitura.

Dos destaques deste mês tenho de sublinhar o trabalho de Mark Waid e Humberto Ramos em Champions, que, a continuarem assim, poderão ter um verdadeiro sucesso em mãos. Ambos os criadores já tinham colaborado na DC com Impulse, e com este título poderão estar a criar um clássico da BD de super-heróis. O enredo de Waid preocupa-se menos com o vilão do momento ou o acontecimento tipicamente super-heroístico e mais com a personalidade e juventude dos protagonistas, que são herdeiros, sem vergonha, de nomes emblemáticos da editora. Espero muito sinceramente que a Marvel controle o ímpeto de cruzar esta série com os tais mega-eventos que insiste em ter ano sim, ano sim.

Infelizmente, por razões que me escapam, Waid não parece estar a ter o mesmo prazer ou desenvoltura no trabalho que apresenta em Avengers (em ambas as iterações que lançou este mês). Não é mau mas também não tem o toque que sempre o caracterizou - desde obras tão conhecidas como Flash ou Kingdom Come. O confronto com Kang, um dos perenes e recorrentes vilões deste grupo de heróis, é até agora perfeitamente banal. 

No lado místico do mês da Marvel, o trabalho da dupla Aaron/Bachalo no Dr. Strange e de James Robinson em Scarlet Witch continuam a ser duas das mais interessantes propostas da editora. Enquanto o primeiro acaba por ser uma aposta ganha (tendo em consideração o filme que foi lançado recentemente), ainda que o trabalho dos dois criadores seja exemplar, o segundo título é um OVNI no catálogo mensal de lançamentos da Marvel - não me canso de o dizer. James Robinson está, todos os meses, a escrever algumas das mais interessantes e estranhas histórias da BD de super-heróis, com um personagem que já cá anda há cinco décadas.

Ultimates continua, de forma tão repetitiva que já enjoa, a ser o meu título favorito da Marvel. Dificilmente encontro adjectivos ou palavras de elogio que já não tenha escrito anteriormente. Al Ewing, agora com Travel Foreman nos desenhos, persiste em escrever a ópera cósmica que faltava à Marvel.  O novo número um do mês passado era completamente necessário (a não ser que o tenham feito para aumentar vendas, então era completamente necessário) e só posso esperar que reduzam cruzamentos com outros cantos para que o escritor nos dê a sua história até o final.

No lado aranhiço da minha Pilha, Spiderman/Deadpool tem um interlúdio natalício e delicioso à programação costumeira (tem os desenhos do sempre fabuloso Todd Nauck da saudosa Young Justice) mas Spiderwoman não está a sobreviver bem à saída do desenhista Javier Rodriguez. Hopeless está a tentar com uma história trágica típica de super-heróis mas a arte de Veronica Fish é pouco mais que esboços, quando comparada com a inventividade do seu predecessor. Talvez recupere nos meses que se seguem. 

Super-Heróis DC, o Vício - Janeiro 2017




Já são muitos anos a virar frangos. Desde os cinco anos de idade a ler Banda Desenhada em geral e de super-heróis em particular. Começou pelo Homem-Aranha e progrediu para todos os outros. Transformou-se em mais do que um vício, que continua até hoje. Todos os meses desloco-me à minha loja de BD favorita e de lá venho com A Pilha. Alguns dos livros dessa pilha leio com mais prazer do que outros, é verdade, mas leio tudo.

Hoje falo da DC e Segunda-Feira da Marvel.

A DC renasce todos os meses

Action Comics # 969-970 da DC Comics
Batman # 12-13 da DC Comics
Cave Carson has a Cybernetic Eye # 03 da DC Comics
Detective Comics # 946-947 da DC Comics
Earth 2: Society # 19-20 da DC Comics
Justice League # 10-11 da DC Comics
Justice League v Suicide Squad # 01-02 da DC Comics
Mother Panic # 02 da DC Comics
Shade, the Changing Girl # 03 da DC Comics
Superman # 12-13 da DC Comics
Trinity # 04 da DC Comics
Wonder Woman # 12-13 da DC Comics

Todos os que lêem BD dos EUA sabem que existem personagens mais famosos que outros. No caso da DC, é o Batman. Maior mesmo que o mais conhecido, o Super-Homem, a editora publica o que deve, o que não deve, o que pode, o que não pode, e em tanta escolha consegue produzir, amiúde, algumas das mais importantes obras da 9.ª Arte. Nestas coisas das revistas mensais, aquelas que têm que obedecer mais a imposições editoriais e financeiras, vão aparecendo momentos de clarividência e qualidade, o que, no caso do Batman, devido à fácil identificação de muitos autores com o personagem, acontece mais vezes do que seria de esperar. Assim tem sido com as revistas Batman de Tom King e Detective Comics  de James Tynion IV. Nunca fui o maior fã do personagem mas tenho de reconhecer a força e qualidade com que, mês sim, mês sim, os dois escritores têm trabalhado as histórias do Cavaleiro das Trevas. Este mês, em Batman, é adicionado ao cânone um pormenor da infância de Bruce Wayne que não só faz sentido como eleva a tragédia do personagem a um novo patamar. James Tynion IV continua, em Detective, a explorar de forma clara e profunda a mitologia não só do Homem Morcego como de todos os coadjuvantes inspirados pela cruzada.

