Parece impossível, mas a "saga" da Missão Impossível de Tom Cruise (sim, porque esta é uma franquia dele) começou há 22 anos. É um testemunho da resiliência dele, da nossa e da fórmula cinematográfica que, passadas estas quase duas décadas e meia, continuamos a querer ver numa sala de cinema. Nesse tempo, assistimos ao muito aguardado ascender dos todo-poderosos super-heróis, que passaram de produto da cultura popular de franja para dominadores do Box Office mundial. Assistimos ao que a imagem gerada pelo computador possibilita: espectáculos cada vez mais impossíveis para a física humana e, vamos ser honestos, para a Física tout court. Não deixa de ser irónico que, mesmo com esse epíteto de impossível, Tom Cruise e pandilha façam um filme destes: ultra-divertido e dentro da escala do humano.
