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Titans, temporada 1, episódios 2 a 4


Já falamos aqui do primeiro episódio da série inaugural do serviço de streaming da DC Comics, Titans, que interpreta, com um tom maduro e negro, a famosa BD criada na década de 80 pelo escritor Marv Wolfman e pelo desenhador George Pérez. À altura, foi um dos maiores sucessos comerciais da DC, competindo e, por vezes, superando o sucesso que eram os X-Men da Marvel. Não deixa de ser, ao mesmo tempo, surpreendente e entusiasmante que a editora escolha estas personagens como porta-estandarte do seu serviço ao estilo Netflix. O primeiro episódio já tinha sido um bom começo, mas estes três seguintes parecem solidificar a série de TV como uma tentativa séria em produzir um programa uns patamares acima do costumeiro produto de super-heróis.

Titans temporada 1, episódio 1


No início a década de 80, a DC Comics encontrava-se em sérios apuros. As suas personagens, apesar de conhecidas, estavam a ser trucidadas pela Marvel nas vendas. O que tinha se iniciado cerca de 20 anos antes, atingira o ponto de ruptura em 1978, com o cancelamento de inúmeros títulos - num momento que ficou conhecido como a DC Implosion. Eis que aparecem o escritor Marv Wolfman e o desenhador George Pérez, ambos vindos da Marvel. O segundo já carregava consigo uma aura de excepção e era seu sonho desenhar a Liga da Justiça. Contudo, enquanto essa oportunidade não se apresentava, decidiu juntar-se a Wolfman para recriar um conceito antigo da DC: os Teen Titans (Turma Titã). 

BD é nostalgia e progresso.

"You see, I like to remember the past because those were better times than now. I mean, I'd rather live in the past than today, wouldn't you? These days... y-you just never know who's going to die... and who's going to live." - palavras do Pirata Psíquico no final de Crise nas Terras Infinitas, número 12, escritas por Marv Wolfman.

Imagens de Les Mondes D'Aldebaran de Leo.









BD é paradoxo.

"There is little to say, Richard. Trigon's meditation is complete. His power is fully returned. And is anger... grows." - The New Teen Titans, número cinco, Escrito por Marv Wolfman.

John Bolton






Colecção DC Levoir/SOL – 3.º Volume: Novos Titãs


(Prometo tentar informar aos menos conhecedores de BD acerca da acessibilidade desta coleção, ou seja se é fácil ou não ler sem saber muito mais coisas)
Grau de acessibilidade: Difícil mas…
Sai Sexta-feira, dia 13 de Dezembro, junto com jornal SOL e custa 8,9€