Do lado do Homem de Aço, Action Comics de Dan Jurgens e Superman de Peter Tomasi continuam em diferentes patamares. O primeiro, apesar de entretido, parece ter pouca mais aspiração do que ser uma colecção de enredos com fugazes episódios de personalidade. O segundo continua a ser o trabalho mais sólido das revistas do Super-Homem mesmo quando faz pequenos desvios, como é o caso dos dois números publicados este mês.

A fechar a Santíssima Trindade da DC, temos a minha eterna Wonder Woman que, pela ausência de Liam Sharp, não chega ao patamar a que nos habituou. Contudo, graças ao trabalho de contínua solidez e paixão do escritor Greg Rucka e da desenhista Nicola Scott, Diana não perde tanto do lustro quanto seria de recear. Ambos continuam a explorar o passado da Mulher-Maravilha, um passado que, mais uma vez, parece estar a ser reescrito, mas porque nas mãos e imaginação de quem a ama consegue ser entusiasmante.

Os dois títulos que reúnem numa mesma revista estes três ícones não estão a correr tão bem quanto seria de esperar. É caso para dizer que a adição do trabalho de Francis Manapul em Trinity  e de Brian Hitch em Justice League não é maior que a soma das partes. Enquanto no primeiro nota-se (e muito) a ausência do autor como desenhista, já que os enredos e diálogos são pouco entusiasmantes, o segundo permanece, mês após mês, a maior desilusão da minha Pilha. Hitch tem, em suas mãos, os maiores personagens do catálogo da DC e o que faz com eles é redundante e de fraca qualidade. Tudo tem o sabor de história já contada e de forma muito melhor por outros. Este é (para grande pena minha) o titulo que está quase a sair.

Apesar de estar a decorrer desde há alguns meses o evento-chapéu DC Rebirth, a editora não deixa de querer "presentear" os fãs com mini-festas a meio do caminho. É o caso da mini-série semanal Justice League vs Suicide Squad. Os autores prometem revelações surpreendentes e eventos catastróficos - aliás, como seria de esperar. Tudo protagonizado por duas "marcas" que a DC espera vir a terem relevância na cultura pop: a Liga da Justiça, com filme  a estrear em Novembro de 2017; e o Esquadrão Suicida, cuja estreia na 7.ª Arte ocorreu em Agosto de 2016. Contudo, nestas coisas o que interessa é a qualidade da história e essa, infelizmente, é pouco mais que generalista e pouco inventiva. Não me interpretem mal: funciona mas não nos termos que seriam de esperar numa reunião tão magna.

No lado da nova imprint a fazer lembrar a Vertigo, Young Animal, nota-se a gigantesca ausência de Doom Patrol. Os títulos Mother Panic e Shade, the Changing Girl são, no que me toca, os menos interessantes. Não é totalmente claro o destino das histórias mas estou disposto a continuar a dar oportunidade aos primeiros arcos para melhor aferir do caminho. Sofrem um pouco do problema de indefinição da narrativa na busca que fazem pela intelectualidade do surreal. Pode ser que no final funcione mas, por enquanto, permaneço desconfiado. O mesmo já não digo do excelente Cave Carson has a Cybernetic Eye, cuja mistura de aventura, de desenho trágico-cartoonesco de Michael Oeming e de argumento ao estilo montanha-russa é entusiasmante. Esta junção de sensibilidade adulta com conceitos da Idade de Prata da DC são deliciosos.

Resta Earth 2: Society, que apesar de ter sido cancelado é, talvez, um momento importante na macro-história da DC Comics e, só por isso, regressou à minha Pilha. O trabalho de Dan Abnett é competente e o facto de andar a brincar com o regresso do universo da Sociedade da Justiça é, para os fãs da editora, motivo de celebração. Não é genial mas também não chateia. 

O que mais gostei de 2016! Super-heróis DC e Marvel, primeira parte

No mundo dos super-heróis das duas maiores editoras do género, este foi um ano de Renascimentos e Guerras Civis. São já banais os eventos "world-shattering" e "reality-unraveling", ao ponto dos fãs (pelos menos os mais velhos... como eu) os receberem com uma elevada dose de cepticismo. Bem vistas as coisas, quando uma saga tão sísmica como Crise nas Terras Infinitas de 1986 (spoiler) pode ser desfeita em Convergence então tudo é possível. Ou seja, por maiores que sejam as mudanças sabemos que, mais tarde ou mais cedo, tudo volta ao seu estado anterior - poderá é demorar décadas. É a natureza dos super-heróis da DC e da Marvel: quanto mais mudam, mais permanecem iguais. Dito isto, este ano teve os seus altos e baixos, como é natural, e na rubrica O Vício do Mês fui dando-vos conta das minhas leituras da Eterna Novela - não sei se alguma vez chagaram a esta conclusão, mas as telenovelas brasileiras são coisa de meninos comparadas com as dos super-heróis que permanecem, algumas, há sete décadas. Depois de tantas e tantas páginas existe sempre a vontade de fazer um balanço do que mais gostei de ler. Sendo assim, bem vindos às leituras com que mais delirei em 2016 no mundo dos super-heróis da DC e da Marvel.  Começo pelos maravilhosos mas não celestiais. 

