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A Ciambra de Jonas Carpignano

O amor da cultura europeia pela tragédia remonta aos tempos de obras como Medeia ou Édipo Rei. Por mais que alguém tente escapar ao seu destino, os deuses conspiram para que caminhemos para ele, quer queiramos, quer não. Estava subjacente que a própria personalidade das personagens as conduzia para esse fim já decidido. Elas eram a sua própria tragédia. Elas não conseguiam escapar ao ambiente, à geografia, à genética, à condição sócio-económica, e eram arrastadas, por elas próprias, pelo percurso que parecia delineado desde a nascença. O fim era óbvio para quem estava atento ao início de cada história.

A Ciambra não é diferente deste quadro.