Para desenjoar um pouco, a Levoir afasta-se dos dois maiores ícones da DC Comics e decide-se por nomes menos conhecidos do mainstream, à semelhança do que já tinha feito na coleção anterior. Desta vez, a sorte coube aos Novos Titãs, a equipe de adolescentes por excelência da editora, para onde não só gravitam os vários discípulos dos grandes nomes da Liga da Justiça, como funciona como campo de treino para futuras membros desta, a maior equipe de super-heróis do Universo DC. Contudo, como qualquer adolescente que se preze, a rebeldia contra figuras paternais de qualquer espécie é uma obrigatoriedade, mesmo que essas figuras sejam o Super-Homem, o Batman, a Mulher-Maravilha, e estes Novos Titãs não escaparam ao lugar-comum.
Nascida na década de 60, a equipa teve várias encarnações, a mais conhecida nascida em 1980 pelas mãos e mentes de Marv Wolfman e George Pérez, os mesmos da Crise nas Terras Infinitas, tornando-se desde cedo no maior êxito da DC Comics e dos comics da época, apenas superados em vendas pelos X-Men da Marvel. Esta foi também a época de mais sucesso para a equipa de adolescentes, tendo a fama decrescido depois da saída do desenhista Pérez, mas existindo sempre uma versão dos Titãs nos relatos do Universo DC. Esta encarnação, cuja primeira aparição é a incluída neste volume, a escrita por Geoff Johns e desenhada por Mike McKone, apesar de nunca atingir os mesmos níveis de fama e sucesso não só comercial como de crítica que a de 1980, não deixou de funcionar como uma homenagem à concebida por Wolfman e Pérez, uma mistura de nostalgia e mercantilismo tão típico da BD americana. Os dois autores desta versão moderna vão buscar membros às variadas encarnações dos Titãs, nomeadamente à já referida, em que três dos mentores dos adolescentes são aqueles que uma vez também o foram, e a uma mais recente, a Young Justice, onde se juntavam os discípulos de Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha e Flash, o Superboy, Robin, Wonder Girl e Impulse, respetivamente.
Deste modo, Johns vai buscar, por um lado, a missão original dos Titãs, a do clube onde os jovens membros da equipa tentam ter uma vida própria fora da sombra dos gigantes que são os sues mentores e, por outro, piscar o olho á mais conhecida das versões. Acompanhado pelo traço comercial e apelativo de Mike McKone esta tornou-se num relativo sucesso de vendas que, contudo, acabou relativamente cedo, já que ambos os criadores acabariam por abandonar a revista parcos 2 anos depois – isto tendo em consideração que Pérez e Wolfman partilharam cerca de cinco anos da sua vida com a sua versão ou que Peter David e Todd Nauck dedicaram outros tantos a Young Justice.
Nota – Não partilho da opinião que tem de se saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.

Ler sem medo! – Universo DC – Crise nas Terras Infinitas


Os posts Ler (BD) sem medo dão-me um prazer muito particular. Primeiro: tento, de uma forma modesta, dar a conhecer uma Arte que adoro. Segundo: tenho oportunidade de folhear livros que amo, sentir o ar a movimentar-se com o cheiro a papel enquanto passo para a página seguinte, entreter-me com as cores garridas de personagens vestidos como se o Carnaval acontecesse todos os dias, esquecer-me na vida colorida destes universos. Saber que um deus enlouquecido quer desfazer o novelo da Vida é mais divertido que as últimas novidades do Orçamento de Estado. Estas são mais desesperantes. Para vencer o deus louco basta pensar que o Super-Homem vai, de uma forma ou de outra, perseverar. Já o Orçamento de Estado, temos de confiar nas instituições da realidade e elas não são nenhum Super-Homem.

Recentemente, a Levoir lançou, junto com o jornal o Público, a famosa saga (para os fãs de BD, claro), Crise nas Terras Infinitas, que pode ser considerada como um momento 0 no universo de super-heróis da DC. Literalmente, a editora reformatou todo a sua mitologia de super-heróis e fez tabula rasa de grande parte do historial dos vários personagens, dando oportunidade a diversos autores para os reinterpretarem. Assim foi com o Super-Homem (leia este post), o Batman e a Mulher-Maravilha (leia o artigo da Maxim), apenas para citar os três maiores ícones da editora.

Mas nada disto faz jus a Crise nas Terras Infinitas. Parece que vos estou a falar de um expediente editorial carimbado e assinado por um gestor, cujo objectivo nada mais era que simplificar processos, agilizar procedimentos e optimizar a capacidade para contar histórias. Bem… também foi isso, mas existiu muita alma e coração (meu deus, o que os gestores vão dizer de mim!) e estes devem-se exclusivamente ao extraordinário trabalho de Marv Wolfman, escritor, e George Pérez, o desenhista que se tornou uma lenda com esta saga.

O Universo da DC estava bastante complicado, isto segundo alguns mandachuvas da editora. Existiam inúmeras Terras a bailar num caldo infinito composto por múltiplos universos, cada qual uma variação infinitesimal ou gigantesca dos eventos e História da Terra que conhecemos. A esse caldo deu-se o nome de Multiverso.