As muito, muito, muito, excelentemente boas


Cave Carson has a Cibernetic Eye (DC Rebirth) - Começou há apenas dois meses mas já reside, quentinha, no meu coração. A imprint Young Animal, da DC, promete ser uma Vertigo para esta segunda década do século XXI e a história do explorador das profundezas da crosta terrestre é um dos seus melhores títulos. Cave Carson faz parte daqueles personagens deliciosamente nostálgicos da DC das décadas de 50 e 60 que, com um twist moderno, transformam-se em algo que os autores podem explorar, ao mesmo tempo, o seu lado infantil e esotericamente adulto. O trabalho de Jon Rivera & Gerard Way, na escrita, e Michael Avon Oeming, no desenho, é, até o momento, cheio de intriga, mistério e uma pitada de noir

Dr. Strange (Marvel) - Quem diria que um dos mais antigos mas menos utilizados dos personagens da Marvel teria o sucesso de que goza hoje em dia? Existe desde da década de 60, criado por Steve Ditko e Stan Lee, os mesmos que deram ao mundo o Homem-Aranha, mas sempre teve dificuldades em suster uma revista mensal. Por causa disso, passou a ser utilizado como membro de grupos de super-heróis (Defensores e Vingadores) ou como recurso Deus Ex-Machina para eventos místicos ou outros tão catastróficos que teriam de ser resolvidos com um passe de mágica. Mas o impossível aconteceu e Jason Aaron junto com Chris Bachalo injectaram não só nova vida mas legítimo interesse no universo místico do Dr. Estranho. Para isso recorreram não só às roupagens normais das aventuras do Mestre das Artes Místicas mas também ao humor e excentricidade típicos de Jason Aaron, que nos deu também algumas das melhores aventuras dos X-Men e de Thor.

Ms. Marvel (Marvel) - quando alguém como eu, que já lê super-heróis há quase quatro décadas, consegue ficar entusiasmado com um personagem novo, alguma coisa poderá estar a correr bem. Kamala Khan é, ao mesmo tempo, parte do molde Marvel e também um (muito mais que) piscar de olho a este mundo novo de diversidade étnica e cultural - ou melhor, sempre existiu mas só agora lembraram-se de reconhecê-lo. Kamala é uma jovem muçulmana a viver em Nova Jérsia e também uma amante da velha filosofia dos super-heróis: fazer o bem e salvaguardar os fracos. No que a mim diz respeito, esta mensagem deverá sempre ser incentivada e sublinhada porque o cepticismo do mundo a isso o obriga. Criada por Sana Amanat, Stephen Wacker, G. Willow Wilson e Adrian Alphona Ms. Marvel é uma necessária lufada de ar fresco - e, para os mais pseudo, vejam lá que até ganhou prémios em Angoulême (já a podem ler, estão autorizados).

Scarlet Witch (Marvel) - A início não esperava muito mas o trabalho de James Robinson na escrita, de quem guardo boas recordações do maravilhoso Starman, espicaçou a curiosidade. A uma escala (infelizmente) menor, o autor está a fazer com a Feiticeira o mesmo que fez com o Homem das Estrelas. Não esquece o passado, antes o utiliza para moldar um futuro brilhante e interessante, cheio de idiossincrasias que não se sabia fazerem falta a este personagem. Ao mesmo tempo, usa os talentos de diferentes desenhistas em cada capítulo, para cada utilizando um estilo e aventura adaptadas, sem perder o fio da meada da história principal. O único defeito é que o plano final de Robinson, neste século de tanta oferta, não excede a vintena de capítulos.

Spider-Man (Marvel) - se existe um título que deve tudo ao escritor Brian Michael Bendis é este. Começou quando ainda fazia parte do universo alternativo Ultimate, com uma versão moderna, século XXI, de Peter Parker. Seguiu (spoiler) com a morte deste e a continuação do legado com Miles Morales, o novo Homem-Aranha do universo Ultimate. Depois de Secret Wars, este universo fundiu-se ao "normal" e Morales passou a ser parte integrante de uma herança de décadas. A linguagem é a mesma há 16 anos. O sentimento é o mesmo. Não poderia ser outro porque é o mesmo escritor desde 2000. Não há novidade, certo, mas há qualidade, coração, e o trabalho de um escritor que ama os personagens como seus filhos - e que o são. Se existe um trabalho "de autor" dentro do universo Marvel este é um deles.

Spider-Woman (Marvel) - outra surpresa à lá Dr. Strange. Um personagem que viu uma recuperação na primeira década deste século graças a Bendis mas que outros autores agarraram para este versão mais recente: Dennis Hopeless na escrita com Javier Rodriguez e Veronica Fish no desenho. Rodriguez é responsável por alguma da melhor estética e design da BD nos últimos tempos, principalmente nos cinco primeiros números deste título. Hopeless excede-se na escrita, conseguindo trazer, de forma carinhosa, os dramas de uma mãe recente ao mundo dos super-heróis. Disso o melhor exemplo é o número cinco: aliás, um dos meus favoritos do ano. Ao desenhista Rodriguez segue-se Veronica Fish que já conseguiu um capítulo 12 muito bom e que promete para o futuro.

