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Colecção No coração das Trevas DC - volume 2 Sinestro: A Guerra do Corpo Sinestro 1

A Levoir e o Público apresentaram dia 9 de Março a sua nova colecção de banda desenhada, composta por 10 volumes dedicados aos maiores vilões do universo DC, com o PVP de 9,90€ cada volume.

Amanhã, 16 de Março, é lançado o segundo volume da colecção: Sinestro: A Guerra do Corpo Sinestro 1.

Em A Guerra do Corpo Sinestro, o maior adversário do Lanterna Verde recebe por fim o seu há muito merecido destaque. Outrora o maior dos Lanternas Verdes, Sinestro tornou-se no seu mais implacável inimigo, movido apenas pelo rancor e desejo de vingança. Mas, agora, revelará o seu novo e terrível propósito, numa saga épica que fez de Green Lantern o título de referência da DC Comics no final dos anos 2000.

Sinestro: A Guerra do Corpo Sinestro é um dos títulos mais emblemáticos da nova DC, e também um dos que maior sucesso crítico e comercial obteve. Lançado inicialmente em Junho de 2007, foi nesse mesmo ano nomeado pela Comic Book Resources como uma das melhores obras do ano. Esgotou toda a edição do primeiro número num só dia.

Segundo o IGN.com a história era um “êxito descomunal” e a Newsarama referiu-se à saga como “uma aventura da DC repleta de acção”.

Escrita por Geoff Johns, também ele considerado um dos melhores escritores de 2007, viu também Ethan Van Sciver, um dos desenhadores da saga, ser nomeado para um prémio Eisner pelo seu trabalho em Guerra do Corpo Sinestro.






Momentos FO**-SE! Justice League 50 e DC Universe Rebirth de Geoff Johns e vários



(este post contém SPOILERS)

Já tiveram momentos "foda-se" nas vossas vidas? Sabem do que falo? Daqueles onde são apanhados de tal forma desprevenidos que, apesar do controlo e pudor imposto pelo vosso cérebro, é desenhada pelos músculos do vosso rosto a palavra "foda-se". Pode acontecer a qualquer momento, como é óbvio, mas aqui refiro-me à Arte. Aquela que sublima, que entretém, que eleva. Arte que adoramos mais do que admitimos àquela mulher de quem gostamos. E falo de histórias. Das que são contadas nos livros, na película, nas notas de música. Falo de Banda Desenhada, falo de super-heróis, falo da Mulher-Maravilha, do Super-Homem, do Batman, de todos os personagens da DC Comics.

Colecção DC Levoir/Público – 11.º Volume: Flash


(Prometo tentar informar aos menos conhecedores de BD acerca da acessibilidade desta coleção, ou seja se é fácil ou não ler sem saber muito mais coisas)

Grau de acessibilidade: Difícil

Sai amanhã, Quinta-feira, dia 19 de Setembro, junto com Público e custa 8,9€

Este é complicado. Acompanhar a história do Flash é seguir o complexo novelo do Universo da DC desde o seu início. O velocista escarlate (um dos epítetos do personagem) tem sido um repetido marco das mudanças radicais que ocorreram ao longo de dezenas de anos neste mundo fictício. Tudo começou em 1959, no histórico Showcase número 4, onde é-nos apresentado o segundo Flash da história da BD, Barry Allen, um jovem cientista da polícia de Central City que, por um feliz acidente que apenas acontecem nas histórias de super-heróis, transforma-se no homem mais rápido do planeta. Este era também o início da primeira reinvenção do universo de super-heróis da DC, onde novas interpretações de nomes que já vinham das décadas de 30 e 40 eram dadas a conhecer.  

Flash foi também o primeiro dos personagens desta nova geração a conhecer a velha, a viajar entre universos paralelos e a conhecer o congénere da Terra-2 (para quem já começa a ter a cabeça a fumegar sempre podem ler este meu post). Com Flash nascia o multiverso da DC Comics e os dois acabariam por morrer juntos, 25 anos mais tarde, na saga Crise nas Terras Infinitas, já publicada nesta coleção.

Na história publicada neste volume, apropriadamente chamada de Flash Renasce, Barry Allen regressa do mundo dos mortos, outros 25 anos depois, sendo novamente o percursor de uma mudança de paradigma que ocorreria em 2011 com Os Novos 52, a mais recente reformatação do Universo DC. Entendem agora o pedigree e a dificuldade?

Vou ser claro: os autores, os excelentes Geoff Johns e Ethan Van Sciver, não ajudam a simplificar a história (nem tentam, o que não é, de todo, mau). De facto, como lidar com 50 anos de histórias de uma forma que, ao mesmo tempo, atraia leitores novos e não negligencie quer a riqueza destes universos quer os fãs? E isso interessa verdadeiramente? Não será antes relevante o carácter de entretenimento? Se um leitor mais desinformado conseguir se sentir entretido e curioso o suficiente para passar à procura de outras histórias e tentar reconstruir o puzzle, não podemos chamar a isso uma missão bem sucedida?

Como já venho dizendo desde o começo destes posts, parte da magia do universo de super-heróis reside exatamente neste ato e, meus caros, este é dos volumes mais desafiantes. 

Nota – Não partilho da opinião que tem de se saber tudo para acompanhar bem uma história. Parte da “magia” da BD americana reside na descoberta posterior, na paciente reconstrução do puzzle. Mas para aqueles que não têm tempo e paciência aqui fica este meu pequeno esforço.