Existia a Terra-1, onde o Super-Homem, o Batman e a Mulher-Maravilha de 1985 exerciam a sua atividade (esta é a data da publicação da Crise), e cujas histórias vinham sendo contadas desde finais da década de 50, princípios da de 60. Existia a Terra-2, onde habitavam as versões originais dos heróis que o público conhecia de 30 e 40. Era desta Terra que provinha o Super-Homem de 1938, o original (vejam este artigo Maxim para saberem mais). Como devem calcular, estas Terras eram as principais. Mas existia uma multitude de outras: Terra-3, uma terra “invertida”, onde o Super-Homem, o Batman e a Mulher-Maravilha eram vilões e Lex Luthor era o herói; Terra-X, onde os nazis haviam vencido a 2.ª Grande Guerra e eram combatidos por um grupo de super-heróis apropriadamente apelidados de Combatentes da Liberdade; Terra-S, onde habitavam os personagens da Família Marvel pertencentes à editora Fawcett, adquirida pela DC numa disputa em tribunal; Terra-4, na qual viviam personagens comprados pela DC à falida Charlston - como curiosidade, estes personagens foram a inspiração de Alan Moore e Dave Gibbons para criar os Watchmen. E assim por diante!

Foi deste cenário que Wolfman e Pérez partiram e foi-lhes encetada uma missão: construir uma única Terra. Das cinzas deste imperativo editorial conseguiram erguer uma belíssima floresta, uma empolgante e (sim) belíssima história que contou os derradeiros momentos do velho e o nascimento do novo. Uma história do Bem puro contra o Mal absoluto e definitivo, um Mal arrebatadoramente niilista, fanático da aniquilação da Vida, do Tempo e do Espaço. O vilão era a corporização da crença no Nada. Nos escombros do seu caminho restaria a agonia do silêncio absoluto e contra este ser hediondo sobravam apenas os defensores do Bem, no sentido mais literal da palavra: o exército de super-heróis do multiverso da DC, que abandonavam todos os seus desejos egoístas e entregavam-se altruisticamente (muitas vezes ao custo da própria vida) para a preservação de Tudo.


Raras foram as vezes em que, tão claramente e numa escala como a da Crise, todos os alicerces da Existência estiveram em perigo. Nada era sagrado. Todos os mundos, simultaneamente em todas as Eras e em todos os universos, estavam em risco. Milhões e milhões de universos cheios de vida pereceram com o avanço da arma derradeira do Inimigo, uma avassaladora onda de antimatéria. Os gritos de inúmeros seres vivos ecoaram na eternidade do espaço e do tempo quando pura e simplesmente… deixaram de existir. Desde o primeiro Homem das Cavernas até ao sofisticado Homem do Futuro, todos deixaram simultaneamente de Ser. O Vazio Final e Total. A Entropia.


Esta interpretação da realidade é curiosa. A destruição ocorre simultaneamente em diferentes eras de um mesmo universo. O Tempo é visto de forma não linear, ocorrendo todo ao mesmo tempo e no mesmo “local” (a linguagem tem dificuldade em enquadrar este conceito). Vejam lá bem… até nisto a BD oferece-nos vantagens. Desliga a o cérebro de noções lineares da física, abre-nos para percepções desviantes do Real. Esta noção de tempo, que assume que todos os segundos, se assim quiserem, são "reais", que ocorrem todos ao mesmo tempo, por assim dizer, tem um nome, Eternalismo, uma corrente filosófica que vê todo o universo, na sua concepção espácio-temporal,  como um único bloco. 