Superman (DC Rebirth) - não é a versão New 52 mas a da DC Rebirth (a primeira vou, educadamente, esquecer). Tomasi, Gleason e Manhke estão a conseguir algo que parecia impossível acontecer: tornar interessante a vida de um Super-Homem pai. Esta versão do Homem de Aço é aquela com que cresci, a da pós-Crise, a casada com Lois Lane e, agora, com um filho, Jon Kent, uma versão nova do Superboy. A série não deixa de estar no centro do mistério DC Rebirth mas, ao mesmo tempo, dedica-se a desenvolver a relação pai/filho e a personalidade do segundo, já um dos mais divertidos novos personagens da DC. Aventura, ternura e mistério. Nada mau para um Super-Homem já com 75 anos.

O vício do mês - versão Dezembro de 2016




Já são muitos anos a virar frangos. Desde os cinco anos de idade a ler Banda Desenhada em geral e de super-heróis em particular. Começou pelo Homem-Aranha e progrediu para todos os outros. Transformou-se em mais do que um vício, que continua até hoje. Todos os meses desloco-me à minha loja de BD favorita e de lá venho com A Pilha. Alguns dos livros dessa pilha leio com mais prazer do que outros, é verdade, mas leio tudo.

A DC está de volta

Action Comics #967-968 da DC Comics
Batman #10-11 da DC Comics
Batman Annual #01 da DC Comics
Cave Carson has a Cibernetic Eye #02 da DC Comics
Detective Comics #944-945 da DC Comics
Doom Patrol #03 da DC Comics
Earth 2: Society #18 da DC Comics
Justice League #08-09 da DC Comics
Mother Panic #01 da DC Comics
Shade, the Changing Girl #02 da DC Comics
Superman Annual #01 da DC Comics
Trinity #03 da DC Comics
Wonder Woman #10-11 da DC Comics

Será que já posso dizê-lo a plenos pulmões? Ou será ainda cedo demais? A DC Comics que conquistou muitos fãs nas décadas de 80 e 90 estará de volta? Tudo parece indicar que sim. Começo pela nova imprint, a Young Animal, que tanto faz lembrar o aparecimento da Vertigo de Karen Berger. Dos quatro títulos em publicação (e dizem eles que não haverão mais), destaca-se claramente Doom Patrol, aliás uma das minhas revistas favoritas do mês. O trabalho de Way e Derrigton é divertido e esotérico sem, contudo, perder o fio à meada da narração e da consistência. Conseguem aludir, essencialmente, à versão de Grant Morrison, mas com novidade e modernidade. Segue-se, em favoritismo, Cave Carson has a Cibernetic Eye, um típico título DC/Vertigo, onde conceitos e personagens esquecidos da biblioteca da editora regressam com um twist de terror, mistério e conspiração. Este, junto com Doom Patrol, estão a transformar-se nos clássicos Young Animal. Finalmente, Shade, the Changing Girl e Mother Panic (este começa este mês) são interessantes, prometem, mas ainda não conseguiram cativar-me da mesma forma que os dois primeiros. Acredito, tendo em consideração o que li, que é apenas uma questão de tempo.

Do lado do universo "normal" de super-heróis, o Rebirth está a pleno gás, com mistérios a transbordarem e histórias a explodirem. Todos os meses nos últimos meses, o meu título favorito, sem desculpas, é a Wonder Woman de Rucka, Sharp e Scott. Continuam a explorar uma nova versão da origem de Diana, ao mesmo tempo que investigam as estranhas mentiras ligadas a essa mesma origem. Mentiras que parecem esconder a verdade maior por detrás do Rebirth da DC e dos Inimigos que o orquestram escondidos pelo tempo. Batman e Detective Comics provam, mês sim e mês sim, que o Cavaleiro das Trevas, por mais títulos e histórias que se publiquem, continua a ser chão fértil para a inspiração dos muitos artistas que insistem em trabalham com ele. Mesmo mais de 75 anos depois da sua criação, o personagem é tão rico que Tom King no Batman e James T Tynion IV no Detective Comics produzem enredos cativantes. A mesma sorte não tem o Homem de Aço. Se do lado da revista homónima, Superman, o trabalho de Tomasi e Gleason é maravilhoso, explorando de forma primorosa a nova fase do personagem, a de ser pai, o mesmo continua a não acontecer com Jurgens em Action Comics. Os argumentos são formulaicos e apenas persistem graças aos mistérios ligados ao Rebirth e a alguma dose de saudosismo. Curiosamente, os anuais de Batman e Superman são interessantes, principalmente o do primeiro, que colecciona várias pequenas histórias, muitas delas com uma qualidade superior. Do lado da Santíssima Trindade, resta o título que os reúne aos três, Trinity, que este mês ressente-se pela ausência do lado desenhista de Manapul, que continua, contudo, a escrever a história. Este é uma revista que tem tudo para funcionar mas que pode também cair facilmente na rotina e no facilitismo. A ver vamos se este artista tem arcaboiço para prosseguir.

No lado das equipas, este mês regressei a Earth 2: Society, mesmo a tempo para, daqui a uns meses, ver o seu cancelamento. Mas qualquer título que prometa o regresso da Sociedade da Justiça é sempre algo a estar atento. Não é maravilhoso mas muitos degraus acima do que estava ser feito com este título deste que o larguei no mal-fadado Convergence. Justice League recupera algum do lustro com a história deste mês mas continua a ser, ao mesmo tempo, um triste desperdício. Brian Hitch não tem o mesmo talento como escritor que tem como desenhista. A Liga necessita de muito mais. A Liga precisa dos melhores dos melhores a trabalhar nela. Pode e deve ser Hitch mas não a escrever.