No meio desta catástrofe são relatados contos de verdadeiro heroísmo. Os defensores da Terra sabem que são a última barreira contra o Nada Absoluto. Por sua vez, Wolfman e Pérez são os verdadeiros artesões deste sacrifício, os herdeiros de Heródoto que relatam uma Batalha das Termópilas à escala cosmogónica. A colaboração que estes dois criadores tinham aperfeiçoado nos Novos Titãs (o livro que os fez famosos o suficiente para herdarem a Crise) atinge níveis lendários nesta saga que marcou gerações e o panorama da BD americana. Não descurando o mérito de Wolfman e porque esta se trata de uma arte que mescla palavras e imagens, o contributo de Pérez não deve ser, de forma nenhuma, diminuído. Graças aos seus desenhos (extraordinariamente adaptados ao universo dos super-heróis), à sua capacidade de construir uma página, em suma, à sua habilidade de contar uma história usando como ferramenta a BD, a Crise nas Terras Infinitas pôde adquirir o status de que goza na biblioteca das grandes obras da 9.ª Arte. E nenhum desse status diminuiu de intensidade com o tempo. Independentemente das confusões que procurou resolver no universo da DC, de algumas destas terem entretanto voltado a acontecer e de serem necessárias outras Crises para as desfazer, o valor artístico da obra permanece inalterado. Não voltou a existir (na minha muito modesta opinião) evento tão verdadeiramente catastrófico e apocalíptico como este, onde heróis morreram, universos desapareceram, onde a realidade não saiu ilesa. E só por isso, esta saga tem um lugar no panteão das obras maiores da BD.


Estão suficientemente convencidos para lê-la?

Depois desta saga podem passar para o Man of Steel de John Byrne (que falei neste post), para a Mulher-Maravilha de George Pérez e para o Batman de Frank Miller e David Mazzuchelli. Foi nestas histórias que as reinterpretações permitidas pela Crise aconteceram, reinterpretações cheias de uma modernidade que, muito sinceramente, ainda não foi superada.


Colecção DC Levoir/Público – 8.º Volume: Universo DC


(Prometo tentar informar aos menos conhecedores de BD acerca da acessibilidade desta coleção, ou seja se é fácil ou não ler sem saber muito mais coisas)

Grau de acessibilidade: Difícil mas…

Sai amanhã, Quinta-feira, dia 29 de Agosto, junto com Público e custa 8,9€

Nota – Não partilho da opinião que tem de se saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.

Desta vez tive de colocar de início a nota que apenas aparecia no fim destes artigos. A razão é simples: foi mais ou menos na Crise nas Terras Infinitas, a mega saga a ser lançada nestas próximas duas quintas-feiras, que fui apresentado ao Universo de super-heróis da DC. E não me fez confusão quase nenhuma. É verdade que nunca tinha ouvido falar da maior parte dos personagens que apareciam, mas isso não foi impedimento para usufruir da história. Pelo contrário! Com o passar dos anos tornou-se num dos incontornáveis momentos da infância enquanto leitor de BD.

A DC Comics estava a festejar os seus 50 anos por volta de 1985 e decidiu reestruturar o universo de super-heróis e torná-lo mais fácil de entender. Ao longo das últimas 5 décadas haviam-se acumulado diferentes versões do Super-Homem, Batman e Mulher-Maravilha, cada uma habitando uma Terra diferente. Cada Terra residia num universo diferente, contribuindo para uma tapeçaria que foi apelidada de multiverso. Um multiverso infinito. Existia a Terra-1 (a atual), a Terra-2 (onde viviam o Super-Homem, Mulher-Maravilha e Batman originais, os da década de 40), Terra-X, Terra-S, etc. Segundo os donos da DC, tudo isto era confuso demais e decidiram incumbir a equipa criativa mais famosa à altura de simplificar o multiverso e reduzir as terras infinitas a apenas uma única. A equipa foi Marv Wolfman como escritor e George Pérez como desenhista e assim nasceu a primeira saga verdadeiramente apocalíptica da mitologia dos super-heróis: Crise nas Terras Infinitas.