Os momentos finais da segunda Guerra Civil da Marvel


Avengers #01 da Marvel
Avengers #1.1 da Marvel
Champions #02 da Marvel
Civil War II #07 da Marvel
Dr. Strange #14 da Marvel
Ms. Marvel #13 da Marvel
Scarlet Witch #12 da Marvel
Spiderman #09 da Marvel
Spiderman/Deadpool #11 da Marvel
Spider-Woman #13 da Marvel
Ultimates #01 da Marvel

O evento Civil War II está quase no final (alguns meses depois do previsto) e, como é natural nestas coisas que dependem mais do enredo do que da história, perde um pouco do gás à medida que o tempo passa. Ademais, os repetidos atrasos da mini-série levaram à revelação de alguns dos mistérios em outras revistas. Mesmo tendo em consideração este facto, o número deste mês de Civil War II é particularmente mais fraco que esforços anteriores, ficando a duvida do porquê da extensão de sete para oito números. No ano passado ocorreu a mesma coisa com Secret Wars mas nesse não tive a sensação de desperdício como neste. É esperar pela conclusão.

Felizmente, agora que limpei muitas das revistas que não gostava, a pilha da Marvel está reduzida ao que considero mais importante. Quero destacar este mês um número bastante agradável de Champions, onde Waid e Ramos conseguem escapar às tribulações cansativas dos eventos e concentrarem-se nos personagens para nos dar momentos divertidos e ternurentos. Contudo, pelo mesmo escritor e do lado dos Avengers, quer a revista homónima, quer o número especial pouco oferecem para lá de uma aventura generalista do grupo de super-heróis. Vamos ver mais um confronto com  Kang, mestre do tempo, o que, por si, não tem nada de mau, mas, até agora, parece mais do mesmo. Não é aborrecido mas também não é especial, e depois de muitos anos a virar estes frangos já esperamos um tempero fora de série, mais ainda pela imaginação de Mark Waid. O melhor título dos Vingadores continua a ser Ultimates, que ganha uma versão 2.0 (sem necessidade), onde espero que a saga iniciada na temporada anterior (a Marvel agora quer fazer as coisas assim, não sei para quê) tenha uma conclusão satisfatória. O problema da Marvel é que, muitas vezes, tem alergia em acabar histórias, ou seja, continuam sempre e sempre e sempre. Espero não ser o caso de Ultimates.

Finalmente, do lado do não-mexe-que-está-muito-bem-assim temos Dr. Strange, Ms. Marvel,  Scarlet Witch, Spiderman e Spider-Woman. No caso do segundo título, há uma descida de qualidade mas vou dar o desconto do mês tal como dou para Spiderman/Deadpool, que sem os autores regulares nunca atinge as altitudes a que me habituei com Kelly e McGuiness. 

O vício do mês - versão Novembro de 2016



Já são muitos anos a virar frangos. Desde os cinco anos de idade a ler Banda Desenhada em geral e de super-heróis em particular. Começou pelo Homem-Aranha e progrediu para todos os outros. Transformou-se em mais do que um vício, que continua até hoje. Todos os meses desloco-me à minha loja de BD favorita e de lá venho com A Pilha. Alguns dos livros dessa pilha leio com mais prazer do que outros, é verdade, mas leio tudo . A lista em baixo é a deste mês.

Este mês continuamos com algo diferente. As duas maiores editoras de BD dos EUA, DC e Marvel, estão sempre metidas num evento qualquer. É um vício do qual não conseguem escapar. Pode não ser uma guerra, mas pode ser uma crise. Pode não ser um renascimento, mas é algo completamente novo e diferente. Por isso e porque, de facto, a DC está no meio do seu Rebirth e a Marvel metida numa Guerra Civil, decidimos voar sobre estes dois eventos e ver como se saíram. 

O Renascimento da DC


Action Comics #965-966 da DC Comics
Batman #08-09 da DC Comics
Cave Carson has a Cibernetic Eye #01 da DC Comics
Detective Comics #942-943 da DC Comics
Doom Patrol #01-02 da DC Comics
Justice League #06-07 da DC Comics
Shade, the Changing Girl #01 da DC Comics
Superman #08-09 da DC Comics
Trinity #02 da DC Comics
Wonder Woman #08-09 da DC Comics
Wonder Woman 75th anniversary special #01 da DC Comics

Já passaram quatro meses desde que começou o branding DC Rebirth. As vendas têm sido um sucesso. A DC Comics tem superado a Marvel, todos os meses, em unidades vendidas e total de receita. É um feito que não é inaudito mas que, ao longo dos mais de 50 anos de saudável competição, tem acontecido de forma parcimoniosa. Passados esses quatro meses, no que a mim diz respeito, o sucesso é sublinhado e, mais, aplaudido. A DC está de volta (até agora). Esta frase não a digo sem propósito. Quem se recorda da DC da segunda metade da década de 80 , toda a de 90 e a primeira do século XXI, lembra-se de uma editora em que cada canto do seu universo possuía um sabor e cheiro diferentes. A imprint Vertigo, ao início, admitia que as suas histórias passavam-se no universo partilhado mainstream mas procurava linguagens e narrativas mais sobrenaturais, psicadélicas, surreais e alternativas. Existiram, nestas décadas, coisas tão eclécticas como Hitman, Question, Demon, The Spectre, Starman, Major Bummer, Chase, Chronos. A DC experimentava nem sempre com sucesso mas experimentava. E era delicioso. Parece que esta editora está de volta.

Começo com a estreia do mês: a imprint Young Animal (YA) com três títulos a lembrar uma Vertigo em início de carreira. Doom Patrol  de Gerard Way e Nick Derington é um sucesso a todos os níveis. Faz lembrar a versão desta mesma revista por Grant Morrison mas com um pouco menos de surrealismo e com desenhos muito melhores. Os dois primeiros números são de narrativa coerente mas sem perder a pitada de surrealismo que parece ser o caminho que o escritor quer seguir. É umas das minhas BD's favoritas da pilha do mês. Outra vitória da YA é Cave Carson has a Cibernetic Eye. Não só vai ao fundo do baú dos personagens esquecidos e estranhamente deliciosos da DC da década de 60 como o faz com a panache dos tempos modernos e (novamente) com deliciosos desenhos (de Michael Avon Oeming). O argumento sai da parelha Way e Jon Rivera e promete ser daqueles comics a ler logo que se recebe a encomenda do mês. Menos prometedor (mas, mesmo assim, interessante) é Shade, the Chaging Girl, onde revisitamos um conceito e personagem da Vertigo da segunda metade da década de 80. Peca por diálogos demasiadamente truncados e desligados que não facilitam a leitura. Ainda assim, há que dar oportunidade a tão deliciosas incursões pelo diferente. 

No lado mainstream da DC deste mês há que continuar a destacar o trabalho superlativo de Rucka, Sharp e, este mês, da brasileira Bilquis Evely, na sempre eterna Wonder Woman. O número da dupla Rucka/Sharp é especialmente fabuloso, com uma sequência desenhada de forma suave e etérea pelo segundo e com uma interpretação apaixonante de Diana. O trabalho da brasileira no Ano Um, com protagonismo dado à vilã Cheeta, é uma boa promessa para os números que aí vêem, agora que substituirá Nicola Scott como desenhadora principal. Este mês, como bónus para fãs e não só, houve o especial de 75 anos do personagem, com um conjunto desequilibrado de histórias que talvez não valha a pena para os que não são dedicados à Princesa Amazona.

Os títulos Batman e Detective Comics continuam a saga do Cavaleiro das Trevas e dos seus ajudantes, numa das mais interessantes sequências de histórias da memória recente, principalmente no segundo título, o melhor dos dois. Depois de despachar a saga dos Homens-Monstro (num crossover com Nightwing de qualidade acima da média), voltam ambos os títulos à programação normal, com novos desenhadores e renovado entusiasmo. De facto, tenho de reconhecer que é muito difícil não encontrar autores que nada tenham a dizer em relação ao universo do Batman. Mais desequilibrado continua o canto do Super-Homem. De um lado temos Superman de Peter Tomasi (este mês com os desenhos de Doug Manhke), que continua a desenvolver a relação paternal do Homem de Aço com o seu filho de forma quente e entusiasmante. O Action Comics de Jurgens não é maravilhoso mas também não desanima completamente. Como já referi em posts anteriores, vive muito do saudosismo de trabalhos anteriores. Finalmente, a completar os títulos que parecem projectar a DC para um futuro risonho, temos Trinity, que aproveita a projecção derivada do filme Batman V Superman ao reunir num único título a Mulher-Maravilha, o Super-Homem e o Batman. O trabalho de Francis Manapul ainda que não totalmente inspirador é seguro e parece-nos guiar para uma história interessante e divertida. 

A desanimar cada vez mais está a Justice League de Brian Hitch. Decididamente, o desenhador não tem a mesma qualidade como escritor e, todos os meses, a mais poderosa a interessante das equipas de super-heróis da DC é uma oportunidade perdida. Volta Geoff Johns que estavas tão bem e temos tantas saudades. A continuar assim não terei outra escolha que não seja desistir do título. 

A segunda Guerra Civil da Marvel


Avengers #14 da Marvel
Civil War II #06 da Marvel
Champions #01 da Marvel
Dr. Strange #12-13 da Marvel
Ms. Marvel #12 da Marvel
Spider-Man / Deadpool #10 da Marvel
Spider-Woman #12 da Marvel
Ultimates #12 da Marvel

A segunda Guerra Civil continua a assombrar uma parte dos títulos da Marvel mas já com menos incidência (a bem ver, era para já ter terminado, não fossem os atrasos e extensão da mini-série).  O título da editora que se destaca neste mês é, sem duvida, Spider-Woman de Dennis Hopeless. Muito à semelhança do número cinco da mesma revista (ler Vício do mês de Abril) é em momentos de ponte entre mega-eventos e aventuras super-heroísticas que o escritor brilha. Este mês sente-se menos a ausência do desenhador Rodriguez ao ver o trabalho de Veronica Fish, a que parece ser a nova colaboradora de Hopeless. 