Universos morreram, biliões de almas foram condenadas ao esquecimento. Deuses pereceram em batalhas titânicas e o destino da realidade esteve nas mãos de todos os super-heróis do cardápio ao dispor da DC. O vilão responsável, o Anti-Monitor, movia-se numa escala inaudita à data. A palavra Mal não era suficientemente grande para o descrever. Tudo isto servido em doses mensais e durante 1 ano. Não houve, até hoje, mais nenhuma história desta dimensão nem com as repercussões que teve. Continua a ser uma referência emocional para muitos leitores de BD e, caso não tenham percebido, eu sou um deles. Mesmo que a qualidade não tenha amadurecido muito bem com o passar do tempo, continua a ser um marco histórico na banda desenhada americana.

Não é, decididamente, para todos os gostos porque acaba por ser uma história pura de super-heróis. Aqui não existem subtextos ou meta-textos. Esta é a história que a meta-literatura usa como referencial. E eu, sempre que posso, releio.

O primeiro volume saiu na semana anterior.

Colecção DC Levoir/Público – 7.º Volume: Universo DC

(Prometo tentar informar aos menos conhecedores de BD acerca da acessibilidade desta coleção, ou seja se é fácil ou não ler sem saber muito mais coisas)

Grau de acessibilidade: Difícil mas…
Sai amanhã, Quinta-feira, dia 22 de Agosto, junto com Público e custa 8,9€


Nota – Não partilho da opinião que tem de se saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.

Desta vez tive de colocar de início a nota que apenas aparecia no fim destes artigos. A razão é simples: foi mais ou menos na Crise nas Terras Infinitas, a mega saga a ser lançada nestas próximas duas quintas-feiras, que fui apresentado ao Universo de super-heróis da DC. E não me fez confusão quase nenhuma. É verdade que nunca tinha ouvido falar da maior parte dos personagens que apareciam, mas isso não foi impedimento para usufruir da história. Pelo contrário! Com o passar dos anos tornou-se num dos incontornáveis momentos da infância enquanto leitor de BD.
A DC Comics estava a festejar os seus 50 anos por volta de 1985 e decidiu reestruturar o universo de super-heróis tornando-o mais fácil de entender. Nas últimas 5 décadas haviam-se acumulado diferentes versões do Super-Homem, Batman e Mulher-Maravilha, cada uma habitando uma Terra diferente. Cada Terra residia num universo diferente, contribuindo para uma tapeçaria que foi apelidada de multiverso. Um multiverso infinito. Existia a Terra-1 (a atual), a Terra-2 (onde viviam o Super-Homem, Mulher-Maravilha e Batman originais, os da década de 40), Terra-X, Terra-S, etc. Segundo os donos da DC, tudo isto era confuso demais e decidiram incumbir a equipa criativa mais famosa à altura de simplificar o multiverso e reduzir as terras infinitas a apenas uma única. A equipa foi Marv Wolfman, como escritor, e George Pérez, como desenhista, e assim nasceu a primeira saga verdadeiramente apocalíptica da mitologia dos super-heróis: Crise nas Terras Infinitas.

Universos morreram, biliões de almas foram condenadas ao esquecimento. Deuses pereceram em batalhas titânicas e o destino da realidade esteve nas mãos de todos os super-heróis do cardápio ao dispor da DC. O vilão responsável, o Anti-Monitor, movia-se numa escala inaudita à data. A palavra Mal não era suficientemente grande para o descrever. Tudo isto servido em doses mensais e durante 1 ano. Não houve, até hoje, mais nenhuma história desta dimensão nem com as repercussões que teve. Continua a ser uma referência emocional para muitos leitores de BD e, caso não tenham percebido, eu sou um deles. Mesmo que a qualidade não tenha amadurecido muito bem com o passar do tempo, continua a ser um marco histórico na banda desenhada americana.
Não é, decididamente, para todos os gostos porque acaba por ser uma história pura de super-heróis. Aqui não existem subtextos ou meta-textos. Esta é a história que a meta-literatura usa como referencial. E eu, sempre que posso, releio.
O segundo volume sai na próxima quinta-feira, dia 29 de Agosto.