A mini-série Civil War II prossegue a passos largos para a conclusão (que muitos já conhecem devido ao referido atraso), continuando com o entretenimento certeiro de Bendis e Marquez mas com um pouco menos de entusiasmo neste mês.  Uma das revistas sistematicamente prejudicada pela ligação a este evento é Avengers. Mark Waid é um dos grandes escritores de super-heróis desde há mais de duas décadas mas esta constante interrupção da progressão natural das suas histórias não tem contribuído para uma run equilibrada. O trabalho deste autor em Champions é um pouco superior mas ainda não brilha com aquele fulgor que quem o lê desde sempre sabe que Waid tem. A força dos protagonistas desta revista, exclusivamente populada pela nova geração de super-heróis da Marvel, é aquilo que mais contribui para uma leitura suficientemente entretida - Kamala Khan é uma das melhores coisas a sair da editora nos últimos anos e aqui, uma vez mais, temos prova disso. Aliás, a presença da heroína em Champions equilibra um mês menos interessante na sua revista homónima, Ms. Marvel. Apesar de termos a apresentação de um novo super-herói muçulmano, esse evento não compensa a ausência de Takeshi Miyazawa nem uma história menos robusta.

Do lado do continuem-assim-e-não-estraga temos Spider-Man/Deadpool e Dr. Strange. Este último está a atravessar uma das melhores fases de sempre do mestre das artes místicas, pelas mãos de Jason Aaron e Chris Bachalo, o que não deixa de vir em boa altura, já que existe uma maior percepção pública do herói graças ao filme que está agora nas salas de cinema. Finalmente, Ultimates. Apesar destes dois últimos números não continuarem de forma satisfatória o trabalho superlativo dos primeiros dez, este ainda aparece quando a história afasta-se do evento Guerra Civil II. Este número prepara caminho para um novo número 1 no próximo mês (volvidos apenas 12 deste - esta mania da Marvel já cansa. Daqui a uns anos ninguém conseguirá acompanhar as muitas iterações de novos números um a cada virar de esquina). Espera-se o regresso à qualidade do costume.

Vício do mês - versão Outubro de 2016




Já são muitos anos a virar frangos. Desde os cinco anos de idade a ler Banda Desenhada em geral e de super-heróis em particular. Começou pelo Homem-Aranha e progrediu para todos os outros. Transformou-se em mais do que um vício, que continua até hoje. Todos os meses desloco-me à minha loja de BD favorita e de lá venho com A Pilha. Alguns dos livros dessa pilha leio com mais prazer do que outros, é verdade, mas leio tudo . A lista em baixo é a deste mês.

Este mês vamos tentar algo diferente. As duas maiores editoras de BD dos EUA, DC e Marvel, estão sempre metidas num evento qualquer. É um vício do qual não conseguem escapar. Pode não ser uma guerra, mas pode ser uma crise. Pode não ser um renascimento, mas é algo completamente novo e diferente. Por isso e porque, de facto, a DC está no meio do seu Rebirth e a Marvel metida numa Guerra Civil, decidimos voar sobre estes dois eventos e ver como se saíram. 

Action Comics #963-964 da DC Comics
Batman #6-7 da DC Comics
Detective Comics #940-941 da DC Comics
Justice League #4-5 da DC Comics
Superman #6-7 da DC Comics
Trinity #1 da DC Comics
Wonder Woman #6-7 da DC Comics


O Renascimento da DC

Jim Lee e Dan Didio , editores chefe da DC, afirmaram na Comic Con de Nova Iorque deste ano que, na do ano passado, tinham tido uma revelação. Num painel dedicado a todas as coisas DC notaram o desinteresse dos fãs. Muitos abandonavam a apresentação. Claro que sou cínico o suficiente para ter a certeza que o que os alertou não foi nada mais que o insucesso financeiro. Assim, e com o contributo mais do que essencial da mente criativa de Geoff Johns, decidiram devolver à DC o seu sentido de legado e a sua larga história. Daí surgiu Rebirth, um evento mas também um conceito-chapéu, no qual procuram devolver a quintessência dos seus muitos personagens. O sucesso comercial tem sido arrebatador.

Começo, como sempre nestas coisas, pelo melhor: Wonder Woman, a minha Diana, a nossa Mulher-Maravilha. Como afirma o escritor Greg Rucka, finalmente todos os outros começam a perceber porque nós, os fãs, tanto admiramos este personagem ficcional. Muito deve-se ao actual trabalho do autor na Princesa Amazona que, emparelhado com os desenhos de Liam Sharp e Nicola Scott, continua a redefinir a origem de Diana, desenvolvendo, de forma singular, a concebida há trinta anos por George Pérez e Greg Potter (que, claro, agarrava no molde de William Moulton Marston). O meu lado favorito deste renascimento.

Os dois outros membros da Santíssima Trindade, Super-Homem e Batman, não ficam muito atrás da nossa Princesa. O primeiro foi quem mais beneficiou do renascimento já que os seus títulos sofriam de falta de direcção, sendo mesmo dos mais fracos, com autores e editores que pareciam não saber o que fazer com o Homem de Aço. Dos dois títulos, Superman é assumidamente o mais interessante. Uma das características particulares dos personagens DC é que crescem, casam, têm filhos. Para personagens tão icónicos, mudanças deste gabarito são sempre um risco, principalmente porque há que manter os rios de dinheiro em merchandise (a Marvel tenta, há algum tempo, evoluir e manter as características do seu mais icónico personagem, o Homem-Aranha, ao nível de este ser, actualmente e a meu ver, uma pálida imagem do que era). A DC não teve medo de dar um filho ao Super-Homem e ao Batman, ao ponto de, em breve, os irmos ver a partilhar a mesma revista. O trabalho de Tomasi, Gleason e Manke no título homónimo do Super-Homem é um dos mais interessantes deste Rebirth. Já o Action Comics sobrevive graças ao factor nostalgia, não só porque tem capitalizado no regresso de conceitos saudosistas como do trabalho do homem responsável pela morte do Homem de Aço há mais de 20 anos, Dan Jurgens. É um título agradável, sem dúvida, mas, até agora, sem chama.

O Cavaleiro das Trevas, por sua vez, não necessitava de melhorar. O trabalho de Snyder e Cappulo foi dos mais memoráveis no personagem e Tom King não o veio melhorar - até piorou um pouco. Contudo, o nível alcançado pela equipa anterior era tão elevado que qualquer descida era quase inevitável. Assim, a revista Batman continua a ser uma leitura bem entretida mas longe do nível de Snyder. O ponto alto parece estar a vir do trabalho de Tynion e Barrows no Detective Comics. Este mês, para além da qualidade habitual, teve o benefício de engrossar o mistério por detrás das maquinações macro-cósmicas de Rebirth e de continuar o crossover dedicado aos homens monstro. Uma das grandes vitórias da DC.

E depois existe o título, iniciado este mês, que reúne os três maiores ícones da DC num único tecto: Trinity. Manapul prova ser capaz de suportar o peso de lidar com tão importantes personagens, começando de forma serena ao invés de optar por ameaças titânicas. Abre as hostilidades com um singelo jantar organizado pela mulher do Super-Homem, Lois Lane, e decide centrar-se na essência da personalidade e menos no poder dos punhos e nas acrobacias super-heroísticas.

No pólo oposto da Wonder Woman está, desoladamente, a Justice League. A escrita de Hitch ainda está muito aquém da promessa que o seu talento (como desenhador) deixa adivinhar. Resta o interesse de, aparentemente, esta primeira história contribuir para a macro-tapeçaria de Rebirth. Será que já temos o título para o evento que ocorrerá daqui a dois anos? Será o nome Forever Crisis?

Avengers #13 da Marvel
Civil War II #5 da Marvel
Dr. Strange #11 da Marvel
Hercules: Gods of War #3-4 da Marvel
Karnak #5 da Marvel
Ms. Marvel #11 da Marvel
Spiderman #8 da Marvel
Spider-Man / Deadpool #9 da Marvel
Spiderwoman #11 da Marvel
Ultimates #11 da Marvel


Mais outra Guerra Civil na Marvel

Na Marvel a palavra mote é Civil War II. Começou por ser algo que capitalizava no filme do Capitão América: Civil War mas, enquanto este de guerra civil tinha muito pouco, já a da BD assume-se como tal. A mini-série com o mesmo nome é, até ver, uma franca vitória em qualidade - e, como já o disse em posts anteriores, superior à primeira. Este número, apesar de ser uma longa sequência de combate entre os antagonistas, é bem arquitectada por Bendis e Marquez que conseguem olear quer as batalhas primárias quer secundárias.

Das séries que acompanham este evento, continuo a destacar Ms. Marvel e Spiderman. Ambas apresentam franca qualidade e dignificam estes sucessores de outros grandes nomes do panteão dos personagens Marvel. O primeiro, principalmente, tem sido uma revelação todos os meses, firmando o desenvolvimento da personalidade de um dos mais encantadores personagens a sair desta editora nos últimos tempos. Por seu lado, Spiderwoman desanima não só porque perdeu o desenhador mas também porque a escrita e enredo não são interessantes. Hercules: Gods of War fecha de forma pouco satisfatória uma revista que prometia quando foi lançada à menos de um ano. Esperava-se mais do trabalho do escritor Abnett. Finalizando as revistas ligadas a Civil War II temos o Avengers que continua a exibir, por enquanto, uma qualidade desequilibrada, com meses melhores (os desligados do evento) e outros piores (sim, os ligados, como este). Apesar de tudo, a nova Vespa, foco deste número, parece ser, nas mãos do escritor Mark Waid, um personagem a vigiar. 

Das revistas que seguem o seu próprio caminho, destaco Dr. Strange, Karnak e Spiderman/Deadpool. A primeira continua o excelente trabalho do escritor Jason Aaron, que, com uma muito sua aproximação à escrita do mestre das artes místicas, cultiva o interesse num personagem difícil de escrever. A escolha de enredo de diminuir os poderes ao quase-omnipotente Dr. Estranho, apesar de pouco original, graças ao seu talento, acaba por brilhar. Também graças à qualidade da escrita de Warren Ellis, outra revista desequilibrada, Karnak, consegue um número interessante e ao puro estilo do autor ao, finalmente, revelar algumas rupturas no monólito que é a personalidade deste personagem.  Spiderman/Deadpool, nas mãos de Joe Kelly e Ed McGuiness, é puro entretenimento pop.

Acabo no título com o qual começava os meses anteriores: Ultimates. Não, não está mau, nada disso e longe disso. Mas estava à espera de mais, principalmente neste capítulo que conclui parte da história que contavam desde o primeiro número. Acredito que muito deve-se ao facto de Rochafort não ter desenhado a totalidade do capítulo. E também acredito que a história ao ser lida sem interrupções mensais ganhe (ou perca) alguma dimensão. Independentemente disto tudo, estava à espera de mais. Os finais são muitas vezes cruéis quando a expectativa é elevada.